Justiça · Conspiração para exportar drogas
Anos de tráfico, um plano de exportação em cordas — e um rastro financeiro ainda inconcluso
O telefone de Gavin Smith revelou anos de tráfico de cannabis e planos para enviar drogas à Nova Zelândia dentro de cordas. A pena de prisão está definida; os totais das exportações e os valores recuperáveis, não.
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Durante anos, o negócio de drogas de Gavin Smith foi a cannabis, vendida em quantidades de meio quilo. Os planos encontrados em seu telefone iam muito além: cetamina e cocaína escondidas dentro de cordas, com destino à Nova Zelândia. Agora, o ex-encanador de Pontlliw, perto de Swansea, foi condenado a seis anos e nove meses de prisão — e uma investigação financeira deverá examinar o que resta dos lucros. 1
Mas a ambição dessa operação internacional não deve ser confundida com seu alcance comprovado. Smith admitiu conspirar para exportar as duas drogas. Um contato disse que um carregamento de cordas havia chegado à Nova Zelândia durante as conversas sobre cetamina; o tribunal foi informado expressamente de que não havia provas de que Smith tivesse realmente enviado cocaína para lá. A sentença está estabelecida. A escala das exportações efetivamente concluídas, não. 1
Smith, 44 anos, morador da Swansea Road, em Pontlliw, compareceu ao Tribunal da Coroa de Swansea, em sessão remota no Tribunal de Magistrados de Cardiff. A BBC Wales noticiou a sentença em 23 October 2026. Seu relato não especifica o dia da sentença nem identifica o juiz. 1
O telefone por trás dos planos de exportação
A investigação começou com uma visita da polícia por outro motivo. O promotor Ian Wright disse ao tribunal que a Polícia de South Wales foi até a caravana de Smith em 28 March para prendê-lo por questões não relacionadas. Os policiais encontraram um quilo de cannabis embalado a vácuo, quantidades de cetamina e cocaína e psilocibina, o princípio ativo dos cogumelos alucinógenos. 1
A caravana também continha equipamentos de uma operação de tráfico: balanças digitais, um moedor de café com pó branco usado para misturar drogas e uma prensa para drogas escondida debaixo da cama. As cápsulas de café pareciam destinadas a armazenar drogas, embora esse fosse um propósito aparente, não um uso comprovado. O telefone de Smith estava dentro do micro-ondas. 1
O acesso ao telefone revelou duas frentes de atividade criminosa. As mensagens mostraram tráfico de cannabis em quantidades de meio quilo ao longo dos dez anos anteriores. Também levaram os policiais a uma unidade de armazenamento alugada em uma zona industrial, onde caixas identificadas com variedades de cannabis continham 15 sacos selados a vácuo, descritos como contendo meio quilo de cannabis cada. O relato não informa o peso total apreendido. 1
A frente mais ambiciosa estava nas conversas pelo aplicativo de mensagens criptografadas Signal com um contato que se identificava como «The Baron». Wright disse que o contato parecia morar na Nova Zelândia; sua identidade não está estabelecida no relato disponível. Smith lhe ofereceu cetamina por £2,000 o quilo. The Baron propôs escondê-la dentro de cordas ocas e, depois, embalar as cordas a vácuo para enviá-las. 1
Smith disse que, se o método desse certo, um contato poderia fornecer cinco ou seis quilos de cetamina por semana. Essa condição é importante: tratava-se de uma afirmação sobre um possível fornecimento, não de um fluxo medido de drogas já cruzando fronteiras. The Baron também pediu os dados da carteira de criptomoedas de Smith. 1
Em 1 April, The Baron enviou uma mensagem dizendo que o carregamento de cordas havia chegado com sucesso à Nova Zelândia. Isso é uma prova do que o contato disse a Smith, não uma confirmação independente do conteúdo ou do peso do carregamento. O relato não informa o ano dessa mensagem, da visita policial de 28 March nem de outra conversa em abril. Não é possível atribuir essas datas com segurança ao ano de publicação da reportagem. 1
As conversas então passaram à cocaína. The Baron afirmou ter um fornecedor em Manchester, e os dois combinaram £4,000 por cada quilo embalado e enviado. Discutiram começar com dois quilos por semana, podendo chegar a quatro se o método desse certo. Em outra conversa, em abril, The Baron disse que a cocaína chegaria em três dias; Smith respondeu que estava pronto, mas precisava de um novo aquecedor para filme plástico. Foram preparativos detalhados, não carregamentos ou ganhos comprovados. 1
A confissão de culpa e o limite das provas devem ser considerados em conjunto. Smith admitiu a conspiração para exportar cocaína, enquanto o tribunal não ouviu provas de que ele realmente tivesse enviado cocaína para a Nova Zelândia. Relatar apenas as quantidades semanais propostas no plano exageraria sua escala comprovada; relatar apenas a ausência de um carregamento concluído omitiria a conspiração que ele admitiu. 1
A questão do dinheiro continua sem resposta
A busca na unidade de armazenamento revelou mais do que cannabis. Os policiais encontraram £678 em dinheiro e um caderno com o que, a princípio, pareciam ser doze palavras aleatórias. Eram palavras de recuperação de criptomoedas, que permitiram acessar a carteira de Smith. Ela continha £5,763. O dinheiro e o conteúdo da carteira foram objeto de acusações separadas por posse de bens de origem criminosa. 1
Além das duas conspirações de exportação, Smith admitiu envolvimento no fornecimento de cannabis, posse de cannabis e cetamina com intenção de fornecê-las, posse de cocaína e psilocibina e os dois crimes relacionados a bens de origem criminosa. Ele tinha quatro condenações anteriores por seis crimes, incluindo desordem violenta e produção de cannabis. 1
O advogado de defesa Hywel Davies descreveu os crimes como envolvendo principalmente drogas da Classe B, com uma «breve incursão» em drogas da Classe A. Ele disse que as mensagens mostravam que Smith estava «apreensivo» com esse envolvimento. Davies também afirmou que Smith lamentava o impacto sobre sua família, estava angustiado com a longa separação dos filhos e queria voltar à profissão de encanador depois da prisão. Esses foram argumentos de defesa, não conclusões de que as conversas sobre exportação se resumiam a conversas inofensivas. 1
O que sabemos
- O tribunal foi informado de que seria iniciada uma investigação sobre os bens de origem criminosa nas finanças de Smith. A polícia havia identificado £678 em dinheiro e £5,763 em uma carteira de criptomoedas. 1
O que não sabemos
- O relato disponível não estabelece data para uma audiência de confisco, meta de recuperação nem ordem de confisco. Ele não calcula o total dos lucros obtidos por Smith com o tráfico.
Próximos passos
- Se os investigadores identificarão outros bens de origem criminosa e quanto dinheiro poderá ser recuperado no fim.
A investigação financeira é a parte ainda inconclusa deste caso. O dinheiro e as criptomoedas são bens identificados, não um balanço de dez anos de vendas de cannabis. Tampouco os preços e as quantidades semanais discutidos com The Baron podem ser tratados como renda recebida por Smith. Determinar quanto ele ganhou, quanto resta e o que pode ser recuperado exige provas além das promessas em seu telefone.
Conforme exibido 16 linhas
- Gavin Smith planned to send drugs to New Zealand inside hollowed-out rope. He's going to prison, and investigators are preparing to pursue the money behind years of dealing. How far did the export plans get, and what could investigators recover?
- Smith received six years and nine months after admitting drug and criminal-property offences. The 44-year-old former plumber lived on Swansea Road in Pontlliw, near Swansea. His guilty pleas included conspiring to export both ketamine and cocaine.
- A contact calling himself The Baron discussed the operation with Smith through Signal, an encrypted messaging app. Prosecutor Ian Wright said the contact appeared to live in New Zealand. The Baron also claimed to have someone in Manchester who could supply cocaine for the proposed exports.
- New Zealand was the destination they discussed, with Smith handling preparations in Wales. Manchester entered the conversation through The Baron's claimed supplier. The messages described an operation stretching across those locations, although the court heard no evidence Smith actually sent cocaine to New Zealand.
- Police found the phone inside Smith's caravan microwave. South Wales Police had gone there on March 28 to arrest him on unrelated matters. Officers discovered a vacuum-packed kilogram of cannabis, along with ketamine, cocaine and psilocybin, the active ingredient in magic mushrooms. They also uncovered equipment used to prepare drugs.
- A coffee grinder contained white powder and was being used to cut drugs. Officers found digital scales and a drug press under a bed. Coffee pods appeared intended for storing drugs. Access to the phone then exposed Smith's dealing history.
- His messages showed cannabis sales in half-kilogram quantities over the preceding ten years. Information on the phone led officers to a rented storage unit on an industrial estate. Boxes labelled with different cannabis strains held 15 vacuum-sealed bags, described as containing one pound of cannabis each.
- Police recovered £678 in cash and a notebook containing twelve apparently random words. Those were cryptocurrency recovery words, which let officers access a wallet holding £5,763. The cash and cryptocurrency became the subjects of separate criminal-property counts.
- Smith offered ketamine to The Baron for £2,000 a kilogram. He said that, if the rope method worked, a contact could provide five or six kilograms a week. Those were quantities he said he could obtain if the plan succeeded. The Baron proposed the concealment method.
- The Baron told Smith to hollow out lengths of rope and use an air compressor to force ketamine inside. The rope would then be sealed in bags with a vacuum sealer. He also asked Smith for his cryptocurrency-wallet details.
- On April 1, The Baron messaged Smith to say a rope shipment had arrived successfully in New Zealand. That message came during the ketamine discussions. It didn't specify the shipment's contents or weight. The pair then discussed using the same concealment method for cocaine.
- Smith admitted both export conspiracies. The rope-arrival claim came from The Baron's message, while the court was expressly told there was no evidence Smith actually sent cocaine to New Zealand. The cocaine discussions nevertheless included prices, weekly quantities and preparations.
- They agreed £4,000 for each kilogram of cocaine packaged and sent, starting at two kilograms weekly and potentially rising to four. In another April exchange, The Baron said cocaine would arrive in three days. Smith replied that he was ready but needed a new shrink-wrap heater. These were plans, rather than proven earnings.
- Swansea Crown Court heard the case remotely at Cardiff Magistrates' Court. Smith also admitted cannabis supply and possession with intent to supply, ketamine possession with intent to supply, and possession of cocaine and psilocybin. He admitted both criminal-property counts.
- Smith had four previous convictions covering six offences, including violent disorder and producing cannabis. His barrister, Hywel Davies, described the offending as chiefly involving Class B drugs, with a “brief excursion” into Class A drugs. Davies said Smith's messages showed he was “apprehensive” about that involvement.
- Davies said Smith regretted the impact on his family and was distressed about a lengthy separation from his children. He wanted to return to plumbing after prison. A proceeds-of-crime investigation will now examine his finances. The cash and cryptocurrency found don't measure the full proceeds of his dealing. Investigators still have to determine what further money they can identify and recover.
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