Justiça · Sentença por crueldade contra animal
Knoesen recebe pena suspensa por matar a kelpie Faith
A magistrada descreveu a morte de Faith como tortura, mas suspendeu a pena de prisão de 12 meses imposta a Bradley Gavin Knoesen. Os motivos relatados apontam para decisões judiciais anteriores; a deportação continua sem confirmação.
Vídeo no idioma original
Traduzido do original em inglês.
Faith recuperou brevemente a consciência antes de Bradley Gavin Knoesen matá-la. A kelpie de um ano havia sido repetidamente submersa na água; depois que foi reanimada, Knoesen espancou-a até a morte com uma garrafa de vidro, informou o tribunal que proferiu a sentença.1
A magistrada Donna Webb descreveu o ataque como tortura. Mas a sentença que ela impôs no Tribunal de Magistrados de Kalgoorlie, em 5 de novembro, não exige que Knoesen comece imediatamente a cumprir pena de prisão: o mochileiro britânico de 31 anos recebeu 12 meses de prisão, com suspensão por 12 meses, após se declarar culpado de causar sofrimento desnecessário a um animal. Os promotores haviam pedido prisão imediata.1
É preciso manter duas distinções nesse resultado. Uma pena de prisão suspensa não é o mesmo que não receber uma pena de prisão. E evitar o cumprimento imediato da pena não significa que Knoesen não tenha passado nenhum tempo sob custódia: ele estava detido desde o ataque, em 23 de setembro, e compareceu à audiência de sentença por vídeo, do Presídio Regional de Eastern Goldfields. Ele não falou durante a audiência.1
Quando ouço esses fatos, isso me parece mais uma tortura … algo incompreensível.
Um ataque que continuou apesar dos pedidos para que parasse
Os detalhes da sentença se baseiam na reportagem contemporânea da ABC News sobre o tribunal. O relato descreve violência repetida, com oportunidades para parar — não um único golpe fatal. Depois de matar Faith, Knoesen amarrou o corpo dela à sua moto e a arrastou por uma área de mato nos arredores de Kalgoorlie, na região de Goldfields, na Austrália Ocidental.1
O primo dele estava presente. Knoesen o convidou repetidamente a participar; em vez disso, o primo pediu que ele parasse e chorou sem conseguir se controlar enquanto o ataque acontecia. A promotora policial Amy Southall disse que Knoesen queria que o dono de Faith visse o que ele havia feito com a cadela. O dono não era o primo, e a ligação de Knoesen com essa pessoa continuou pouco clara no tribunal. A declaração é uma evidência do que Knoesen disse, não uma explicação completa de sua motivação.1
O advogado de defesa Anthony Eyers descreveu seu cliente como um “amante de cães” cujo comportamento era “fora do habitual”. Ele disse ao tribunal que Knoesen era formado por uma universidade, com diploma em ciência da computação. Southall contestou a caracterização da conduta dele: “Foi absolutamente gratuito e desnecessário … um comportamento chocante”, disse. “Não são as atitudes de um amante de cães.”1
O tribunal ouviu que Knoesen havia consumido uma “quantidade extrema de álcool” com o primo. Webb não aceitou a embriaguez como explicação. Ela descreveu a morte de Faith como “prolongada”, disse que o delito havia indignado o público e o comparou aos piores casos de crueldade contra animais já vistos no estado. Dirigindo-se à defesa, disse: “Seu cliente parecia incrivelmente determinado a matar este animal.”1
Por que a pena de prisão foi suspensa
Ainda assim, Webb suspendeu a pena, apontando decisões da Suprema Corte em outros casos de crueldade contra animais. Essas decisões são a explicação relatada para o resultado — não uma aceitação da descrição da defesa de Knoesen como amante de cães, nem uma conclusão de que o álcool o desculpava. A avaliação da magistrada sobre a violência foi severa; a punição que ela escolheu não exigiu uma pena de prisão imediata.1
O relato disponível do tribunal não identifica as decisões específicas da Suprema Corte nem reproduz a íntegra dos motivos da sentença. Isso limita até que ponto o resultado pode ser explicado. Não seria justificável dizer que esses precedentes não deixaram escolha a Webb, nem reconstruir uma ponderação detalhada que não foi publicada na cobertura disponível.
A Lei de Sentenças da Austrália Ocidental permite que uma pena de prisão seja suspensa mesmo quando o tribunal considera apropriado impor uma pena. A seção 76 exige que a prisão fosse apropriada caso a suspensão não estivesse disponível. Portanto, o mecanismo jurídico permite o aparente contraste neste caso: um tribunal pode condenar o delito em termos contundentes, impor uma pena de prisão e suspender sua aplicação. Doze meses de prisão suspensos por 12 meses significam uma pena de prisão de um ano mantida em suspenso por um período de um ano — não uma pena combinada de dois anos de prisão.3
Para as suspensões de pena comuns, a seção 78 prevê novas medidas judiciais quando uma pessoa é condenada por outro delito cometido durante o período de suspensão, desde que esse delito seja passível de pena de prisão. O que importa é quando o novo delito foi cometido. Esse fator, por si só, não determina quanto da pena suspensa o tribunal ordenaria que fosse cumprido.4
Também há limites para o que se pode afirmar sobre esta ordem específica. A reportagem sobre a sentença não estabelece um cálculo preciso do crédito pelo período de prisão preventiva de Knoesen, condições adicionais ou se foi imposta uma proibição de possuir animais. Foi noticiado que ele estava sob custódia desde 23 de setembro; não foi divulgado em detalhes como esse período foi considerado na sentença.1
A deportação continua sendo uma previsão, não uma decisão
Knoesen chegou à Austrália em abril com um visto de trabalho e férias. Ele morava com a tia e o primo em Kalgoorlie e trabalhava como motorista de caminhão subterrâneo no setor de mineração. Eyers disse ao tribunal que seu cliente provavelmente seria deportado. Essa era a expectativa do advogado de defesa, não uma decisão anunciada pelo governo.1
A ABC informou que havia contatado o Departamento de Assuntos Internos para pedir um comentário. O relato da sentença não confirma cancelamento de visto, decisão de detenção migratória, decisão de remoção nem deportação concluída. Não há uma data confirmada para Knoesen deixar a Austrália.1
O processo criminal chegou a uma declaração de culpa e à sentença. O futuro migratório dele ainda não teve um desfecho público confirmado. É essencial tratar essas questões separadamente: o tribunal impôs a punição, mas a previsão do advogado não determina o que o governo fará em seguida.
Conforme exibido
- Bradley Gavin Knoesen killed a pet kelpie and received a suspended prison sentence.
- Prosecutors wanted immediate imprisonment, and the magistrate described the attack as torture. But the sentence doesn't require him to begin an immediate prison term.
- What led the court to suspend the sentence, and will he now have to leave Australia?
- Knoesen pleaded guilty to causing an animal unnecessary harm. The 31-year-old British backpacker was sentenced at Kalgoorlie Magistrates Court on November fifth. The dog he killed was Faith, a one-year-old pet kelpie.
- The court imposed twelve months in prison and suspended that term for twelve months. The suspension puts the prison term on hold for that period. Knoesen had already spent time in custody while awaiting the outcome.
- Western Australia's sentencing law allows a court to suspend imprisonment even when it considers a prison term appropriate. A suspended sentence also carries the risk of further court action if the person commits another offence.
- Under the rules for ordinary suspended sentences, a further conviction can bring the sentence back before a court. The new offence must have happened during the suspension period and carry a possible prison penalty. The entire term isn't automatically activated.
- Knoesen had been held in Kalgoorlie since the September twenty-third attack. He appeared for sentencing by video from Eastern Goldfields Regional Prison and didn't speak during the hearing. Earlier proceedings had concerned bail, before the guilty plea resolved the charge.
- Faith briefly regained consciousness before Knoesen killed her. The violence continued through several stages, even as his cousin pleaded with him to stop.
- Knoesen had consumed what the court heard was an extreme amount of alcohol with his cousin. He picked Faith up and repeatedly submerged her in water. She lost consciousness and was briefly revived before he beat her to death with a glass bottle.
- He then tied her body to his motorbike and dragged it through bushland on Kalgoorlie's outskirts. Knoesen repeatedly invited his cousin to join in. His cousin instead asked him to stop and wept uncontrollably as the attack unfolded.
- Police prosecutor Amy Southall said Knoesen wanted Faith's owner to see what he'd done to the dog. Faith belonged to someone other than the cousin. Knoesen's connection to her owner was unclear in court.
- Defence lawyer Anthony Eyers described Knoesen as a “dog lover” whose behaviour was “out of character”. Southall challenged that description, saying these were “not the actions of a dog lover”. She asked the court to send him straight to prison.
- Knoesen had arrived in Australia in April on a working holiday visa. He was living with his aunt and cousin in Kalgoorlie and working as an underground truck driver in the mining industry. Eyers also told the court his client was a university graduate with a computer science degree.
- Southall called the attack “absolutely gratuitous and unnecessary” and described it as “shocking behaviour”. Magistrate Donna Webb said the crime had outraged the public and compared it with the worst animal-cruelty cases seen in Western Australia.
- Webb described Faith's death as “protracted”. She said, “When I hear these facts, it strikes me more as torture … beyond comprehension.” She rejected alcohol as an explanation and said Knoesen appeared incredibly determined to kill the animal.
- Webb nevertheless suspended the prison term, pointing to Supreme Court decisions in other animal-cruelty cases. Those earlier decisions were the explanation she cited for the outcome, despite the prosecution's request for immediate imprisonment and her own severe assessment of the attack.
- The RSPCA recorded 256 animal-cruelty reports across Goldfields-Esperance last financial year, a rise of 24 percent. Within that region, Kalgoorlie-Boulder accounted for 121 reports, up 20 percent. The figures cover welfare reports across the community.
- The RSPCA said 90 percent involved dogs or puppies with insufficient care, food, water or shelter. In a separate Perth case the previous week, a puppy farmer who kept more than a hundred dogs in appalling conditions was sent to prison.
- Eyers said Knoesen was likely to be deported. No government decision requiring him to leave Australia has been announced. His criminal sentence has been imposed, while his immigration future remains unresolved.
Fontes13
23 fontes de 13 veículos· Mais citados primeiro
Western Australian Governmentwa.gov.au4
ABC News (Australia)abc.net.au2
Buddyliobuddylio.com1
Daily Maildailymail.com1
Kalgoorlie Minerkalminer.com.au1
- Primeira notícia
- Bradley Gavin Knoesen: Man allegedly drowned dog and ...
legislation.gov.au1
News Divenewsdive.net1
- Primeira notícia
- UK Traveler Faces Charges for Allegedly Drowning and Assaulting Dog
UA.NEWSua.news1
- Primeira notícia
- British man denied bail in Australia dog cruelty case
WN Legalwnlegal.com.auPrimeiro1
- Primeira notícia
- What is a Suspended Sentence in Western Australia?
Tradução atualizada em
Exibido recentemente

Disponível em inglês
Lombard shelter fire: Temporary housing secured for 42 cats

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