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Ciência · Limpeza das carpas em Colac

Colac aspira 40 toneladas de carpas mortas. O problema maior continua.

Um caminhão de sucção removeu cerca de 40,000 quilogramas de carpas mortas do riacho Barongarook. O cheiro persiste, e os controles de longo prazo ainda não foram decididos.

Escrito 6 min de leitura · 16 fontes

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Traduzido do original em inglês.

Um caminhão equipado com sistema de sucção vem aspirando carpas mortas do riacho Barongarook — cerca de 40,000 quilogramas até agora. Mesmo depois dessa remoção, moradores de Colac, no sudoeste de Victoria, ainda convivem com o cheiro de peixe em decomposição.⁠1

A estimativa, divulgada pelo Conselho Municipal de Colac Otway e noticiada pela ABC News em 6 de novembro, mede o progresso da limpeza, não sua conclusão. Trata-se de um peso aproximado coletado, não de uma contagem final de mortes. Tampouco resolve o problema maior: a população de carpas ainda viva no lago Colac, de onde, segundo as autoridades, os peixes entraram no riacho para desovar.⁠1

Pam Cuthbertson, moradora há muitos anos, descreveu como os peixes se amontoavam:

Milhares e milhares todos amontoados uns contra os outros. Não dava para passar nem um graveto entre eles.

Pam Cuthbertson 1

Ela chamou a cena de “um desastre ambiental”. Essa foi a descrição de uma moradora, não uma classificação ambiental formal, mas traduz a dimensão da experiência local: milhares de carcaças na água e um odor que se espalha pela área ao redor.⁠1

Doug McNeill, gerente-geral de infraestrutura e meio ambiente do conselho, disse que o equipamento de sucção havia sido eficaz na remoção dos peixes e na redução do cheiro. Ainda assim, alertou que algum odor persistiria e pediu paciência aos moradores enquanto o trabalho prosseguia. Não foi anunciada uma data para a conclusão da limpeza.⁠1

Uma limpeza sem data para terminar

O problema já era público antes do início de novembro. Em 30 de outubro, o Colac Herald noticiou um alerta do conselho de que a presença de carpas mortas poderia continuar por semanas, dependendo do clima e das condições da água. Isso estabelece que as mortes já eram um problema naquele momento; não estabelece quando os primeiros peixes morreram.⁠4

Uma declaração do conselho de 2 de novembro, publicada pela Mirage News, descreveu a coordenação com a EPA Victoria, o Departamento de Energia, Meio Ambiente e Ação Climática e a Autoridade de Gestão da Bacia Hidrográfica de Corangamite. Caberia a contratados remover os aglomerados de carpas mortas quando fosse viável. A imprensa local relatou um teste bem-sucedido de bomba a vácuo em 2 de novembro, seguido por novos trabalhos de remoção; em 4 de novembro, a operação estava sendo ampliada.⁠2⁠3⁠5⁠11

Quando a ABC visitou o local na tarde de quinta-feira, 5 de novembro, muitos dos peixes mortos pareciam já ter sido retirados do riacho. A observação foi animadora, mas não constituiu um levantamento completo nem uma declaração de que o trabalho havia terminado. A estimativa de cerca de 40 toneladas do conselho, publicada na manhã seguinte, continua sendo um retrato do progresso. Não foi estabelecido o momento exato em que as equipes chegaram a esse total.⁠1

Também é preciso distinguir as funções das agências. McNeill descreveu o conselho como atuando em conjunto com o governo estadual e a gestão da bacia hidrográfica. Mas, no relato da ABC de 6 de novembro, a Autoridade de Gestão da Bacia Hidrográfica de Corangamite disse não ter papel ativo na gestão do problema. Isso não necessariamente contradiz a declaração anterior sobre coordenação: participar de discussões é diferente de conduzir uma operação. O conselho está organizando a remoção; os relatos não explicam plenamente a divisão de responsabilidades além disso.⁠1⁠2

Também não há um custo total estabelecido para a limpeza nem informações sobre o destino das carcaças ou o método de descarte. Para os moradores, a pergunta sem resposta mais imediata é mais simples: por quanto tempo o cheiro ainda vai durar.

A explicação tem limites importantes

O conselho descreve as mortes como um evento natural. A explicação é que as carpas saíram do lago Colac e entraram no riacho Barongarook para se reproduzir, mas encontraram pouco fluxo de água e oxigênio insuficiente. A falta de oxigênio continua sendo a causa suspeita, e não uma conclusão acompanhada, nesses relatos, de medições de oxigênio específicas do episódio, datas de coleta de amostras ou medidas quantificadas do fluxo de água.⁠1

A EPA Victoria disse que não investigaria mais o caso porque as mortes não envolveram resíduos nem poluição. Isso explica a decisão do órgão regulador, mas não fornece as medições que faltam. As reportagens também não estabelecem se peixes nativos morreram. A identificação de milhares de carpas mortas não prova que elas eram a única espécie afetada.⁠1

Nenhum desses limites torna a remoção menos necessária. Eles são importantes, porém, para entender o que aconteceu — e para evitar afirmar que a causa e o impacto ecológico total foram documentados de forma conclusiva, quando não foram.

McNeill lembrou que a última mortandade de peixes nessa escala na região ocorreu por volta de 2009. A lembrança dele é uma comparação aproximada, não uma classificação verificada dos episódios anteriores. A lição que ele tirou foi que a quantidade de carpas havia se recuperado, apesar da impressão, na época, de que todas tinham morrido. Em outras palavras, uma mortandade espetacular não é o mesmo que um controle duradouro da população.⁠1

Controlar os peixes que continuam vivos

Taylor Hunt, gerente de pesca recreativa da Autoridade de Pesca de Victoria, descreveu as carpas como um “problema perverso” nos cursos d’água. A comparação dá uma ideia da dificuldade: a erradicação funcional das carpas em dois cursos d’água da Tasmânia levou quase 30 anos e mais de A$15 milhões. Esses números se referem ao esforço na Tasmânia, não a um orçamento ou cronograma para o lago Colac.⁠1

Entre as opções locais em análise estão telas para impedir que as carpas entrem no riacho para desovar e capturas em massa quando o lago secar naturalmente. Nenhuma delas foi anunciada como um programa local de erradicação. O caminhão de sucção está recolhendo peixes mortos; isso não é prova de que uma operação de captura de peixes vivos tenha começado. O objetivo declarado por Hunt é reduzir a população para abaixo do nível em que as carpas tenham um impacto significativo, mesmo que sua eliminação se mostre inviável.⁠1

Um vírus contra carpas poderia vir a ser outra ferramenta, mas Hunt deixou explícito que isso dependeria de segurança e viabilidade. “Se o vírus entrar em uso e for uma opção segura e prática, também vamos incluí-lo no nosso kit”, disse ele à ABC. Os testes da CSIRO continuam, e não foi anunciado nenhum uso aprovado no lago Colac.⁠1

Informações mais abrangentes da Autoridade de Pesca de Victoria descrevem testes em laboratório e modelagem nacional que sugerem possíveis reduções da população de 30–80 percent, dependendo das condições. Isso não é um resultado comprovado de liberação em campo nem uma previsão para o lago Colac. Também não explica as mortes atuais. A ABC informou em maio que a pesquisa nacional deveria se estender até 2028 — um horizonte de pesquisa, não uma data prometida para a liberação.⁠15⁠14

Qualquer futuro controle biológico traria seu próprio problema de gestão de carcaças. A limpeza em Colac mostra o que isso significa na prática: equipamentos, trabalho contínuo de remoção e moradores à espera de que o odor diminua. As autoridades não anunciaram quando decidirão sobre controles locais da população. A remoção de 40 toneladas representa um trabalho substancial. Evitar o próximo acúmulo exige uma decisão sobre os peixes que continuam vivos.

Fontes8

Entre as fontes citadas aqui, Colac Herald publicou primeiro, 4 dias antes da veiculação desta reportagem. Outros 2 veículos publicaram em seguida.

4 matérias anteriores consultadas para contextualização.5 veículos sem data:Court Services Victoriaomny.fmagriculture.gov.aucarpactionalliance.auMirage News

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16 fontes de 8 veículos· Mais citados primeiro

Conforme exibido
  1. Crews have vacuumed about forty tonnes of dead carp out of a creek. Residents in Colac are still living with the smell of rotting fish, and the cleanup continues. The longer-term problem is how to stop carp building up in the waterway again.
  2. Colac Otway Shire Council estimates crews have removed forty thousand kilograms from Barongarook Creek in south-west Victoria. That estimate was made public on November sixth. It measures the weight collected so far, with more work still needed.
  3. Long-time resident Pam Cuthbertson described the fish packed together. “Thousands and thousands all jammed up against each other. You couldn't get a twig between them.” She called the situation “an environmental disaster.” For people around the creek, decomposing fish have brought an odour spreading through the surrounding area.
  4. Authorities say carp swam from adjoining Lake Colac into Barongarook Creek to spawn. The council believes low flows left the water short of oxygen during breeding season, killing thousands of fish. It describes the deaths as naturally occurring.
  5. EPA Victoria says it won't investigate further because the deaths didn't involve waste or pollution. The council's low-oxygen explanation remains the suspected cause. Removing carcasses addresses the immediate smell, while managing carp living in the lake requires a longer-term response.
  6. The council warned on October thirtieth that dead carp could continue for weeks, depending on weather and water conditions. A vacuum-pump trial succeeded on November second. Removal ramped up by November fourth, and many carcasses appeared cleared by November fifth.
  7. The council coordinated with EPA Victoria, the state environment department and the Corangamite Catchment Management Authority. Contractors were to remove concentrations of dead carp where practical. The catchment authority later said it had no active management role. That leaves the council running the removal operation, with coordination involving several agencies.
  8. A truck fitted with suction equipment is vacuuming carcasses from the creek. Doug McNeill, the council's infrastructure and environment general manager, says it's been effective at removing fish and reducing the smell. He warns some odour will continue and asks residents for patience.
  9. McNeill recalls the region's last fish kill on this scale around 2009. At the time, some people thought the carp had all died. But numbers recovered. His recollection shows the difficulty facing the current response. Even a large die-off can leave carp able to rebuild their population.
  10. Taylor Hunt, the Victorian Fisheries Authority's recreational fishing manager, says functionally eradicating carp from two Tasmanian waterways took almost thirty years. It cost more than fifteen million Australian dollars. Those figures describe Tasmania's effort, separate from the work facing Lake Colac.
  11. Hunt says authorities are considering screens to block carp entering the creek to spawn. Another possibility is mass catches when the lake naturally dries up. A carp virus could eventually become another tool. For now, crews are collecting dead fish, while those options remain under consideration for controlling the living population.
  12. Hunt makes safety and practicality conditions for using a virus. CSIRO is still testing that option. His immediate aim is to reduce carp numbers enough to limit their impact on waterways, even if eliminating them proves out of reach.
  13. Laboratory testing and national modelling suggest the virus could reduce carp populations substantially, depending on conditions. Scientists still have to work through that research. Any eventual use would also bring the practical challenge of managing dead carp, the same kind of task crews are dealing with now.
  14. The modelled reduction ranges from thirty to eighty percent, depending on conditions. That hasn't been demonstrated through a field release, and it isn't a forecast for Lake Colac. National research is expected to extend into 2028, with any release decision still ahead.
  15. The council hasn't given residents a final cleanup date, and authorities haven't announced when they'll choose local population controls. Preventing another accumulation will require decisions about those measures. Hunt's goal is to bring carp numbers below the level where they have a meaningful impact on the waterways.

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