Justiça · Caso da Reflecting PoolCobertura em andamento · reportagem 2 de 2
Juiz impede retomada da acusação contra David Hearn por caso da Reflecting Pool após pressão de Trump
O governo reconheceu que foi a instalação malfeita — e não Hearn — que causou os danos à Reflecting Pool. Um juiz encerrou permanentemente a acusação porque as exigências de Trump criaram o risco de ela voltar.
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62 dias depois
Antes
Promotores Culparam um Olímpico. Agora, Culpam o Empreiteiro.Em aberto na época
- O nome do empreiteiro e se o trabalho malfeito resultará em alguma penalidade.
- Que investigação levou os promotores a acusar Hearn antes de surgirem as provas sobre a instalação.
O que dissemos que acompanharíamos
- Se um juiz aprovará o arquivamento e o que constará na decisão final.
- Se as obras apressadas do America 250 no Mall serão investigadas além deste caso.
Agora
O governo reconheceu que foi a instalação malfeita — e não Hearn — que causou os danos à Reflecting Pool. Um juiz encerrou permanentemente a acusação porque as exigências de Trump criaram o risco de ela voltar.
O que avançou
- Edelman rejeita a acusação, mas deixa em aberto se a decisão será permanente.
- Após novas manifestações sobre se a rejeição deveria ser permanente, ocorre uma audiência.
- Edelman rejeita a acusação com prejuízo e impede que a mesma acusação seja instaurada novamente.
David Hearn enfrentava até 10 anos de prisão por puxar um revestimento de piscina que já estava descascando. O governo acabou admitindo que as ações dele não haviam reduzido o valor da piscina — e que nenhum crime havia ocorrido. Mesmo assim, o presidente Donald Trump exigiu outra acusação. 1 22
Agora, um juiz fechou essa possibilidade. Em 1º de outubro de 2026, o juiz do Tribunal Superior de D.C. Todd E. Edelman rejeitou com prejuízo a acusação contra Hearn por destruição de propriedade relacionada à Reflecting Pool do Lincoln Memorial, impedindo os promotores de apresentar novamente a mesma acusação. Em sua decisão de 26 páginas, ele abordou um risco extraordinário: o de que a pressão presidencial pudesse ressuscitar uma acusação que o próprio governo havia declarado sem fundamento. 1 22
Este caso deve ser rejeitado com prejuízo e, portanto, o governo deve ser impedido de apresentar novamente esta acusação contra o sr. Hearn.
Em 1º de agosto, a HeyDay News informou que o Departamento de Justiça havia pedido a rejeição do caso e que sua petição de 20 páginas atribuía os danos à instalação defeituosa feita pela empresa contratada, e não a Hearn. Essa foi a reversão dos promotores, não uma garantia judicial permanente. A nova decisão é um documento diferente, que resolve o que permanecia em aberto: se os promotores poderiam manter a opção de retomar a acusação. 49 22
A proteção é específica. Ela abrange esta acusação decorrente do incidente na Reflecting Pool, não toda e qualquer possível acusação futura. Trata-se de uma rejeição, não de uma absolvição por júri. Mas é muito mais do que um promotor decidir parar, reservando-se o direito de recomeçar.
O revestimento falhou antes da prisão
A instalação já estava se soltando antes de Hearn tocá-la. Reportagens sobre os autos dizem que o revestimento começou a descascar quase imediatamente após a conclusão do trabalho, e que um engenheiro do Serviço Nacional de Parques havia sido alertado até 9 de junho. Hearn foi preso em 19 de junho. O material que ele puxou foi descrito posteriormente como “overspray” perimetral, já descascando e de valor mínimo. 18 12
Um grande júri o indiciou em 2 de julho, quando a procuradora dos EUA Jeanine Pirro anunciou a acusação. Hearn declarou-se inocente em sua audiência de 9 de julho. A denúncia alegava dano intencional ao revestimento da piscina e danos de $1,000 ou mais — o limite alegado para caracterizar um crime grave, não uma avaliação comprovada dos danos que ele teria causado. 64 65 22
Apesar das descrições de um caso federal de vandalismo, tratava-se de um crime grave local de D.C., previsto no Código de D.C. § 22-303 e processado no Tribunal Superior de D.C., não no Tribunal Distrital dos EUA. Promotores federais apresentaram a acusação, e a propriedade pertencia aos Estados Unidos; o procurador dos EUA para o distrito também processa muitas infrações locais. Hearn, 67, enfrentava uma acusação com pena máxima possível de 10 anos. Não houve condenação nem pena de prisão. 3 22 1
Informações do Departamento do Interior e do Serviço Nacional de Parques então enfraqueceram a premissa criminal. Os promotores atribuíram o descascamento generalizado à instalação defeituosa da Atlantic Industrial Coatings e à pressa para concluir o trabalho antes dos eventos America 250, em torno do Dia da Independência. O governo disse que não teria pedido o indiciamento se tivesse recebido antes as informações sobre a empresa contratada. 49 48
A decisão de Edelman afirma que o governo havia concluído que “nenhum crime havia ocorrido”. O dano “foi causado pela instalação ‘apressada e malfeita’ do revestimento por uma empresa contratada”, e “as ações do sr. Hearn não tiveram efeito sobre o valor da piscina”. Não se tratou de recuar de uma grande acusação de dano criminoso para uma menor. Foi o reconhecimento de que a acusação criminal não se sustentava. As conclusões disponíveis apontam para uma instalação malsucedida e apressada, mas não fornecem uma explicação técnica completa de cada etapa defeituosa. 22
Da acusação abandonada à rejeição permanente
- 31 de julho de 202649
O gabinete de Pirro pede que a denúncia seja rejeitada sem prejuízo, preservando a possibilidade de apresentá-la novamente.
- 6 de agosto de 20262757
Edelman rejeita a acusação, mas deixa em aberto se a decisão será permanente.
- 4 de setembro de 202622
Após novas manifestações sobre se a rejeição deveria ser permanente, ocorre uma audiência.
- 1º de outubro de 202622
Edelman rejeita a acusação com prejuízo e impede que a mesma acusação seja instaurada novamente.
Por que abandonar o caso não foi suficiente
Mesmo depois de abandonar a acusação, o governo resistiu a encerrá-la de forma permanente. Em sua resposta de 18 de agosto, continuou pedindo que a denúncia fosse rejeitada sem prejuízo. Os promotores reconheceram que já não estavam investigando. A disputa restante não era sobre se a denúncia original tinha respaldo probatório; era sobre se Hearn deveria continuar vulnerável à possibilidade de ela voltar. 8 1
Trump forneceu a razão pela qual essa vulnerabilidade importava. Em uma publicação no Truth Social em 1º de agosto, ele rejeitou a explicação de seu governo: “Pode ter havido algum problema com a empresa contratada, mas o dano principal foi causado por VÂNDALOS!” Em 3 de agosto, disse que Pirro “amarelou” e “se dobrou como um guarda-chuva”. Essas afirmações não comprovaram vandalismo nem superaram as provas em contrário apresentadas pelo governo. 22
Em 7 de agosto, sua exigência foi além de uma discordância sobre o revestimento. “A procuradora dos EUA Jeanine Pirro deveria reconsiderar sua decisão tomada às pressas”, escreveu Trump, vinculando essa exigência às associações políticas de Hearn com o ActBlue e à representação dele por Norm Eisen e pela CREW. As acusações que Trump fez contra essas pessoas e organizações não foram constatações de irregularidade. A relevância delas aqui está na insistência do presidente de que os promotores reconsiderassem o caso de uma pessoa identificada, em parte por causa de sua política e de seu advogado. 22
Edelman descreveu Trump como tendo exigido a retomada da acusação, em parte por causa da atividade política de Hearn e da identidade de um advogado, enquanto considerava publicamente a possibilidade de demitir o procurador dos EUA. O juiz escreveu que Hearn enfrentava a “possibilidade única” de o governo reavivar um caso que já havia anunciado ser infundado por causa da pressão presidencial sobre autoridades subordinadas. Ele chamou de “fantasiosa” a perspectiva de uma futura acusação com mérito. 22
A conta da reforma não era uma indenização por danos
O custo de vários milhões de dólares do projeto não deve ser confundido com uma perda atribuível a Hearn. O The New York Times informou, em 11 de maio, que o contrato para o revestimento foi concedido por cerca de $13.1 milhões; o USA TODAY o estimou em aproximadamente $14.2 milhões em 16 de junho; a ABC News informou mais de $14.65 milhões em 19 de junho; e a CNN citou cerca de $14.7 milhões em seu resumo do contrato de 25 de junho. São relatos, publicados em datas diferentes, sobre o valor do contrato para o revestimento, não projetos distintos nem custos que devam ser somados. 62 60 61 63
Um contrato separado de cerca de $1.7 milhão com a Green Water Solutions, para algas e filtragem, elevou o total dos trabalhos relatados para perto de $16 milhões. Esses valores aproximados dos contratos não são uma despesa final auditada — e nenhum deles é uma indenização por dano criminal comprovadamente causado por Hearn. Eles dão a dimensão dos trabalhos financiados com recursos públicos cuja instalação falhou. 60 61
As mesmas informações sobre a instalação também afetaram três outras acusações. No início de agosto, os promotores abandonaram separadamente casos de contravenção por destruição de propriedade contra Justin Carreno, Sophie Dennison-Gibby e Cameron Thiers. As acusações diziam respeito a danos inferiores a $1,000. Os promotores buscaram abandonar os casos de quatro pessoas, mas a decisão de 1º de outubro que tornou a rejeição permanente diz respeito apenas ao caso de Hearn, uma acusação de crime grave. 69 71 22
O histórico esportivo de Hearn ajudou a chamar atenção: conhecido como Davey Hearn, ele representou os Estados Unidos na canoagem slalom nas Olimpíadas de 1992, 1996 e 2000. Não ganhou medalha olímpica, embora suas conquistas em campeonatos mundiais incluam ouros individuais em 1985 e 1995. O que estava em jogo juridicamente não dependia desse histórico. Tratava-se de uma acusação de crime grave, de possível prisão e da perspectiva de ter de se defender novamente da mesma acusação descartada. 37 38
Em 2 de outubro, Hearn disse à ABC News que Pirro e Trump lhe deviam desculpas. Perguntado se o presidente pediria desculpas, respondeu: “Sabe, se porcos voarem, talvez.” As reportagens não confirmam que tenha havido um pedido de desculpas. O gabinete de Pirro não respondeu de imediato a perguntas sobre a rejeição permanente, e a cobertura de 1º e 2 de outubro não aponta nenhum recurso anunciado nem uma próxima audiência com data marcada. Isso não é uma garantia de que nenhuma tentativa de contestação será feita. O resultado vigente é o da decisão já emitida: esta acusação não pode ser retomada. 53 1 22
Conforme exibido 22 linhas
- On August 1 we reported prosecutors sought dismissal. Now a judge has barred refiling. David Hearn faced a felony charge carrying up to ten years in prison over a pool lining that failed because of botched installation. Why did ending a case the government considered meritless require a permanent judicial bar?
- President Donald Trump demanded another prosecution after his own administration concluded the accusation did not stand up. That pressure left Hearn exposed to a renewed case even though prosecutors acknowledged they were no longer investigating. The October 1 ruling closes that opening.
- Two words make the protection permanent: with prejudice. D.C. Superior Court Judge Todd E. Edelman’s 26-page order bars prosecutors from bringing this same Reflecting Pool destruction-of-property charge again. It is not a jury acquittal, and it does not give Hearn blanket immunity from unrelated future prosecutions. But prosecutors cannot simply reopen this abandoned charge.
- The new ruling is different from the 20-page government filing in our August report. That earlier document explained the prosecution’s reversal; it did not yet guarantee that the charge could never return.
- Hearn was charged under local D.C. law, not with a federal vandalism offense. Federal prosecutors brought the case, and the allegedly damaged property belonged to the United States, but the charge was one felony count under D.C. Code section 22-303 in D.C. Superior Court, not U.S. District Court. The U.S. Attorney for the District prosecutes many local offenses.
- The indictment alleged malicious injury to the Lincoln Memorial Reflecting Pool’s lining and damage of at least one thousand dollars, the alleged felony threshold. That was an accusation, not an established valuation of damage Hearn caused. No conviction or prison sentence was imposed.
- The lining was peeling before Hearn was arrested. It began failing almost immediately after completion, and a National Park Service engineer had been alerted by June 9. Hearn’s arrest came June 19. Prosecutors accused him of pulling at already-peeling material; the material he touched was subsequently described as perimeter overspray of minimal value.
- A grand jury indicted Hearn on July 2, and U.S. Attorney Jeanine Pirro announced the indictment that day. He was arraigned July 9 and pleaded not guilty.
- Interior Department and National Park Service information then dismantled the criminal premise. The widespread peeling resulted from Atlantic Industrial Coatings’ flawed installation and a rush to finish before America 250 events around Independence Day. The government concluded that no crime had occurred and that Hearn’s actions had no effect on the pool’s value. It would not have sought the indictment had it possessed the contractor information earlier.
- This was not a reduction from a large criminal damage bill to a smaller one. The government acknowledged that the accusation itself lacked merit. The findings establish installation failure and haste, but they do not provide a complete technical specification of every defective installation step.
- The publicly funded renovation involved work near sixteen million dollars, but that is not a loss attributable to Hearn. The coating award was reported at about thirteen-point-one million dollars in May, roughly fourteen-point-two million by June 16, more than fourteen-point-six-five million by June 19, and about fourteen-point-seven million in a later June contract summary.
- A separate Green Water Solutions algae and filtration award was about one-point-seven million dollars. Together, the components put the reported work near sixteen million. The fourteen-million-dollar shorthand refers to the coating award, not another project or an additional cost. These differently dated, partly rounded figures are not an audited final expenditure, and none is a criminal damage bill established against Hearn.
- Prosecutors wanted to stop the case while keeping the option to bring it back. Pirro’s office filed its dismissal motion July 31 at 4:45 p.m., requesting dismissal without prejudice. On August 6, Edelman dismissed the charge but deferred whether that dismissal would be permanent.
- The government’s August 18 reply still opposed a permanent bar. Further briefing and a September 4 hearing led to the October 1 decision. The late-July request, August dismissal and October finality are different stages, not conflicting accounts. A September 11 trial-readiness date appeared on the earlier motion’s caption; that does not establish that the proceeding occurred or that a trial remained pending after dismissal.
- Three other defendants’ cases were abandoned separately. Early-August filings, around August 3, ended misdemeanor destruction-of-property prosecutions against Justin Carreno, Sophie Dennison-Gibby and Cameron Thiers. Their allegations concerned damage below one thousand dollars. Four people in all had cases prosecutors sought to drop, but the October 1 permanent-dismissal order applies to Hearn alone.
- Trump demanded that Pirro revisit the case while attacking Hearn’s political associations and legal representation. His August 7 demand linked renewed prosecution to Hearn’s involvement with ActBlue and representation by Norm Eisen and CREW. His allegations of wrongdoing against those people and organizations were accusations, not established findings.
- That demand followed an August 1 rejection of his administration’s explanation. Trump insisted that vandals caused the major damage despite contractor difficulties. On August 3 he attacked Pirro for backing down. On August 16 he again insisted the pool had been vandalized and attacked the legal competence of people who disagreed. These were Truth Social remarks, not confirmed original X posts. His assertions did not establish vandalism or overcome the government’s contrary evidence.
- Presidential pressure could revive a case the government had already declared meritless. That is why simply dropping the charge was not enough. Edelman’s decision addressed the risk that subordinate prosecutors would bring it back because the president wanted them to, rather than because new evidence justified it. Trump had demanded renewed prosecution partly over Hearn’s political activity and lawyer, and publicly entertained firing the U.S. Attorney.
- The permanent bar answers that risk. The evidence did not support the accusation; the president’s demands nevertheless created a possibility of prosecution. The order distinguishes a renewed case justified by evidence from one driven by political pressure.
- Hearn, 67, is the former U.S. canoeist known as Davey Hearn. He competed in men’s C1 canoe slalom at the 1992, 1996 and 2000 Olympics, finishing eleventh, ninth and twelfth. He did not win an Olympic medal, but won individual world-championship gold in 1985 and 1995. His athletic record explains the attention, not the legal protection: the stakes were a felony accusation, possible imprisonment and having to defend the same abandoned charge again.
- No appeal or dated next court proceeding was announced in the October 1–2 coverage. That does not guarantee that a challenge can never be attempted. Pirro’s office did not immediately respond to inquiries about the permanent dismissal. The operative order bars refiling this charge.
- Hearn wants apologies from both Pirro and Trump. On October 2, he expressed little expectation that the president would apologize. No apology had been established.
Fontes
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