Mundo · Moradia e despejosCobertura em andamento · reportagem 2 de 2
Maricarmen nunca voltou para casa. Continua convocada a greve por moradia na Espanha
Milhares marcharam em homenagem à aposentada despejada, que morreu antes de voltar para casa. Os sindicatos ainda apoiam a greve de 11 de novembro, enquanto o alcance das proteções substitutas para inquilinos continua incerto.
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17 dias depois
Antes
Após 70 anos em sua casa em Madri, despejo se transforma em acampamento de protesto por moradiaO que dissemos que seguia em aberto
Se a esquerda se unirá em torno de uma única lista e de um único candidato.
Ainda em abertoEsta atualização não estabelece uma lista unificada da esquerda nem um candidato definitivo.
Se alguma proteção habitacional será restabelecida antes do dia da votação e se Maricarmen Abascal voltará para casa.
Ainda em abertoSe o PP precisará do Vox e em quais termos.
Ainda em abertoAs eleições ainda não ocorreram; nem as necessidades de coalizão do PP nem os termos de um acordo com o Vox estão estabelecidos.
A apresentação do Frente Amplio, do Sumar, em 17 de outubro, dentro do período de registro de coalizões.
Ainda em aberto17 de outubro ainda está por vir; não foi estabelecida nenhuma apresentação concluída nem registro de coalizão verificado.
Registro de candidaturas, de 21 a 26 de outubro, e as primeiras pesquisas realizadas após a convocação.
Ainda em abertoO período de registro informado, de 21 a 26 de outubro, ainda está por vir, e não há aqui nenhuma pesquisa nacional qualificada realizada após a convocação.
Agora
Milhares marcharam em homenagem à aposentada despejada, que morreu antes de voltar para casa. Os sindicatos ainda apoiam a greve de 11 de novembro, enquanto o alcance das proteções substitutas para inquilinos continua incerto.
O que avançou
- Foi noticiado que um acordo de retorno havia sido aceito, com um contrato de aluguel de oito anos e aluguel limitado a 30% da renda.
- Abascal morreu no Hospital Gregorio Marañón sem voltar para casa.
- Milhares marcharam da Puerta del Sol até a antiga casa dela e instalaram um altar improvisado do lado de fora.
Vinte e quatro horas é a duração da greve nacional convocada pelas maiores confederações sindicais da Espanha para 11 de novembro, em torno de salários e moradia. A mobilização levaria a luta das praças ocupadas aos locais de trabalho em todo o país. Em 13 de outubro, seis dias após a morte de María del Carmen Abascal, de 87 anos, cuja tentativa de despejo se tornou um ponto de mobilização do movimento por moradia espanhol, a UGT ainda defendia a ação. 240 241
Abascal, conhecida como Maricarmen, nunca voltou a morar em sua casa. A pressão pública garantiu uma oferta para que ela retornasse, mas ela morreu no hospital antes que isso pudesse acontecer. O caso agora coloca uma questão mais difícil do que saber se os políticos reconhecerão o sofrimento: a proteção pode chegar antes que um inquilino vulnerável perca a casa? 10
Em 8 de outubro, noticiamos a morte dela, a publicação de decretos substitutos sobre moradia e a greve anunciada para 11 de novembro. Esses não são novos acontecimentos. Esta atualização documenta a marcha memorial que se seguiu, a disputa sobre as homenagens oficiais e o apoio contínuo da UGT à paralisação. A validação parlamentar e a proteção precisa oferecida pelos decretos a inquilinos específicos continuam sem confirmação.
Um retorno oferecido, nunca concretizado
- 23 de setembro de 202610
Autoridades policiais e judiciais despejaram Abascal de sua casa em Madri, onde morava havia muito tempo; ela foi retirada em uma maca.
- 29 de setembro de 2026107
Foi noticiado que um acordo de retorno havia sido aceito, com um contrato de aluguel de oito anos e aluguel limitado a 30% da renda.
- 7 de outubro de 2026230228
Abascal morreu no Hospital Gregorio Marañón sem voltar para casa.
- 8 de outubro de 2026233
Milhares marcharam da Puerta del Sol até a antiga casa dela e instalaram um altar improvisado do lado de fora.
A casa que ela nunca recuperou
Quando noticiamos o despejo dela em 27 de setembro, seu retorno era incerto. A ligação dela com o apartamento no bairro de Ibiza, em Retiro, Madri, remontava a cerca de sete décadas. Em 23 de setembro, a polícia isolou a rua e retirou os manifestantes antes que ela fosse levada para fora. Depois, ela foi hospitalizada por causa de sua saúde frágil. 10 230
Sua advogada, Beatriz Duro, confirmou sua morte sem divulgar a causa. Despejo, hospitalização e morte são uma sequência estabelecida, não uma cadeia causal demonstrada por evidências médicas. As descrições dos ativistas sobre sofrimento refletem sua avaliação da provação; não constituem uma conclusão clínica. 10 8
Segundo relatos, o acordo de 29 de setembro com a Urbagestión previa um contrato de oito anos, com aluguel de no máximo 30% da renda dela e retorno após a alta hospitalar. Um relato anterior o descreveu como preliminar e mencionou renda líquida. A aceitação não comprova que um contrato definitivo tenha sido assinado, e nenhum valor final do aluguel em euros foi verificado. Ela nunca recebeu alta para voltar. A União de Inquilinos de Madri disse que a solução chegou tarde demais. 107 54 171 10
O histórico do aluguel também continua sem esclarecimento. O relato do The Guardian de 8 de outubro descreve um aumento proposto de 230%; relatos anteriores de inquilinos mencionaram 275%. Uma reportagem anterior da BBC citou um aluguel de €500 que passaria a €2,650, valor que, segundo relatos, a Urbagestión negou ter exigido. Esses valores significariam um aumento de 430% — e não nenhum dos percentuais divulgados. O valor contratual de referência e a resposta da empresa não foram conciliados. O fato confirmado é que ela não podia pagar o aumento expressivo, não um percentual definitivo. 7 214
Luto do lado de fora, recusas dentro das instituições
Vigílias à luz de velas em 7 de outubro antecederam a marcha memorial organizada na noite seguinte. Milhares de pessoas caminharam do acampamento de protesto na Puerta del Sol até a antiga casa de Abascal. O início anunciado era às 20:00, horário de Madri; o horário exato da partida não foi estabelecido de forma independente. O Guardian estimou a participação em cerca de 20,000 pessoas, mas não há método de contagem nem total verificado de forma independente. 238 232 233 7
Em seu relato de 10 de outubro, o The Independent descreveu separadamente cerca de 20,000 manifestantes em toda a Espanha após a morte dela, sem estabelecer as datas nem se houve sobreposição com a marcha de Madri. Essas estimativas não podem ser somadas. Relatos anteriores sobre dezenas de milhares diziam respeito aos protestos do fim de semana anterior. 4 9
Dentro das instituições, até o luto se tornou motivo de controvérsia. Em 8 de outubro, a Assembleia regional de Madri, o Senado e a Câmara Municipal de Madri recusaram-se a realizar minutos de silêncio institucionais. Na Assembleia, o Partido Popular bloqueou uma proposta do PSOE e do Más Madrid; esses grupos fizeram seu próprio minuto de silêncio do lado de fora, antes da sessão plenária. Membros da oposição também fizeram um minuto de silêncio separado do lado de fora da sede da Prefeitura, em Cibeles. Nem o PP nem o Vox participaram da homenagem. 274 275 279 280 282
A reportagem do The Guardian de 8 de outubro descreveu membros da oposição frustrando uma tentativa de impedir um minuto de silêncio na Câmara Municipal; a ARA e a EFE descreveram uma recusa institucional. A homenagem documentada separadamente do lado de fora de Cibeles explica como o luto pôde ser manifestado apesar da rejeição oficial. Isso não demonstra que membros da oposição tenham revertido um bloqueio processual dentro da câmara. 7 231 274 278
As especulações da extrema direita sobre a morte dela não apresentaram nenhuma explicação médica. A sugestão do Vox de que ela teria tido uma casa se fosse migrante do Norte da África também não tinha fundamento. Isso desvia a atenção da disputa documentada sobre o aluguel e da solução tardia para uma vida alternativa imaginada. 7
Medidas publicadas, proteção ainda incerta
O anúncio das eleições ocorreu antes da morte dela. A transmissão da BBC News de 8 de outubro deu a entender que a convocação ocorreu em 7 de outubro; a reportagem da NPR naquele dia situou-a na segunda-feira, 5 de outubro. O anúncio datado de 5 de outubro confirma a cronologia da NPR e corrige a data da BBC. A votação continua marcada para 29 de novembro. A convocação veio após o Congresso rejeitar, em 2 de outubro, decretos emergenciais sobre moradia, e não em decorrência da morte posterior de Abascal. 9 10 273
O gabinete aprovou 21 medidas substitutas em 6 de outubro. Os decretos-leis 28/2026, sobre a estabilidade dos contratos de aluguel residencial, e 29/2026, sobre a função social da moradia e a oferta a preços acessíveis, foram publicados em 7 de outubro. Isso comprova a ação do Executivo e a publicação — não uma validação posterior pela Diputación Permanente, órgão parlamentar que atua após a dissolução. 3 206 207
Reportagens indicam 8 de outubro para disposições mais amplas e 15 de novembro para as disposições sobre estabilidade dos contratos de aluguel, mas as cláusulas operacionais e transitórias completas não estão estabelecidas aqui. Portanto, a elegibilidade, as exceções e a proteção contra despejos em casos específicos continuam incertas. As reportagens também divergem sobre se uma possível sessão em 16 de outubro trataria dos decretos sobre moradia; nenhuma pauta oficial confirma essa votação. 181 182 256 257
A pressão sobre a acessibilidade dos aluguéis é real, mas os inquilinos não a vivenciam todos da mesma forma. O índice oficial da Espanha registrou crescimento nacional dos aluguéis em 2024 de 8.8% para novos contratos, em comparação com 2.8% para contratos existentes. São variações anuais históricas, não dados atuais de Madri nem prova de que o aluguel de todo inquilino tenha dobrado em uma década. 248
O acordo inicial de greve entre UGT e CCOO, em 5 de outubro, antecedeu a morte de Abascal e dependia da ratificação dos órgãos dirigentes. O comunicado conjunto de 7 de outubro fixou a data em 11 de novembro. O objetivo associa melhores salários, moradia digna e preços que corroem o poder de compra. O líder da UGT, Pepe Álvarez, reafirmou a ação em 13 de outubro; não há registro de votações de ratificação formal, mas tampouco há registro de cancelamento. 187 240 241
Conforme exibido 32 linhas
- On October 8, we reported Maricarmen's death. Now unions are pursuing a nationwide strike. The November 11 call was already announced then. The latest development is that UGT was still pressing ahead on October 13.
- Thousands have marched in her memory, and politicians have fought over whether to honor her with a minute's silence. Other vulnerable renters still face a practical question. What protection can reach them before they lose their homes?
- Thousands walked from Puerta del Sol to Maricarmen's former home on October 8. The march began at the protest camp and ended in Madrid's Ibiza neighborhood, in Retiro. Mourners installed an improvised altar outside the building.
- The memorial crowd was estimated at about 20,000, although there's no confirmed count. The tenants' union had announced an eight o'clock evening start. The march followed candlelit vigils the previous night in Puerta del Sol and outside her former home.
- A separate estimate put demonstrations across Spain at about 20,000 after her death. Their dates and overlap with the Madrid march aren't clear, so those figures can't be added. Earlier crowds of tens of thousands belonged to the preceding weekend's protests.
- Protesters also stayed in tents at Puerta del Sol. Hundreds were described camping there in the earlier demonstrations. Her death brought fresh mourning to a place already occupied by people demanding affordable housing and stronger protection against eviction.
- Police and judicial officials carried María del Carmen Abascal out of her home on a stretcher on September 23. She was 87 and known as Maricarmen. Police cordoned off the street and removed protesters. She'd resisted three earlier eviction attempts and had a connection to the home stretching back about seven decades.
- Maricarmen died at Gregorio Marañón Hospital on October 7. She'd been hospitalized after the eviction because of her fragile health. Her lawyer, Beatriz Duro, confirmed her death without giving a cause. Campaigners blamed the ordeal, but no medical explanation has been disclosed.
- Maricarmen was evicted on September 23. Public pressure helped secure a return arrangement on September 29. It reportedly offered eight years, with rent no higher than 30 percent of her income. She died on October 7 before she could return.
- Her return depended on leaving hospital, and she was never discharged. The Madrid Tenants' Union said the arrangement came too late. Whether a final lease was signed, and what the rent would've been in euros, still isn't clear.
- Maricarmen couldn't afford the steep increase associated with the company that bought her flat. The proposed rise was reportedly 230 percent. Earlier tenant accounts described 275 percent. Those figures haven't been reconciled with the rent amounts carried in earlier coverage.
- One earlier account put the monthly rent at 500 euros, rising to 2,650. The owner, Urbagestión, reportedly denied demanding 2,650 euros. Those amounts would mean a 430 percent increase, with the final rent 5.3 times the starting amount.
- A later 1,650-euro offer was described as 300 euros above her pension. That implies a 1,350-euro pension, while another account put it near 1,000. Her actual pension hasn't been confirmed. The rent dispute remains unresolved even though the human outcome is clear.
- Three institutions refused official minutes of silence on October 8. At Madrid's regional Assembly, the People's Party blocked a proposal from the Socialists and Más Madrid. Those opposition groups held their own silence outside before the session. The Senate also refused an institutional tribute.
- Opposition members honored Maricarmen outside Madrid City Hall after the municipal government declined an official commemoration. The Socialists and Más Madrid held a silence outside Cibeles. PP and Vox didn't join. Opposition members also remembered her in their speeches inside.
- The separate tribute went ahead despite the refusal of an official one. It doesn't settle the competing descriptions of whether opposition members overturned an attempted block inside the council chamber.
- PP leader Alberto Núñez Feijóo accused Pedro Sánchez's government of manipulating public emotion and held Sánchez responsible for the eviction. The PP argued that political opponents were exploiting Maricarmen's death. Feijóo made the accusation on October 8.
- Far-right figures also cast doubt on the account of her death without supplying medical evidence. Vox claimed she would've had a home if she'd been a migrant from North Africa. It offered no evidence for that claim.
- Sánchez offered condolences on October 7, as did Housing Minister Isabel Rodríguez and Feijóo. Sánchez has made tenant protection central to his campaign. Opponents criticize his eight years in office, while he says regional authorities obstructed his housing measures.
- Ombudsman Ángel Gabilondo called for cooperation to prevent vulnerable people's evictions and provide enough social housing. On October 14, Foreign Minister José Manuel Albares linked the election to the housing-decree defeat and argued that social and fundamental rights were at stake.
- Albares framed the contest as a choice between a progressive government and a reactionary coalition. That's his political assessment of the election's stakes.
- Sánchez announced the election on October 5, two days before Maricarmen died. An earlier date of October 7 was wrong. The scheduled polling day remains November 29. The announcement followed Parliament's rejection of the government's emergency housing decrees.
- Congress rejected the first decree by 178 votes to 172, and the second by 184 to 166. Opposition votes included the PP, Vox and Junts. The housing protests formed part of the political pressure surrounding those defeats.
- The cabinet approved 21 replacement housing measures on October 6, and both replacement decrees were published on October 7. One concerns stability of rental contracts. The other concerns housing's social function and affordable supply. Their precise protection for individual tenants remains unclear.
- We still don't know whether Parliament's standing body, which operates after dissolution, has validated the replacements. Reported start dates are October 8 for broader provisions and November 15 for lease stability, but eligibility and exceptions remain unclear. There's also no confirmed agenda placing a housing vote at the possible October 16 sitting.
- New renters faced larger increases than existing tenants in the national rental-price index. In 2023, rents rose 2.6 percent overall. New contracts rose 4.1 percent, while existing contracts rose 2.4 percent.
- New-contract rent growth reached 8.8 percent in 2024. The overall increase was 3.5 percent, and existing contracts rose 2.8 percent. These are historical annual figures for Spain, and they don't measure Madrid's rents today.
- Rent-payment data show another gap. Increases generally stayed below 3 percent when the tenant and landlord didn't change. New-contract growth exceeded 10 percent year on year at the end of 2025. That's a separate measure based on direct-debit payments.
- Those figures show why one sweeping rent claim can mislead. They don't support saying every tenant's rent doubled over a decade. Asking prices, signed contracts and actual payments describe different parts of the housing market.
- UGT and CCOO agreed to a nationwide, 24-hour strike on October 5, before Maricarmen's death. Their joint notice fixed November 11 two days later. They want decent wages that make decent housing affordable, alongside action against prices eroding purchasing power.
- UGT leader Pepe Álvarez was still defending the November 11 action on October 13. He called for better wages, solutions to the housing crisis and progress in collective bargaining. The initial agreement required union ratification, whose formal votes haven't been confirmed.
- Maricarmen never regained her home. For other vulnerable tenants, cabinet approval and publication have happened, but the replacements' enforceable reach and parliamentary status remain unclear. The nationwide strike is called for November 11, followed by the general election on November 29.
Fontes
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