Justiça · Caso do Ueno Bank
Peña deve permanecer detido no caso do Ueno Bank enquanto milhões aguardam suas economias
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Traduzido do original em inglês.
2.94 milhões de clientes: esse era o alcance do Ueno Bank antes de a crise bancária do Paraguai se transformar em uma crise presidencial. O número, divulgado pela DW, mede clientes — não contas individuais congeladas nem pessoas cujas economias foram perdidas permanentemente. Mas mostra a dimensão da emergência por trás da destituição de Santiago Peña: milhões de poupadores sem acesso a depósitos, e também o dinheiro de grandes instituições públicas congelado.1
Agora Peña está detido no Regimento de Escolta Presidencial, em Assunção. O juiz Humberto Otazú ordenou sua prisão preventiva em 7 de novembro de 2026, um dia após seu impeachment e sua prisão, enquanto promotores investigam suspeitas de violação de confiança e autobenefício relacionadas ao Ueno. A ordem determina onde o ex-presidente permanecerá durante o processo. Ela não estabelece que ele tenha cometido esses crimes nem causado a crise do banco.112
A distinção importa porque três questões diferentes se entrelaçaram: se Peña deveria ter permanecido presidente, se os promotores podem provar a ocorrência de crimes e quando os clientes recuperarão seu dinheiro. Sua destituição resolveu a primeira. Sua detenção não resolve nenhuma das outras.
Da intervenção no banco à detenção presidencial
- 3 de novembro de 2026119
A intervenção do banco central veio a público em meio aos problemas de solvência do Ueno, enquanto os clientes não conseguiam acessar seus depósitos.
- 6 de novembro de 202612
Peña foi destituído do cargo após o impeachment e preso.
- 7 de novembro de 2026112
Otazú ordenou a prisão preventiva no Regimento de Escolta Presidencial, onde Peña já havia passado a noite anterior.
As transações que os promotores precisam provar
Peña passou cerca de três horas na Fiscalía General, em Assunção, em 7 de novembro, antes da decisão judicial. Essa foi sua apresentação perante os promotores, não a duração da audiência judicial subsequente. Os promotores pediram a prisão preventiva; Otazú a concedeu após uma audiência separada, da qual participaram Peña e seu advogado.1
A promotora Nancy Salomón identificou as supostas infrações como violação de confiança e administração em benefício próprio, também descrita como autobenefício. Esses termos são acusações da promotoria, não descrições comprovadas da conduta de Peña. O cerne do caso está em como o dinheiro público e dos fundos de pensão teria chegado ao Ueno — e por que permaneceu lá.1
Segundo o documento da promotoria descrito pela DW, Peña pode ter intervindo na aplicação, renovação e manutenção de quantias substanciais pertencentes a instituições públicas e entidades de previdência no banco. Os promotores também alegam que ele havia mantido anteriormente uma relação econômica e societária com o grupo empresarial do Ueno.1
O relato relaciona esses depósitos a outro conjunto de transações: o Ueno teria recebido recursos públicos enquanto concedia empréstimos a empresas ligadas ao seu próprio grupo econômico. O documento da promotoria aponta observações de supervisão e irregularidades identificadas por órgãos de fiscalização do banco central nessas operações de crédito. São alegações sobre transações interligadas; ainda não constituem uma cadeia demonstrada de responsabilidade criminal que chegue a Peña.1
Essa é a tarefa probatória que está por vir. Uma relação comercial passada não prova, por si só, que um presidente tenha orientado os depósitos de uma instituição pública. Tampouco a falência de um banco estabelece quem causou suas perdas. Os promotores precisam vincular a suposta influência às transações e provar os crimes que apontaram.
Reportagens paraguaias também identificam Carlos Carvallo, ex-chefe do Banco Central do Paraguai, como corréu. Seu papel deve ser mantido separado do de Peña: um chefiava o banco central, o outro, o país. A ordem de prisão assinada e a íntegra das peças de acusação não foram examinadas de forma independente para este relato, e as evidências disponíveis não estabelecem um prejuízo quantificado atribuível a Peña nem quanto ele teria se beneficiado pessoalmente.171
Um novo presidente, economias ainda congeladas
O impeachment de Peña o considerou responsável pelo mau desempenho de suas funções — um julgamento político distinto de uma condenação criminal. Seu ex-vice-presidente, Pedro Alliana, o sucedeu e começou seu primeiro dia completo como presidente em 7 de novembro. Ambos pertencem ao Partido Colorado. A presidência mudou de mãos, mas não de partido.14
Para os depositantes, essa transferência não resolveu o problema imediato. O banco central interveio em meio a dificuldades de solvência, e a cobertura do setor bancário informou o início de um processo de resolução. Um processo de resolução não equivale automaticamente a uma liquidação concluída. Da mesma forma, um depósito inacessível não prova que seu valor total tenha sido perdido permanentemente. Quanto os clientes vão recuperar depende do que acontecerá a seguir.192124
As restrições atingiram tanto as economias das famílias quanto os fundos do Estado. Grandes protestos de rua se seguiram, e a polícia dispersou os manifestantes, segundo a DW. O material disponível para este relato não estabelece nenhum número confirmado de vítimas ou prisões.1
Houve uma resposta legislativa: o Senado do Paraguai informou ter aprovado uma medida que prevê um adiantamento das garantias de depósitos. Esse é um passo concreto de política pública, mas a aprovação não prova que os clientes tenham recebido pagamentos, nem estabelece que todos os depósitos serão devolvidos integralmente. Não há aqui uma data confirmada para a restituição nem um total verificado das recuperações finais.25
Fontes20
Todas as fontes, por veículo
25 fontes de 20 veículos· Mais citados primeiro
ABCabc.com.py4
- Primeira notícia
- Peña permanece en prisión preventiva mientras Paraguay da paso a un nuevo Gobierno - Mundo - ABC Color
- Santiago Peña queda preso en el Regimiento Escolta Presidencial - Nacionales - ABC Color
- Caso Ueno: Fiscalía imputa y pide prisión preventiva para Santiago Peña y el extitular del BCP - Política - ABC Color
- Ueno Bank: BCP explica la resolución y qué va a pasar ahora - Economía - ABC Color
La Naciónlanacion.com.py2
Cuarto Podercuartopoder.com.py1
El Nacionalelnacional.com.py1
- Primeira notícia
- Privilegios del poder: Juez salva a Peña de la cárcel
France 24france24.com1
Google News España (ES:es)dw.com1
Google News México (MX:es-419)bbc.com1
Investing.com 香港investing.com1
MacroHeraldmacroherald.com1
- Primeira notícia
- Paraguay’s central bank moves to resolve Ueno Bank
Conforme exibido
- Santiago Peña is being held at the Presidential Escort Regiment. A judge has ordered the ousted president to remain in custody while prosecutors investigate alleged misuse of public and pension money. Millions of savers can't access deposits at the bank at the center of the case. Can prosecutors prove Peña used his influence over that money?
- Peña had already spent Friday night at the regiment in Asunción. Judge Humberto Otazú ordered him to remain there on November 7. The ruling keeps the former president in custody while the criminal investigation into Ueno Bank continues.
- Earlier that day, Peña spent about three hours being questioned by prosecutors in the capital. Prosecutors then sought pretrial detention. Otazú granted their request after a separate hearing attended by Peña and his lawyer.
- Peña lost the presidency and was arrested on November 6. His impeachment found him responsible for poor performance of duties. On November 7, the judge ordered pretrial detention. The impeachment decided his political future. Prosecutors still have to prove the criminal allegations.
- Prosecutor Nancy Salomón identified the alleged offenses as breach of trust and administration for personal benefit, also described as self-dealing. The prosecution is examining whether Peña helped direct substantial public and pension funds into Ueno Bank and keep them there.
- Prosecutors allege Peña intervened when public institutions and pension entities placed money at Ueno, renewed those placements and left funds there. They also allege the bank received public resources while lending to companies connected to its own business group.
- Prosecutors say Peña had an earlier economic and corporate relationship with the bank's business group. They also point to supervisory observations and irregularities identified by the central bank in the lending operations. Those alleged connections are what investigators must now turn into evidence against him.
- Otazú's decision determines where Peña will remain during the proceedings. It leaves prosecutors with the task of proving their accusations, including his alleged role in the transactions. The court hasn't decided his guilt or found that he caused the bank's crisis.
- Ueno's customers face a more immediate problem. The central bank intervened amid solvency problems, and the crisis became public on November 3. Savers lost access to deposits, while public institutions also found money they held at the bank frozen.
- Ueno Bank had 2.94 million customers. That figure counts the bank's customers, rather than individual frozen accounts. Major state institutions were among those with funds frozen, so the restrictions reached public money as well as personal savings.
- The central bank began a resolution process to deal with the troubled bank. Customers' eventual recovery depends on what happens through that process. Restricted access to a deposit doesn't by itself tell a saver how much money will ultimately be recovered.
- Large street protests followed the loss of access to savings, and police repelled protesters. The bank crisis spilled into public anger before the change at the presidency. Removing Peña from office left customers facing the same restrictions on their money.
- Lawmakers have approved legislation for an advance on deposit guarantees. That creates a response for savers waiting for money, but payments to customers haven't been confirmed. The political transfer has also kept the presidency within the same party.
- Pedro Alliana succeeded Peña after serving as his vice president. November 7 was his first full day as president, and both men belong to the Colorado Party. Carlos Carvallo, who previously headed the central bank, is also accused in the Ueno investigation.
- Prosecutors still have to connect Peña's actions to the movement of public savings and the bank's lending in court. How much public or pension money was improperly placed remains unclear. For customers, there's still no confirmed date for restoring access to deposits, or a verified total of what they will ultimately recover.
Tradução atualizada em





