Ciência · River Torrens
Carpas koi suspeitas no Torrens põem em alerta a recuperação da vida selvagem nativa
Redes estão sendo usadas em Dernancourt após o avistamento de carpas koi suspeitas no rio de Adelaide. Uma população existente de peixes-dourados mostra por que a interceptação precoce é importante.
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Para quem trabalha para trazer a vida selvagem nativa de volta ao River Torrens, em Adelaide, um peixe de aquário indesejado não é simplesmente o animal de estimação descartado por outra pessoa. Ele pode se tornar mais um competidor dos animais que essas pessoas tentam proteger. Essa é a preocupação por trás de uma iniciativa para capturar peixes de cores vivas que se suspeita serem carpas koi, após avistamentos em dois trechos do rio. 1
Mais de uma dúzia foram avistadas entre a barragem de St Peters e a ponte de Hackney, perto de Hackney, na semana anterior à reportagem da ABC News de 27 de outubro. O grupo incluía peixes laranja-vivos, pretos e multicoloridos. Um número menor foi relatado mais rio acima, em Dernancourt, onde estão sendo usadas redes para tentar capturá-los. 1
Esses são avistamentos, não um censo. A identificação continua provisória: não há confirmação baseada em captura nem resultado de exames. Também não foi anunciado um total de capturas. A presença de redes na água significa que está em andamento uma tentativa de interceptação, não que qualquer um dos trechos tenha sido desocupado. 1
Stuart Collard, da Green Adelaide, que administra o ambiente do Torrens, disse à ABC que a concentração era incomum.
Não vimos números assim, nem, na verdade, muitos registros de carpas koi no rio.
A Green Adelaide suspeita que integrantes do público tenham soltado os peixes. Essa explicação não foi confirmada, e ninguém responsável foi identificado. O grupo incomum é motivo para investigar e agir cedo; não é prova de quem colocou os peixes ali, nem sequer de como eles chegaram ao rio. 1
Um alerta que já está nas águas
O alerta local mais forte vem dos peixes-dourados. A Green Adelaide os captura regularmente durante levantamentos no rio, e Collard afirma que se acredita haver uma população autossustentável no Torrens. “As pessoas realmente os soltam, e entendemos que há uma população autossustentável no rio”, disse ele à ABC. “Esse não é o lugar certo para essas espécies.” 1
Esse histórico explica a urgência, mas não define a situação dos peixes avistados recentemente. Uma população estabelecida de peixes-dourados mostra que peixes de aquário podem persistir nesse curso d’água. Não mostra que as carpas koi suspeitas tenham se reproduzido nem que já tenham formado uma população duradoura.
Collard descreveu duas formas pelas quais as carpas koi podem pressionar o rio. Assim como as carpas europeias, elas competem com os peixes nativos por alimento. Como se alimentam no fundo, também revolvem os sedimentos e perturbam as plantas no leito do rio, afetando seu crescimento. Esses são os riscos ecológicos por trás da resposta — não danos medidos e atribuídos a esse grupo específico de peixes. 1
James Johnston, do Invasive Species Council, expressou decepção com os avistamentos, considerando o dinheiro e o esforço investidos para ajudar peixes nativos, rakalis e outros animais selvagens a prosperar. A preocupação é proteger esse trabalho de recuperação de mais uma pressão evitável, e não declarar uma perda ecológica que já tenha sido contabilizada. 1
As ambições para o rio incluem também os ornitorrincos. O governo da Austrália Meridional anunciou em agosto mais A$4 milhões para ajudar a reintroduzi-los no Torrens, onde foram registrados pela última vez na década de 1880. Collard disse que o rio estava perto de poder sustentá-los novamente, e que os animais reintroduzidos provavelmente viriam de Victoria. Isso continua sendo uma meta de restauração, não um retorno já concretizado. 1
A regra e a ressalva sobre a penalidade
Manter carpas koi na Austrália Meridional exige uma autorização do ministro das Indústrias Primárias, pois elas são consideradas uma espécie nociva. A ABC também informa que é ilegal soltar carpas koi, peixes-dourados ou outros peixes não nativos nos rios do estado. A posse mediante autorização e o descarte em um curso d’água são situações distintas: a permissão para manter um peixe não é permissão para soltá-lo. 1
A multa amplamente divulgada exige mais cautela. A ABC alerta que o descarte desses peixes pode resultar em uma penalidade de até A$120,000. Mas o texto legislativo primário estabelecido aqui é a seção 78(1) da Fisheries Management Act, conforme promulgada originalmente em 2007. Ela estabelecia penalidades máximas de A$120,000 para uma pessoa física e A$250,000 para uma empresa por transações não autorizadas com espécies aquáticas nocivas, ou por sua posse ou controle. Essa disposição histórica não estabelece o valor máximo vigente em outubro de 2026 para a soltura de todos os tipos de peixes não nativos. 1 2
A orientação prática é menos complicada do que a questão da penalidade. O departamento de indústrias primárias da Austrália Meridional, PIRSA, orienta os donos de aquários: “Nunca solte nem descarte peixes de aquário indesejados em cursos d’água…” Um animal de estimação indesejado não deve se tornar responsabilidade do rio. 3
O que sabemos
- Carpas koi suspeitas foram avistadas perto de Hackney e em Dernancourt; redes estão sendo usadas em Dernancourt para tentar capturá-las. 1
O que não sabemos
- Não há identificação confirmada, total de capturas nem resultado que comprove a remoção dos peixes. Também não se sabe se eles se reproduziram nem quantos ainda restam.
Próximos passos
- Acompanhe os resultados das capturas, os exames que confirmem a espécie e novos avistamentos em qualquer um dos trechos.
A prioridade de Collard é capturar peixes invasores cedo, antes que se espalhem e ocupem uma área maior do rio. Essa é a medida sensata para avaliar a resposta: não se os peixes coloridos desaparecem brevemente de vista, mas se podem ser interceptados antes que outra população persistente se estabeleça. 1
Conforme exibido 17 linhas
- Bright orange, black and multicoloured fish have appeared in the River Torrens.
- They're suspected koi, and nets are being used to catch some upstream. The concern is another lasting population competing with native wildlife in Adelaide's river.
- Can the fish be intercepted before their numbers grow?
- The brightly coloured group appeared last week between St Peters Weir and Hackney Bridge, near Hackney. A smaller number were seen farther upstream at Dernancourt. That's where nets are being used to try to catch them.
- Green Adelaide manages the Torrens environment and suspects members of the public released the fish. Nobody responsible has been identified, and how the fish entered the river hasn't been confirmed.
- More than a dozen suspected koi were seen near Hackney. That gives a sense of the group people spotted, rather than the river's total. Identifying them as koi still needs confirmation through capture or examination.
- Green Adelaide's Stuart Collard described that concentration as unusual. He said there had been few records of koi in the river at all. The concern is what these fish could become if they survive and spread.
- Goldfish already provide a warning. Green Adelaide regularly catches them during river surveys, and Collard says there's understood to be a self-sustaining population. Unwanted aquarium fish can survive beyond the moment someone releases them.
- That existing goldfish population explains the urgency around the new sightings. Whether these suspected koi have reproduced is still unknown. The capture effort aims to stop another invasive population gaining a foothold.
- Koi compete with native fish for food, much like European carp. As they feed along the bottom, they stir sediment and disturb riverbed plants. That can affect plant growth and put more pressure on the river's habitat.
- Those feeding habits explain the ecological concern. The response is aimed at preventing harm before an additional population expands through a waterway where people are already working to help native wildlife recover.
- James Johnston from the Invasive Species Council expressed disappointment at the sightings, given the money and effort supporting native fish, rakali and other wildlife. Collard's priority is catching invasive fish early, before they occupy more of the river.
- The state government announced another four million Australian dollars in August to help return platypus to the Torrens. They were last recorded there in the eighteen-eighties. Collard said the river was getting close to supporting them again, with reintroduced animals likely to come from Victoria.
- South Australia requires a permit from the Minister for Primary Industries to keep koi, which are treated as a noxious species. Releasing koi, goldfish or other non-native fish into the state's rivers is illegal.
- The original two thousand seven law set maximum penalties of one hundred and twenty thousand Australian dollars for individuals. For corporations, it was two hundred and fifty thousand. Those provisions covered unauthorised dealings in, or possession of, noxious aquatic species.
- Dumping fish could reportedly bring a fine of up to one hundred and twenty thousand Australian dollars. That maximum hasn't been confirmed for the current release offence. The practical rule is clear: unwanted aquarium fish must stay out of waterways.
- Collard says early interception gives the river its best protection against these fish expanding. Nets are being used at Dernancourt, but no catch total has been announced. Whether the effort has removed the fish, or more remain in either stretch, is still unknown.
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