Negócios · Cortes de empregos na Woodside
Woodside planeja cortar pelo menos 500 empregos. Quantos serão na Austrália Ocidental?
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Traduzido do original em inglês.
Quanto do plano global de cortes de empregos da Woodside recairá sobre a Austrália Ocidental? Essa é a pergunta imediata levantada pelo anúncio da empresa de energia, em 5 de novembro de 2026, de que pretende eliminar pelo menos 500 postos de trabalho no mundo todo. A força de trabalho está fortemente concentrada na Austrália, particularmente na Austrália Ocidental. Os cortes ainda não foram distribuídos publicamente por país, operação ou função.1
A direção mais ampla está mais clara: a Woodside quer uma força de trabalho menor para apoiar um negócio de produção maior, extraindo mais valor de seus ativos. São reduções planejadas, não a confirmação de que 500 pessoas já perderam seus empregos. E «pelo menos» faz de 500 um mínimo, não um total definitivo.8
O anúncio acompanhou o Capital Markets Day da Woodside em Sydney e um comunicado da empresa à ASX datado de 5 de novembro. A redução é descrita como aproximadamente um posto em cada dez. A Reuters, em matéria publicada pela Offshore Engineer, cita 4,693 funcionários em dezembro de 2025; esse é um retrato histórico, não o número de funcionários verificado no dia em que os cortes foram anunciados.3128
Cerca de 80 por cento da força de trabalho da Woodside está baseada na Austrália, e a grande maioria desses funcionários está na Austrália Ocidental. As operações australianas de gás natural liquefeito da empresa se concentram principalmente ao largo da costa do estado. Essa concentração torna o anúncio significativo para os trabalhadores da Austrália Ocidental, mas não determina onde os cortes ocorrerão. Aplicar a proporção da força de trabalho australiana à redução global produziria uma estimativa não fundamentada de perdas de empregos locais.1
2028 tampouco é um prazo divulgado para as demissões. É quando se pretende começar a obter economias anuais recorrentes. A Woodside não informou quais funções serão afetadas, a parcela referente à Austrália nem um cronograma firme de implementação — detalhes de que os funcionários precisam para distinguir um alerta para toda a empresa de uma decisão sobre o próprio posto.113
Uma força de trabalho menor, um negócio maior
Os números de economia exigem cautela. A reportagem da Xinhua de 5 de novembro sobre o comunicado da Woodside à ASX aponta reduções estruturais de custos de US$400 milhões por ano a partir de 2028. A reportagem da ABC, no mesmo dia, informa $550 milhões por ano sem identificar explicitamente a moeda. A relação entre os valores não está estabelecida: não é seguro rotular o segundo como uma conversão para dólares australianos, nem tratá-lo como prova de uma meta empresarial diferente.131
O programa também inclui mudanças no portfólio e na cadeia de suprimentos, portanto a meta total de economia não corresponde a uma cifra de economia com folha de pagamento. Sob a liderança da diretora-executiva Liz Westcott, a Woodside vendeu seus campos de gás em Trinidad e Tobago e sua participação em Greater Sunrise, e está buscando vender um projeto de amônia limpa.138
«Nossa prioridade agora é extrair mais valor do nosso portfólio», disse Westcott em um comunicado divulgado antes do Capital Markets Day. A ambição de produção da Woodside é aumentar a produção em 32 por cento, para 280 milhões de barris de óleo equivalente até 2032 — uma medida que combina petróleo e gás. Essa é uma meta, não uma produção já alcançada.8
Scarborough é central para essa história de crescimento. Westcott afirmou que o projeto, a cerca de 375 quilômetros da costa de Pilbara, estava 99 por cento concluído e a poucas semanas do embarque de sua primeira carga de GNL. A Woodside também identifica Browse, na costa de Kimberley, como uma opção de crescimento. A aprovação para estender as operações do North West Shelf até 2070 ajuda a abrir caminho para o desenvolvimento de Browse; não elimina os obstáculos restantes do projeto.1
Além da Austrália, a expansão inclui o petróleo de Trion, no Golfo do México, e a instalação de GNL da Louisiana, com capacidade anual de 16.5 milhões de toneladas, que deve entrar em operação até 2029. A Woodside assinou um acordo de 20 anos para fornecer à QatarEnergy até três milhões de toneladas por ano da Louisiana a partir de 2030, enquanto ainda busca vender parte de sua participação no projeto.8
Essas ambições são importantes para interpretar os cortes. Este não é um anúncio de que a Woodside pretende produzir menos energia. Trata-se de uma reestruturação voltada a melhorar os retornos para os investidores e, ao mesmo tempo, aumentar a produção. Mas um plano de crescimento, por si só, não demonstra por que cada posto de trabalho proposto precisa desaparecer nem como a força de trabalho restante dará conta dele.
Investidores e trabalhadores enfrentam perguntas diferentes
Também se pede aos acionistas que aceitem uma mudança nos termos. Desde 2013, a Woodside pagava dividendos de até 80 por cento do lucro líquido subjacente. A política substituta utiliza de 20 a 40 por cento do fluxo de caixa operacional ajustado: uma parcela-base de 20 por cento, com outros 20 por cento disponíveis para dividendos adicionais ou recompra de ações.8
Essas porcentagens não podem ser interpretadas como uma simples redução pela metade do dividendo de cada investidor. Lucro e fluxo de caixa são medidas diferentes, e as recompras devolvem dinheiro ao comprar ações da empresa, em vez de pagar dividendos a todos que as possuem. Ainda assim, investidores que buscam renda podem receber menos. Jamie Hannah, executivo de investimentos da Van Eck, disse à Reuters que vincular os pagamentos ao fluxo de caixa era «provavelmente melhor do ponto de vista econômico», mas alertou que a menor proporção de pagamento anunciada poderia deixar esses investidores em situação pior.8
A Woodside tem como meta retornos sobre investimentos de 12 a 15 por cento em seus projetos até meados da próxima década. Os limites anteriores eram superiores a 15 por cento para petróleo offshore, 12 por cento para gás e 10 por cento para novas energias. Esses são objetivos financeiros da administração, não resultados garantidos — e não são evidência de que uma demissão específica seja inevitável.8
Na Austrália Ocidental, o anúncio vem após outras perdas de empregos no setor de recursos naturais. A Hancock Iron Ore confirmou cortes em Roy Hill em junho, sem divulgar o total. Em outubro, a BHP anunciou planos de cortar até 300 empregos em suas operações de minério de ferro em Pilbara. A Woodside acrescenta outra redução proposta substancial, embora sua parcela local continue desconhecida.1
A tesoureira da Austrália Ocidental, Rita Saffioti, disse estar «muito decepcionada», mas afirmou que o governo continuaria «a defender o gás». «Somos um estado de recursos naturais, o gás é parte integrante do nosso abastecimento de energia, e vamos continuar apoiando o setor de gás como parte da nossa visão econômica geral», disse. Sua resposta vinculou o apoio a projetos de recursos naturais ao emprego, mas não forneceu uma distribuição local dos cortes nem um compromisso de proteger os postos afetados.1
A porta-voz dos Verdes da Austrália Ocidental, Sophie McNeill, chamou os cortes de prova de que uma empresa de combustíveis fósseis está «em declínio» e se opôs à perfuração em Scott Reef como parte do projeto Browse. O analista de recursos naturais Peter Strachan rejeitou o argumento do declínio, apontando os altos preços do petróleo associados à guerra no Irã e descrevendo a abordagem de Westcott como fortemente focada no valor para os acionistas. São interpretações conflitantes da estratégia, não respostas sobre quem perderá o emprego.1
Para os funcionários, essa distinção é a questão central ainda não resolvida do anúncio. A Woodside apresentou a redução global mínima e o destino financeiro pretendido. O que os trabalhadores ainda precisam saber é o caminho: quais postos, onde, quando as decisões entrarão em vigor e quais opções os funcionários afetados terão.
Fontes17
Todas as fontes, por veículo
18 fontes de 17 veículos· Mais citados primeiro
businesswire.com2
ABC News (Australia)1 vídeo1
- Primeira notícia
- Australian shares jump to two-month high, oil prices plunge | Finance Report | ABC NEWS · vídeo
ABC Western Australiaabc.net.au1
- Primeira notícia
- Australia's biggest oil and gas company to axe 500 jobs
Baird Maritime / Work Boat Worldbairdmaritime.com1
- Primeira notícia
- Woodside Energy targets higher returns with job and dividend cuts
Grafagrafa.comPrimeiro1
- Primeira notícia
- Woodside Energy outlines strategy targeting US$40B cash flow
Market Indexmarketindex.com.au1
MarketScreenermarketscreener.com1
Offshore Engineer Magazineoedigital.com1
- Primeira notícia
- Woodside Targets $400M in Savings, Plans 500 Job Cuts
Particle Newsparticle.news1
People Matterspeoplemattersglobal.com1
The Sydney Morning Heraldsmh.com.au1
Conforme exibido
- Woodside plans to cut at least 500 jobs worldwide.
- That's roughly one position in ten at a company whose workforce is concentrated in Australia. The immediate question is how much of that reduction will fall on Western Australian workers.
- Woodside announced the reductions on November fifth at its Capital Markets Day in Sydney. At least 500 positions are slated to go. The company had 4,693 employees in December 2025, a historical snapshot before this roughly ten per cent reduction was announced.
- Five hundred is the minimum Woodside has set out, leaving room for a larger eventual reduction. The announcement puts employees on notice of a restructuring, with the company seeking a smaller workforce while pursuing growth across its energy business.
- About 80 per cent of Woodside's workforce is based in Australia, and the vast majority of those employees work in Western Australia. Its Australian operations producing liquefied natural gas, or LNG, are principally centred off the state's coast.
- The cuts follow other employment losses in the state's resources sector. Hancock Iron Ore confirmed job cuts at Roy Hill in June, without disclosing the total. In October, BHP announced plans to cut up to 300 jobs across its Pilbara iron ore operations. Woodside's announcement adds another large proposed reduction to that picture.
- Woodside is targeting annual structural savings of 400 million US dollars from 2028. A separate published figure puts savings at 550 million dollars, but its currency isn't clear. The relationship between those amounts is also unclear, so they can't safely be treated as competing targets.
- The savings program includes changes to Woodside's portfolio and supply chain alongside staff reductions. Westcott has already overseen sales of the company's Trinidad and Tobago gas fields and its stake in Greater Sunrise. Woodside is also looking to sell a clean ammonia project. Together, those changes form part of a wider effort to improve returns.
- Woodside wants to lift production by 32 per cent to 280 million barrels of oil equivalent by 2032. That measure combines oil and gas. Chief executive Liz Westcott said, “Our priority now is to extract more value from our portfolio.”
- Westcott said Scarborough was 99 per cent complete and weeks from its first LNG cargo. The project sits about 375 kilometres off the Pilbara coast. Woodside also identifies Browse, off the Kimberley coast, as a growth option. Approval to extend North West Shelf operations until 2070 helps open a path to developing that resource.
- Woodside's old dividend ceiling was 80 per cent of underlying net profit. Its replacement uses 20 to 40 per cent of adjusted operating cash flow. That includes a 20 per cent base, with another 20 available for extra dividends or buybacks.
- Share buybacks return money to investors by purchasing company shares. Investors who rely on dividend income could receive less under the new approach. But the two policies measure different things. A lower percentage of cash flow doesn't translate directly into the same percentage reduction in a dividend, because profit and cash flow can differ.
- Woodside is targeting investment returns of 12 to 15 per cent across projects by the middle of the next decade. Previously, its thresholds exceeded 15 per cent for offshore oil, 12 per cent for gas and ten per cent for new energy.
- Woodside's expansion plan includes Trion oil in the Gulf of Mexico and Louisiana LNG, due online by 2029. Louisiana's planned capacity is 16.5 million tonnes a year. Last week, Woodside signed a 20-year agreement to supply QatarEnergy with up to three million tonnes annually from 2030. Woodside also wants to sell down its stake in Louisiana LNG.
- WA Treasurer Rita Saffioti said she was “very disappointed” but would keep backing gas. WA Greens spokesperson Sophie McNeill called Woodside a company “in decline”. Resources analyst Peter Strachan rejected that description, pointing to high oil prices linked to the Iran war.
- McNeill said Woodside shouldn't be allowed to drill at Scott Reef as part of Browse. Saffioti said gas was integral to the state's energy supply and her government would continue “to bat for gas”. She linked support for resources projects with the desire for strong employment.
- Woodside hasn't disclosed how many Australian positions will go, which roles will be affected or when the reductions will take effect. The 2028 date is when recurring savings are expected to begin. Workers still need a local allocation and an implementation plan to know whose jobs are at risk and what options they'll have.
Tradução atualizada em
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Disponível em inglês
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