Justiça · Caso de certificação no Alasca
O Departamento de Justiça pode impedir a certificação da eleição para o Senado no Alasca por causa dos votos no outro Sullivan?
Trump determinou uma ação judicial que busca suspender a certificação em um cenário específico de derrota de Sullivan. O caso ainda precisa de fundamento legal — e de uma forma confiável de estabelecer a intenção dos eleitores.
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O governo federal pode impedir o Alasca de certificar o resultado de uma eleição para o Senado porque os eleitores talvez quisessem escolher outra pessoa? Essa é a questão que o Departamento de Justiça do presidente Donald Trump apresentou a um tribunal federal. O pedido depende de duas condições: o republicano Dan S. Sullivan, que ocupa o cargo, precisa perder, e uma hipotética reatribuição dos votos dados a outro candidato, Daniel J. Sullivan Jr., precisa fazer do titular o vencedor segundo o sistema de votação por ordem de preferência do Alasca. 24
O departamento quer impedir a certificação enquanto investigadores examinam a intenção dos eleitores. Ainda não obteve essa ordem. Em 25 de outubro, não havia data marcada para uma audiência, a votação antecipada estava em andamento e a eleição de 3 de novembro ainda não havia ocorrido. Uma ação judicial protocolada não é uma liminar, uma alteração na contagem de votos ou um resultado eleitoral. 3 10
Trump deixou sua responsabilidade excepcionalmente clara. «Fui eu que disse para fazer isso», afirmou. Trata-se de um processo federal dirigido pelo presidente, que busca impedir a certificação se o titular republicano perder nas condições especificadas — não simplesmente de Washington observando uma disputa local sobre a cédula. 18
Dois nomes não são uma escolha só
É preciso distinguir as pessoas envolvidas antes de examinar a teoria jurídica. Dan S. Sullivan é o senador republicano do Alasca que ocupa o cargo. Daniel J. Sullivan Jr. é outro candidato e professor aposentado. Mary Peltola, ex-deputada federal, é a candidata democrata. Gerald L. Heikes também está na cédula da eleição geral. 22 44
Algumas reportagens confundiram esses dados básicos. A reportagem da CNN de 24 de outubro identificou corretamente uma disputa pelo Senado dos Estados Unidos, com Peltola como candidata democrata. Uma reportagem da MS NOW publicada mais tarde naquele dia descreveu incorretamente uma disputa para o Senado estadual e uma possível vitória democrata de «Dan Jay Sullivan». A cédula oficial confirma o cargo e os candidatos: Daniel não é o candidato democrata cuja possível vitória está em questão. 1 6 44
O Departamento de Justiça alega que Daniel entrou deliberadamente na disputa para confundir os apoiadores do senador e beneficiar Peltola. Daniel nega ter tentado enganar os eleitores e nega ser um infiltrado democrata. As alegações de coordenação com Peltola continuam sem comprovação. O sobrenome em comum é um fato; um plano para enganar os eleitores é uma alegação que exige provas. 24 13 11
A cédula também fornece mais informações do que apenas dois nomes parecidos. O modelo oficial em inglês traz «Sullivan, Daniel J. Jr.», sem indicação de partido. Em outra linha, traz «Sullivan, Dan S.», com «(Registered Republican)» e «Incumbent». O modelo oficial em yupik também distingue os nomes e omite uma indicação partidária ao lado de Daniel. Reportagens que descrevem sua filiação republicana não devem ser confundidas com o que os eleitores veem impresso ao lado de seu nome. 44 47
A eleição geral usa votação por ordem de preferência. O modelo oferece opções da primeira à quinta escolha para os quatro candidatos impressos e uma linha para candidatos não listados. Uma preferência de posição inferior pode entrar em vigor quando um candidato classificado acima é eliminado. Essa é uma transferência regida pelas classificações feitas pelo eleitor, não uma atribuição automática de votos a outra pessoa com nome parecido. 45 44 48
Demonstrar que votos diferentes produziriam um vencedor diferente não demonstra que os votos efetivamente dados foram erros.
Essa é a principal lacuna probatória. O cálculo hipotético do departamento poderia demonstrar que os votos de Daniel foram decisivos para o resultado. Por si só, porém, não poderia distinguir alguém que escolheu Daniel deliberadamente de alguém que pretendia escolher o senador. Ainda não está esclarecido como os investigadores poderiam fazer essa distinção de forma confiável depois da eleição. 1 15
Cédula definida, ação judicial tardia
A elegibilidade de Daniel já era contestada no Alasca meses antes da intervenção federal. Autoridades eleitorais o retiraram da disputa sob a justificativa de candidatura frívola; processos nos tribunais estaduais restabeleceram sua candidatura. A sequência importa porque não se tratava de um problema na cédula descoberto às vésperas da eleição. 20 24
A disputa sobre a cédula no estado
- 10 de junho de 202642
A Divisão Eleitoral notificou Daniel sobre duas reclamações de elegibilidade apresentadas em nome de Carmela Warfield, presidente do Partido Republicano do Alasca.
- 15 de junho de 20264220
A divisão emitiu sua decisão final; autoridades retiraram Daniel da disputa sob a justificativa de candidatura frívola.
- 26 de junho de 2026343539
O juiz do Tribunal Superior Thomas A. Matthews, em Anchorage, determinou que Daniel fosse incluído como candidato. O estado recorreu em caráter de urgência.
- 29 de junho de 20263440
A Suprema Corte do Alasca ouviu os argumentos e emitiu uma ordem. Daniel manteve o direito de concorrer.
As primárias de 18 de agosto explicam a sensibilidade política, mas não comprovam confusão. As tabelas da Decision Desk HQ, identificadas como resultados certificados, mostram Peltola com 82,244 votos, ou 49.54%; o titular, com 68,726, ou 41.40%; e Daniel, com 4,107, ou 2.47%, em terceiro na ordem exibida. Esses são resultados das primárias — não uma previsão das classificações de novembro nem evidência de que os apoiadores de Daniel o escolheram por engano. 54 60
A data de protocolo da ação federal continua sendo informada de forma inconsistente. A reportagem da NBC News de 23 de outubro aponta quinta-feira, 22 de outubro; a reportagem do The Independent, também de 23 de outubro, afirma que foi sexta-feira, 23 de outubro. A cópia da petição traz a data de 22 de outubro, mas isso não comprova de forma independente o horário de seu registro no processo. De qualquer forma, a ação foi ajuizada menos de duas semanas antes do dia da eleição e depois do início da votação antecipada — não antes de alguém votar. 24 23 63 3
Os Estados Unidos ajuizaram a ação federal contra o Alasca e a autoridade eleitoral Carol Beecher, entre outros réus. Em 23 de outubro, o Alaskans for Mary, a campanha de Peltola e o Comitê de Campanha Senatorial Democrata apresentaram um pedido para intervir como réus. Eles querem derrotar a ação, mas o pedido para participar não deve ser confundido com uma ordem que os admita no processo: não foi constatada a existência de tal ordem. 63 62 67
A objeção de mérito deles vai diretamente ao contrafactual do departamento: tratar cada voto em Daniel como se tivesse sido destinado ao titular desconsidera as escolhas dos eleitores e os procedimentos de votação por ordem de preferência do Alasca. Esse é o argumento de uma das partes, não uma conclusão judicial, mas ele aponta o que o governo ainda precisa demonstrar além de um cálculo que altere o resultado. 3
A falta de autoridade para intervir
Antes de chegar à intenção dos eleitores, o tribunal enfrenta uma questão mais básica: que lei autoriza esta ação e a restrição à certificação que ela busca? O departamento invoca a Lei Nacional de Registro Eleitoral. No entanto, o propósito geral de uma lei de proteger eleições não estabelece, por si só, uma disposição passível de aplicação que permita esta ação ou este tipo de medida. 27 18
A análise de 23 de outubro do professor de direito eleitoral Derek Muller destaca especificamente a dependência do preâmbulo da lei — sua declaração inicial de propósito — e conclui que a ação não será bem-sucedida. A análise de 24 de outubro de Justin Levitt, ex-funcionário do Departamento de Justiça, aponta a inexistência de uma causa de ação prevista em lei como motivo independente para rejeitar o caso. Essas objeções dizem respeito à autoridade do governo para processar, não apenas à força persuasiva de suas suspeitas sobre o candidato. 79 80
Outros especialistas chegam a avaliações igualmente céticas por caminhos diferentes. Jessica Levinson disse à CBS que não encontrou precedentes para esse tipo de ação prospectiva, dirigida pelo presidente, e enfatizou a necessidade de uma disposição específica da legislação federal. David Becker, ex-advogado de direitos civis do Departamento de Justiça, disse à PBS que a disputa sobre a cédula deve ser tratada pela legislação estadual e já havia sido litigada nos tribunais do Alasca. São avaliações jurídicas que aguardam a decisão de um juiz, não uma rejeição já proferida. 18 21
O momento da ação também pode pesar contra o departamento. Um juiz poderia considerar o caso prematuro, recusar-se a decidir antes da divulgação dos resultados efetivos ou arquivá-lo sem prejuízo de uma nova ação. A demora em contestar um problema na cédula conhecido há muito tempo também poderia importar. Nenhuma dessas possibilidades foi estabelecida como o caminho que o tribunal seguirá. 7 16
O dia 3 de novembro trará cédulas, mas não necessariamente uma contagem final imediata ou uma resolução jurídica. Até que um juiz tome uma decisão, o Alasca enfrenta um pedido de impedimento condicional à certificação, não um impedimento imposto. As questões não resolvidas continuam concretas: a autoridade federal, evidências confiáveis da intenção dos eleitores e se a eleição produzirá as condições previstas pela ação do departamento. 10 3 24
Conforme exibido 27 linhas
- President Trump ordered a federal lawsuit targeting certification of Alaska's Senate election.
- The Justice Department wants a judge to stop the state from making its Senate result official under specific conditions. Early voting is already underway.
- The court must decide whether federal law allows that intervention, and how investigators could determine whom voters meant to choose.
- Alaskans vote on November 3. The department sued less than two weeks before Election Day, months after state courts allowed the disputed candidate onto the ballot. The earlier Superior Court proceedings took place in Anchorage.
- The United States brought the federal case against Alaska and election official Carol Beecher, among other defendants. Its request turns on votes for two different people with similar names.
- Dan S. Sullivan would have to lose. Then a hypothetical reassignment of Daniel J. Sullivan Jr.'s votes would have to make the incumbent the winner under ranked-choice voting. The department wants certification stopped while investigators examine voter intent.
- That hypothetical calculation could show that different votes would produce a different winner. It wouldn't show that voters made mistakes. Investigators would still need a reliable way to distinguish someone deliberately choosing Daniel from someone intending to choose the senator.
- Voters are choosing a United States senator. Mary Peltola, a former congresswoman, is the Democratic challenger. Daniel J. Sullivan Jr. is a separate candidate, a 69-year-old retired teacher and volunteer firefighter.
- The incumbent, Dan S. Sullivan, is the Republican senator. Daniel denies trying to mislead his supporters and denies being a Democratic plant. The general-election field also includes Gerald L. Heikes.
- The ballot gives voters more than matching surnames. It prints Daniel's fuller name and junior designation. Beside Dan S. Sullivan, it prints Registered Republican and Incumbent. Daniel's entry carries no party label. The official Yup'ik sample also distinguishes the names.
- Alaska first used ranked-choice voting in 2022. This sample offers first through fifth choices for four printed candidates and a write-in row. A lower preference can count when a higher-ranked candidate is eliminated. Voters' rankings determine that next choice.
- Election officials removed Daniel in June on a frivolous-candidacy rationale. Judge Thomas A. Matthews ordered him included on June 26. The state pursued an expedited appeal, and Alaska's Supreme Court heard argument and issued an order on June 29. Daniel retained ballot access.
- The challenge followed two eligibility complaints filed on behalf of Alaska Republican Party chair Carmela Warfield. Officials notified Daniel on June 10 and issued their final determination five days later. By August, he was competing in the primary.
- Peltola received 82,244 votes, or 49.54 percent. The incumbent received 68,726, or 41.40 percent. Daniel finished third with 4,107 votes, or 2.47 percent. Those August primary results explain the political sensitivity surrounding his candidacy.
- The Senate primary recorded 166,004 votes. Those totals don't tell us how November voters will rank candidates or whether anyone will confuse the names. The general-election contest is rated a toss-up.
- Trump took responsibility for initiating the federal case. He said, “I'm the one that said do it.” His administration is seeking a certification barrier that would operate if the Republican incumbent loses under the specified conditions.
- Associate Attorney General Stanley Woodward described the purpose as protecting the election's integrity. The complaint alleges Daniel deliberately entered to confuse the senator's supporters and benefit Peltola. Daniel denies that purpose. Claims that he coordinated with her remain unproved.
- Daniel's campaign reportedly had $1,901.51 on hand the preceding week. A primary-period account put his donor count at 12. Those snapshots don't tell us why donors contributed, or support assigning his voters to the incumbent.
- The filing day is disputed between October 22 and October 23. The complaint copy bears October 22. Either way, the department brought its case after early voting began and after the candidates' ballot access had been settled for months.
- Peltola's campaign and the Democratic Senatorial Campaign Committee asked to enter the case as defendants on October 23. They want to defeat the department's action. Their objection is that assuming Daniel's votes belong to the incumbent disregards voters' choices and their rankings.
- The Justice Department invokes the National Voter Registration Act. The legal challenge is whether an enforceable provision actually authorizes this lawsuit and the certification restriction it seeks. A law's broad purpose of protecting elections doesn't resolve those questions.
- Election-law professor Derek Muller points to the department's reliance on the act's preamble, its opening statement of purpose. Former Justice Department official Justin Levitt argues the government lacks a statutory right to bring this action. Both say the claim should fail.
- Jessica Levinson finds no precedent for this kind of prospective, presidentially directed action. David Becker says the ballot issue belongs under state law and was already litigated. Richard Pildes calls the case exceptionally weak. Those are legal assessments awaiting a judge's decision.
- The timing could also matter. The court could dismiss the case, consider it premature, or wait for actual results. The ballot dispute was known long before the department sought federal intervention.
- Attorney General Todd Blanche defended the case on October 25 and denied it lays groundwork for overturning an election. Sullivan says he'll let it run its course. Peltola calls the action a desperate attempt to cling to power and has called the proposed challenge corruption.
- Blanche described the action as concerning Alaska rather than a broader plan. His earlier remarks left open future federal intervention over certification, including what he called a hypothetical “doomsday scenario.”
- The department hasn't obtained an order stopping certification. As of October 25, the court hadn't set a hearing. Federal authority and a reliable way to determine voter intent are still unresolved. November 3 is Election Day; counting and litigation can continue afterward.
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