Ciência · Passagem para a vida selvagem
Um coiote encontrou a ponte para a vida selvagem. A travessia completa ainda não foi comprovada
O primeiro grande mamífero conhecido a subir na Wallis Annenberg Wildlife Crossing não conseguiu completar a jornada. Novas obras de terraplenagem talvez permitam a travessia agora — mas o verdadeiro teste é a reconexão.
Vídeo no idioma original
Traduzido do original em inglês.
Um coiote encontrou o caminho até a Wallis Annenberg Wildlife Crossing antes que os construtores tivessem terminado de conectar o trajeto. É um primeiro sinal animador para uma ponte destinada a reconectar a vida selvagem separada pela rodovia 101. Ainda não é evidência de que um grande mamífero tenha atravessado todo o percurso.1
O animal foi fotografado pouco depois das 6h de 28 de outubro, tornando-se o primeiro grande mamífero conhecido a subir na estrutura perto de Agoura Hills, segundo o Los Angeles Times. O National Park Service divulgou a notícia publicamente em 4 de novembro — uma semana depois da visita, e não no dia em que ocorreu. Na imagem em preto e branco, o coiote sobe a encosta, quase desaparecendo na paisagem, exceto por um olho que brilha em branco.1
A jornada do animal terminou antes do fim porque a passagem ainda estava incompleta. O trajeto é composto por dois viadutos, um sobre a rodovia e outro sobre uma estrada adjacente, ligados por uma encosta nivelada. Quando o coiote chegou, o solo ainda não havia sido elevado o suficiente para conectá-los. Desde então, equipes acrescentaram solo rapidamente, e agora animais maiores talvez consigam percorrer todo o trajeto, informou o Times. Essa atualização sobre a obra é importante: o obstáculo que aparece na fotografia não é necessariamente o obstáculo que os animais enfrentam agora.1
Portanto, o marco que se pode afirmar é limitado, mas importante. Um animal encontrou a entrada e subiu nela. Criaturas menores, incluindo lagartos-de-cerca-ocidentais, já haviam aparecido na passagem; o coiote não foi o primeiro visitante da vida selvagem. O relato tampouco comprova uma travessia completa por um grande mamífero.1
Para Beth Pratt, presidente do Wildlife Crossing Fund, a fotografia foi, ainda assim, um avanço decisivo.
Meu Deus, já está funcionando.
Pratt ajudou a garantir que alguém estivesse observando. Depois de uma entrevista coletiva em 8 de outubro, ela pediu a Jeff Sikich, biólogo da vida selvagem do National Park Service, que apontasse uma câmera para o caminho em direção ao lado sul da passagem. Ela insistiu com mensagens de texto diárias. Sikich instalou a câmera em 14 de outubro, cobrindo parte da encosta perto da Agoura Road; duas semanas depois, ela registrou o coiote. A reportagem do Times de 4 de novembro é a fonte dos detalhes sobre a data exata do avistamento e o trabalho posterior com o solo.1
Uma ponte precisa de mais do que visitantes
O projeto, avaliado em cerca de US$ 114 milhões, tem inauguração prevista para 2 de dezembro de 2026, a menos que fortes tempestades de inverno atrasem as obras, segundo o Times. Esse custo é uma estimativa divulgada, não uma despesa final auditada. No anúncio de 25 de junho de 2025, a Caltrans previa a conclusão no outono de 2026; a reportagem posterior fornece uma previsão de inauguração mais precisa, não evidências de que um prazo anterior em dezembro tenha sido perdido.116
A Caltrans situa a passagem a oeste da Liberty Canyon Road, em Agoura Hills, no condado de Los Angeles, e a descreve como uma ponte com vegetação que conecta áreas naturais nos dois lados da US-101. Para os pumas, o objetivo não é simplesmente passar por cima do tráfego. É chegar a outros pumas.12
Rodovias e o desenvolvimento urbano confinaram a vida selvagem nas montanhas de Santa Monica, limitando o acesso a parceiros sem parentesco. A passagem foi projetada para conectar os animais às montanhas de Simi e a habitats além delas, além de permitir que pumas de fora das montanhas de Santa Monica entrem na região. Sikich disse ao Times que até mesmo um único puma vindo de fora que se reproduza poderia melhorar significativamente a diversidade genética. A condição essencial é a reprodução bem-sucedida — não apenas uma fotografia de um puma na ponte.1
As evidências de reprodução entre parentes próximos são anteriores em anos a esse marco da construção. Em um comunicado de 9 de janeiro de 2014, o National Park Service identificou P-32 como um dos três filhotes nascidos recentemente em consequência de “endogamia de primeiro grau”. Isso estabelece um parentesco muito próximo sem especificar aqui a relação entre os pais. Em setembro de 2020, o Times descreveu outro macho, P-81, com uma dobra na cauda em formato de L e apenas um testículo descido, anomalias associadas à endogamia.56
Um resumo da UCLA sobre pesquisas posteriores relatou anomalias reprodutivas e alertou que os pumas nas montanhas de Santa Monica e Santa Ana precisavam de maior diversidade genética para evitar a extinção local. Trata-se de um alerta sobre riscos, não de uma previsão de que a extinção seja inevitável — nem de evidência de que essa passagem, por si só, vá evitá-la.8
Observando o que acontece além da entrada
Cientistas estão se preparando para medir essa diferença. Em 3 de novembro, à medida que a conexão de terra avançava, Sikich instalou seis câmeras na própria passagem. O sistema completo deverá incluir mais de 50 câmeras fotográficas e quatro câmeras de vídeo térmico. As imagens e os vídeos serão compartilhados publicamente, mas não transmitidos ao vivo. Esses números maiores descrevem a rede planejada, não equipamentos que já estejam confirmadamente em operação.1
As câmeras mostrarão apenas parte da história. Pesquisadores planejam rastrear por rádio GPS pumas, linces-pardos, coiotes, veados e raposas-cinzentas para determinar por onde eles se deslocam. Também estão implantando pequenos dispositivos de gravação chamados biologgers em veados, e planejam fazer o mesmo com pumas em seguida. Os dispositivos devem monitorar a temperatura corporal, a frequência cardíaca e as reservas de gordura, ajudando os cientistas a investigar questões como se atravessar por cima do tráfego da rodovia provoca uma resposta mensurável de estresse.1
Esse trabalho dá continuidade a um esforço de campo de longa duração. Cientistas do National Park Service começaram a colocar coleiras de rastreamento por rádio em linces-pardos e coiotes em Liberty Canyon em 1996 e a estudar pumas em 2002. Em 2022, a agência afirmou que mais de 25 anos de pesquisas sobre a vida selvagem haviam sustentado a necessidade da passagem. Agora, há a oportunidade de estudar a reconexão, em vez de apenas documentar o isolamento.13
Há animais por perto para observar. Em menos de dois meses, outra câmera, perto da extremidade sul, registrou um puma com dois filhotes já crescidos e outro puma sem coleira de rastreamento. Esses registros comprovam a atividade ao redor da estrutura, não o uso da ponte.1
Por ora, o coiote respondeu a uma pergunta modesta: um grande mamífero consegue encontrar o caminho até a entrada? Os testes mais importantes ainda estão por vir — travessias completas, uso repetido, deslocamento seguro para além da passagem e, por fim, reprodução entre populações de pumas. A fotografia é um começo que merece ser comemorado. Não é o resultado que a ponte foi construída para alcançar.
Conforme exibido
- A coyote climbed onto a wildlife bridge before crews finished joining its two overpasses. It's the first large mammal known to reach the Wallis Annenberg Wildlife Crossing near Agoura Hills. The route could give isolated mountain lions access to unrelated mates across the 101 Freeway. Scientists now need to learn whether animals will travel the whole route and reconnect those populations.
- The coyote reached a slope where the soil wasn't yet high enough to connect the two overpasses. One spans the freeway, and the other spans an adjacent road. The animal could climb onto the structure, but couldn't travel its entire length.
- Crews have since rapidly added soil, and larger animals may now be able to make the full journey. Mountain lions, bobcats and coyotes could all use that connection. Smaller animals, including Western fence lizards, had already appeared on the crossing. The coyote's milestone was the first known ascent by a large mammal.
- A camera installed October 14 photographed the coyote on October 28, shortly after six in the morning. Six cameras went onto the crossing November 3. The National Park Service shared the news November 4, a week after the animal's visit.
- The black-and-white photograph shows the animal heading uphill, almost blending into its surroundings, with one eye shining bright white. Beth Pratt, president of the Wildlife Crossing Fund, had pushed for that camera. After an October 8 news conference, she urged wildlife biologist Jeff Sikich to watch the southern approach, then followed up with daily texts.
- Pratt greeted the discovery by saying, “Oh my God, it's already working.” A different camera near the southern end had already recorded a mountain lion with two older kittens and another uncollared lion in less than two months. Those animals were moving nearby.
- The project has a reported cost of roughly 114 million dollars and is scheduled to open December 2, 2026. Fierce winter storms could delay that date. Caltrans's June 2025 schedule had targeted completion in fall 2026. The crossing sits in Los Angeles County, west of Liberty Canyon Road, and is designed as a vegetated connection between open spaces separated by the freeway.
- Even one incoming mountain lion that breeds could meaningfully improve genetic diversity. The crossing is intended to connect wildlife in the Santa Monica Mountains with the Simi Hills and habitat beyond, allowing lions to seek mates outside the range and others to enter.
- Freeways and development have hemmed in these animals, and close relatives have bred within the local mountain-lion population. Scientists have documented physical and reproductive abnormalities linked to inbreeding. Restoring movement could bring unrelated animals together and give their offspring a broader genetic inheritance. The need reaches beyond protecting a single animal from traffic.
- In 2014, scientists identified P-32 among three kittens resulting from close-relative breeding. In 2020, P-81 had an L-shaped tail and only one descended testicle. Researchers later documented a 93 percent abnormal sperm rate among the animals studied.
- Researchers warned that mountain lions in the Santa Monica and Santa Ana mountains need greater genetic diversity to avoid local extinction. National Park Service scientists began radio-collaring bobcats and coyotes in Liberty Canyon in 1996. Mountain-lion research followed in 2002. By 2022, more than 25 years of wildlife research had supported the case for this crossing.
- Sikich installed six cameras on the crossing as the soil connection improved. The eventual network is planned to include more than 50 still-photo cameras and four thermal video cameras. Images and video will be shared publicly, but won't be streamed live.
- GPS radio tracking will follow mountain lions, bobcats and coyotes, along with deer and gray foxes, to establish where they move. Researchers are also implanting small recording devices called biologgers in deer, with mountain lions planned next. Those devices are intended to measure body temperature, heart rate and fat reserves.
- An animal's heart rate could reveal whether crossing above freeway traffic produces a stress response. Sikich says decades spent documenting wildlife isolation have led to an opportunity to study reconnection. Tracking movement and physiology will help scientists examine what animals experience as they use the route.
- A complete large-mammal crossing still hasn't been documented. The coyote has shown that an animal can find the approach, and the December 2 opening remains weather-dependent. Scientists will watch for repeated, safe journeys beyond the bridge. For mountain lions, the genetic benefit depends on animals moving between populations and successfully reproducing.
Fontes10
19 fontes de 10 veículos· Mais citados primeiro
nps.gov5
- First Abnormalities Linked to Inbreeding Depression - Santa Monica Mountains National Recreation Area (U.S. National Park Service)
- More than 25 years of wildlife research has supported the need for the Wallis Annenberg Wildlife Crossing - Santa Monica Mountains National Recreation Area (U.S. National Park Service)
- DNA Results Show Further Signs of Inbreeding in Local Mountain Lions - Santa Monica Mountains National Recreation Area (U.S. National Park Service)
- Southern California mountain lions show first reproductive effects of inbreeding, according to UCLA-led study - Santa Monica Mountains National Recreation Area (U.S. National Park Service)
- DNA Results from Dead Mountain Lion Highlight Need for Liberty Canyon Wildlife Tunnel - Santa Monica Mountains National Recreation Area (U.S. National Park Service)
Los Angeles Times — Californialatimes.comPrimeiro4
- Primeira notícia
- This iconic L.A. mammal is the first to venture onto the wildlife crossing over the 101 freeway
- Deformities linked to inbreeding found in L.A. County cougar - Los Angeles Times
- World's largest wildlife crossing is on track to open this winter — unless El Niño intervenes - Los Angeles Times
- The Wallis Annenberg Wildlife Crossing to open this December - Los Angeles Times
Sustainable LA Grand Challengeucla.edu2
Tradução atualizada em
Exibido recentemente




Disponível em inglês
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