Cultura · Livros e expressão

Faber interromperá o fornecimento de livros de Sally Rooney no Reino Unido devido a risco relacionado à legislação antiterrorismo

*Pessoas normais* vendeu mais de um milhão de exemplares no Reino Unido. Agora, a Faber planeja deixar de fornecer as obras de Rooney em todos os formatos pelo risco de pagar os rendimentos dela — não por uma ordem judicial estabelecida contra seus romances.

Exibido Escrito 7 min de leitura53 fontesHeyDay News Desk · About usWatch report

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Acompanhamento da históriaDia 1

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Mais de um milhão de exemplares de Pessoas normais foram vendidos somente no Reino Unido. Esse número se refere a um romance de Sally Rooney em um mercado — não ao total de leitores da autora. Agora, a Faber decidiu deixar de fornecer as obras dela nesse mercado, em todos os formatos, porque afirma que pagar à autora se tornou um risco relacionado à legislação antiterrorismo. 1 22

A decisão, anunciada em 14 October 2026 e tomada com o acordo de Rooney, transforma em uma restrição concreta de publicação uma ameaça que ela havia feito no ano passado. A Faber afirma que continuará vendendo as obras dela em outros territórios. A restrição se limita ao fornecimento no Reino Unido, não à escrita de Rooney em todos os lugares. 1

O problema imediato é o dinheiro, não uma proibição estabelecida do conteúdo dos romances. Rooney prometeu publicamente apoiar a Palestine Action com seus rendimentos e sua plataforma pública depois que a organização foi proscrita como organização terrorista no Reino Unido, em julho de 2025. A Faber afirma que a legislação atual a impede de repassar a Rooney os rendimentos dela no Reino Unido sem correr o risco de violar a legislação antiterrorismo. 1 11

Essa distinção é essencial. As reportagens comprovam a decisão de uma editora sobre sua exposição jurídica; não comprovam uma ordem judicial ou governamental que proíba os livros de Rooney, uma condenação dela por um crime de financiamento ou uma decisão judicial de que seus romances são ilegais. Tampouco comprovam que todo pagamento de royalties a ela constitua necessariamente um crime. 1 4 29

O que os leitores realmente perderão

A decisão da Faber abrange as obras dela em qualquer formato, não apenas um romance ou uma edição. Reportagens mencionam Pessoas normais e Conversas entre amigos, mas não fornecem uma lista completa, título por título. O número de um milhão de exemplares se refere apenas a Pessoas normais. 1 6 22

Interromper o fornecimento não é o mesmo que fazer com que todos os exemplares desapareçam imediatamente. As consequências práticas do anúncio ainda não estão totalmente definidas: não há um cronograma de implementação estabelecido, explicação sobre o que os livreiros devem fazer com os estoques existentes ou descrição de acordos separados para formatos específicos. Os leitores ainda não sabem quão rápido a disponibilidade mudará.

Também não há um valor verificado para os royalties afetados, uma porcentagem da renda de Rooney em jogo ou uma estimativa quantificada das perdas para a Faber e os livreiros. O grande número de leitores torna a decisão relevante sem que seja necessário inventar um prejuízo financeiro.

O compromisso por trás do risco dos pagamentos

A posição de Rooney foi explícita em agosto de 2025. Ela pretendia continuar usando os rendimentos de suas obras e sua plataforma pública para apoiar a Palestine Action, apesar de a organização ter sido proscrita. 11

Quero deixar claro que pretendo continuar apoiando a Palestine Action e a ação direta contra o genocídio.

Sally Rooney 8

The Times e The Independent também informaram que o compromisso incluía receitas de adaptações da BBC, descritas, respectivamente, como cachês e royalties. Não há comprovação de valor, porcentagem ou transferência concluída. Esses relatos não identificam Pessoas normais e Conversas entre amigos como as adaptações específicas que gerariam a renda prometida. Anunciar uma intenção não comprova que um pagamento tenha sido feito posteriormente. 46 47

A preocupação jurídica, portanto, vai além de uma autora expressar uma opinião política. Ela envolve pagar alguém que declarou a intenção de apoiar uma organização proscrita. A seção 15 da Terrorism Act 2000 inclui o fornecimento de dinheiro ou outros bens como elemento de um crime de financiamento, além de exigir conhecimento ou suspeita. O teste legal completo e sua aplicação aos royalties de Rooney não estão estabelecidos aqui. 29

A seção 14 define bens terroristas como dinheiro ou outros bens que provavelmente serão usados para fins de terrorismo, incluindo recursos de uma organização proscrita. Mas essa definição, por si só, não demonstra que pagar a Rooney satisfaça todos os elementos de um crime de financiamento. Não está resolvido se um pagamento específico violaria a lei ou se um mecanismo de proteção poderia permitir o pagamento. A avaliação de risco da Faber não deve ser confundida com uma decisão sobre responsabilidade jurídica. 32 29

A incerteza já havia alterado os planos de Rooney. Em setembro de 2025, The Guardian informou que ela não poderia viajar para receber um prêmio literário porque temia que entrar no Reino Unido pudesse expô-la a uma prisão. Essa foi uma consequência para suas viagens decorrente da preocupação que ela manifestou, não uma prisão. 25

Em 27 November 2025, a BBC informou que Rooney havia alertado o High Court de que era “quase certo” que não poderia publicar novos romances no Reino Unido e talvez tivesse de retirar os livros existentes. Na época, a retirada era uma possibilidade. O anúncio de outubro de 2026 é a decisão posterior de interromper o fornecimento. 4 1

A proscrição enfrenta outro teste jurídico

O contexto mais amplo da aplicação da lei é grave, embora não diga nada, por si só, sobre a situação jurídica de Rooney. The Guardian informou em 14 de outubro que se acreditava que mais de 3,700 pessoas haviam sido presas por suposto apoio à Palestine Action desde a proscrição, e que cerca de 2,500 haviam sido acusadas. O jornal disse que nenhuma das pessoas acusadas havia sido julgada até então. Esses números correspondem a uma contagem estimada de prisões e a uma contagem aproximada de acusações — não a condenações, e não devem ser somados. 1

O recurso contra a proscrição da Palestine Action

  1. 13 February 2026

    O High Court proferiu uma decisão que foi posteriormente revertida em recurso.

    1819
  2. 15 June 2026

    O Court of Appeal decidiu que a proscrição era legal, revertendo a decisão do High Court.

    1914
  3. 30 July 2026

    Foi noticiada a autorização para levar um recurso ao Supreme Court; essa autorização não reverteu a proscrição.

    17

O caso no Supreme Court, R (on the application of Ammori) v Secretary of State for the Home Department, está previsto para ser ouvido em novembro. O aviso oficial identifica uma sessão à tarde em 5 November que será fechada ao público e não terá transmissão ao vivo. O calendário completo da audiência não está estabelecido; tampouco há uma data para a decisão. 12

A decisão de mérito mais recente do tribunal de apelação mantém a proscrição. Os registros disponíveis permitem considerá-la em vigor, embora não determinem, de forma independente, todas as ordens decorrentes ou a possibilidade de uma suspensão posterior. Não há resultado do Supreme Court estabelecido. 19 14 12

Mesmo uma futura decisão que alterasse a classificação não poderia, por si só, garantir aos leitores que a Faber retomaria o fornecimento no Reino Unido. Os efeitos jurídicos da decisão e a resposta da editora seriam ambos relevantes. Por enquanto, o resultado concreto é mais restrito, mas suficientemente contundente: a editora de Rooney pretende continuar vendendo as obras dela em outros lugares e interromper o fornecimento no Reino Unido porque considera arriscado demais, do ponto de vista jurídico, pagar os rendimentos dela. 1

Fontes desta reportagem

Anúncio de outubro: reportagem do The Guardian; reportagem do The Irish Times; página da declaração da Faber. 1 22 23

Outras reportagens e reproduções de outubro: Extra.ie; UNN; USA News Hub; RNAnews. 2 3 6 24

Posição de Rooney em agosto: artigo dela no The Irish Times; The Guardian sobre seu compromisso de financiamento; BBC News sobre a continuidade do apoio; The Times, The Independent e The Telegraph sobre a renda de adaptações da BBC. 9 8 11 46 47 49

O alerta anterior sobre publicação: BBC News; Reuters; RTÉ; Sky News; The Canary; The Independent; Shropshire Star. Relato de setembro sobre a viagem: The Guardian. 4 5 7 10 26 27 48 25

Registros do Supreme Court: página do caso UKSC/2026/0099 e página das sessões do período atual. 12 13

Registros do Judiciário: decisão e resumo à imprensa de fevereiro; resumo à imprensa de junho; página da decisão de Home Secretary v Huda Ammori; decisão pública de junho e decisão aprovada; página da audiência de apelação transmitida ao vivo; decisão sobre restrições à divulgação; página da decisão de Huda Ammori; alegações complementares por escrito da parte recorrente. 18 20 14 38 39 41 40 42 43 44

Reportagens e comentários sobre o recurso: BBC News sobre a decisão do Court of Appeal; Express and Star e Algemeiner sobre a autorização para recorrer ao Supreme Court; The British Eye; Blackstone Chambers; truthaholics. 19 17 15 16 45 21

Legislation.gov.uk, Terrorism Act 2000: seção 15; extrato histórico sobre crimes; versão de junho de 2026; lei promulgada; extrato histórico da Parte III; seção 15 promulgada; versão de novembro de 2000; corpo do texto de abril de 2021; PDF da lei promulgada; seção 1 promulgada. 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37

Referências jurídicas adicionais: Sentencing Council, Funding terrorism; legislation.gov.uk, lei completa e Schedule 15; Wikisource, Parte 3 da Terrorism Act 2000. 50 51 53 52

Conforme exibido 16 linhas
  1. Faber has decided to stop supplying Sally Rooney’s books across the UK in every format. Normal People alone has sold more than a million copies there. Faber says paying Rooney her earnings risks breaching terrorism law. What would have to change for the publisher to pay her and resume UK supply?
  2. Faber made the decision with Rooney’s agreement and announced it on October 14. It says it will continue selling her work in other territories. The publisher has drawn the boundary around its UK supply.
  3. The decision reaches readers and booksellers through the publisher’s supply chain. Faber hasn’t explained what happens to copies shops already hold, or when the changes take effect. Readers can’t yet tell how quickly the decision will affect availability.
  4. Normal People has sold more than one million copies in the UK alone. Conversations with Friends is another of Rooney’s novels affected by the supply decision. Faber’s announcement covers her work across formats, extending beyond one title or edition.
  5. The money connects this publishing decision to Palestine Action. The group was proscribed as a terrorist organisation in the UK in July 2025. Rooney then publicly pledged to keep supporting it through her earnings and her public platform.
  6. Rooney made that pledge in August 2025. She said, “I want to be clear that I intend to go on supporting Palestine Action and direct action against genocide.” Her declared use of earnings is central to Faber’s concern about paying her.
  7. Her funding pledge included income from television adaptations, described as royalties or fees. She also said she would support Palestine Action “in whatever way I can”. Those intentions leave Faber facing a question about where money paid to its author could go.
  8. The Terrorism Act defines terrorist property to include resources of a proscribed organisation. Its funding provisions also cover providing money, alongside a knowledge-or-suspicion requirement. How that requirement applies to Rooney’s royalty payments remains unresolved.
  9. Faber is making a judgment about its own legal exposure. It says current legislation prevents it from passing her UK earnings to her without risk. The practical result is that a publisher’s concern about paying an author now determines whether it supplies her books.
  10. Rooney had already changed her plans because of possible arrest. In September 2025, she couldn’t travel to collect a literary prize. She said entering the UK could expose her to arrest because of her support for Palestine Action.
  11. By November 27, 2025, she had warned the High Court about publication itself. She said it was “almost certain” she couldn’t publish new novels in the UK, and existing books might have to be withdrawn. The October announcement turns that warning into Faber’s decision to halt supply.
  12. More than 3,700 people are believed to have been arrested over alleged support for Palestine Action since its proscription. About 2,500 have been charged. As of October 14, none of those charged had yet been tried.
  13. The charges concern alleged support for the group. The arrest and charge figures describe different stages of enforcement, so they overlap and cannot be added together. A charge still has to be tested at trial.
  14. The Court of Appeal ruled the proscription lawful on June 15, overturning the High Court’s February 13 judgment. On July 30, permission to pursue a Supreme Court challenge was reported. The next court will consider the appeal against that designation.
  15. The Supreme Court appeal is listed for November. Its listing includes an afternoon session on November 5 that will be closed to the public and won’t be livestreamed. The case challenges the government’s proscription of Palestine Action.
  16. A future ruling could change the designation behind Faber’s concern, but nobody can yet promise that it will restore UK supply. That would depend on the judgment’s legal effects and Faber’s response. For now, the latest substantive appellate decision upholds the proscription.

Fontes

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