Desastres · Perda de ambulância aéreaCobertura em andamento · reportagem 2 de 2
Seis a bordo de ambulância aérea em Nantucket são presumidos mortos, e Canadá lidera a investigação
A Guarda Costeira parou de buscar e a operadora declarou os seis perdidos. O que derrubou o jato da Latitude, e se seus gravadores podem ser retirados de cerca de 90 pés de água, continua desconhecido.
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43 horas depois
Antes
Destroços dão aos investigadores um vestígio da ambulância aérea desaparecida, mas seis pessoas continuam desaparecidasO que dissemos que seguia em aberto
O destino de cada ocupante, a causa da emergência e as circunstâncias exatas em que a aeronave caiu na água continuam sem esclarecimento.
Ainda em abertoFique atento a uma atualização oficial sobre a situação dos ocupantes, a qualquer mudança ou suspensão da busca, à recuperação dos gravadores de voo e ao anúncio de uma investigação formal.
Ainda em aberto
Agora
A Guarda Costeira parou de buscar e a operadora declarou os seis perdidos. O que derrubou o jato da Latitude, e se seus gravadores podem ser retirados de cerca de 90 pés de água, continua desconhecido.
O que avançou
- O TSB anuncia que lidera a investigação.
Durante três dias, esta foi uma história de busca. Desde o momento em que um jato da Latitude Air Ambulance perdeu contato ao sul de Nantucket, em 3 de outubro, a pergunta em aberto era se alguém poderia ser encontrado com vida. Agora é uma história de investigação, e a primeira pergunta tem a resposta que ninguém queria. A Guarda Costeira dos EUA suspendeu as buscas ao pôr do sol de domingo, 4 de outubro, sem resgatar ninguém da água. A Latitude diz que seus quatro tripulantes, sua paciente e o filho dela são presumidos mortos. 5943
Fatos principais
Isto atualiza nossa reportagem de 5 de outubro, que encontrou a busca ainda em andamento, destroços associados à aeronave e os seis ocupantes não localizados. A mudança é real, mas mais restrita do que parece. Ninguém foi resgatado, de modo que "presumidos mortos" é a declaração formal da operadora após o fim da busca. Não é uma conclusão extraída de restos mortais. O que de fato mudou é o quadro institucional: o resgate acabou, e o Conselho de Segurança nos Transportes do Canadá assumiu a liderança para apurar por que um jato médico com uma paciente de AVC a bordo caiu no Atlântico.
Quem estava no voo
A Guarda Costeira e a polícia das Bermudas identificaram os seis na segunda-feira. Os passageiros eram Marilyn Lavonne Bean, 66 anos, e seu filho Sergio Wayne Lottimore, 41, ambos bermudenses. Um amigo da família disse que ela estava sendo levada a Boston para tratamento médico após um AVC na semana anterior. Os quatro tripulantes canadenses eram o comandante Philip Gregory Childerhose, o primeiro oficial Thomas Henry Farquhar, a enfermeira de voo Sarah Jane Paton e a terapeuta respiratória Jolene Beth Weir, todos empregados da Latitude, com sede em Hamilton, Ontário. 394445
Os nomes esclarecem um ponto que os primeiros relatos deixaram confuso. Alguns relatos descreviam dois passageiros e quatro tripulantes, outros uma paciente e um familiar com a tripulação. São as mesmas pessoas. 18
O presidente da Latitude, Peter Byl, chamou a perda de "inimaginável" e disse que o foco da empresa está nas famílias e em ajudar os investigadores. A empresa diz que não vai especular sobre a causa. O premiê das Bermudas, David Burt, disse em 3 de outubro que o governo rezava para que os seis fossem encontrados. Depois do fim da busca, disse que os piores temores haviam se concretizado. 5074
Como a busca foi conduzida e como terminou
A aeronave era um Gulfstream G100, matrícula C-GRJP, operando como Heartbeat 104. Partiu do Aeroporto Internacional L.F. Wade, nas Bermudas, às 0h41 de sábado, 3 de outubro, com destino a Boston. A FAA notificou a Guarda Costeira por volta das 2h, e a resposta da Guarda Costeira começou então. Destroços foram encontrados durante a noite de sábado para domingo. 86
Três dias em outubro
- Sáb., 3 de out., 0h418
O jato parte das Bermudas rumo a Boston.
- Sáb., 3 de out., cerca de 1h00-2h0056
O contato é perdido após o relato de uma emergência; a FAA alerta a Guarda Costeira por volta das 2h.
- Durante a noite de sáb. para dom., 4 de out.6
Um campo de destroços é encontrado e associado à aeronave.
- Dom., 4 de out., ao pôr do sol59
A Guarda Costeira suspende a busca.
- Seg., 5 de out.76
O TSB anuncia que lidera a investigação.
Dois pontos verificáveis diferem entre os veículos. A CBC informou em 4 de outubro que o contato com o controle de tráfego aéreo foi perdido por volta de 1h30. A ABC informou mais tarde no mesmo dia que a FAA perdeu o contato por volta das 2h. Podem ser dois marcos diferentes, a última troca de mensagens de um controlador e o momento em que a FAA deu o alarme, mas nenhuma fonte os concilia. 54
O tamanho da busca é informado em dois retratos que não devem ser misturados. No briefing de domingo, a Guarda Costeira disse que cerca de 2.840 milhas quadradas haviam sido cobertas em cerca de 53,5 horas. Os 7.300 quilômetros quadrados da CTV e os "mais de 7.000" da CBC são a mesma escala em unidades métricas. Na suspensão, os números eram cerca de 66 horas e aproximadamente 4.445 milhas quadradas. 6159
Uma coisa que as contagens de horas não explicam: contado a partir do alerta das 2h de sábado, o pôr do sol de domingo corresponde a cerca de 40 horas, o que coincide com as "quase 40 horas" do analista de aviação Keith Mackey. Os números de 53,5 e 66 horas se encaixam mal nesse relógio, e as fontes não dizem por quê. Mackey avaliou a chance de sobreviventes como "pequena a nula". Essa foi sua própria avaliação, não uma conclusão oficial. 1
Suspender uma busca não é uma decisão fácil… Expressamos nossas mais profundas condolências às famílias e aos entes queridos afetados pela tragédia.
O que os investigadores têm e o que lhes falta
O TSB conduz a investigação A26F0321 porque o Canadá é o Estado de registro, com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) participando como representante acreditado. O TSB diz que a tripulação relatou dificuldades elétricas, a aeronave desceu rapidamente e o contato foi perdido ao sul de Nantucket. Afirma que os investigadores serão enviados nos próximos dias para ajudar na busca e na recuperação da aeronave. 7638
Além disso, o registro público é escasso e contraditório. Uma fonte disse à ABC em 4 de outubro que as autoridades acreditam que o avião caiu 7.500 pés antes de atingir a água. A Fox descreveu uma queda de mais de 10.000 pés em três minutos, enquanto uma tempestade se aproximava. A CBC citou dados de voo que mostram uma queda de 24.000 para 11.000 pés cerca de 90 minutos após o início do voo, seguida de estabilização. Os três não podem ser a mesma medição: a queda da CBC é de cerca de 13.000 pés, a maior das três. Podem descrever trechos diferentes de uma mesma descida, mas nada nas fontes diz isso. A estabilização não mostra que a aeronave se recuperou. 875
As explicações que circulam são hipóteses. A leitura da ABC do áudio do controle de tráfego aéreo, no qual um controlador descreveu o sinal do piloto como fraco, foi que o piloto pode ter voado às cegas com problemas elétricos. Um convidado da Fox levantou a hipótese de falha de instrumentos. A frase do TSB sobre dificuldades elétricas é a única palavra oficial, e ela não diz o que falhou nem se essa falha causou a descida. Um coordenador canadense aposentado de busca e salvamento, Jean Houde, disse à CBC que a causa não pode ser determinada sem evidências. 475
É por isso que os destroços importam mais do que qualquer teoria. Os detritos estão em águas de cerca de 80 a 90 pés, a cerca de 20 milhas ao sul de Nantucket. Houde disse que a busca e a recuperação a essa profundidade são viáveis. O gravador de dados de voo não estava entre os destroços recuperados até o briefing de domingo, e nenhuma fonte a que tenho acesso confirma que os destroços principais ou algum gravador tenham sido retirados desde então. 559
O que os fatos indicam é um caso que será resolvido no leito do mar, e não no ciclo de notícias. Tudo o que é público sobre os minutos finais vem de vazamentos, de áudio parafraseado por emissoras e de dados de rastreamento de voo. Os investigadores ainda não divulgaram nada que tenham verificado por conta própria, além do resumo de uma frase do TSB. O próximo marco é simples: se o envio de equipes do TSB resultará no anúncio de que a aeronave e seus gravadores foram retirados da água.
O que sabemos
- Um campo de destroços a cerca de 20 milhas ao sul de Nantucket foi associado à aeronave; a Guarda Costeira suspendeu a busca ao pôr do sol de 4 de outubro sem resgatar ninguém. 659
- A Latitude Air Ambulance diz que os seis a bordo são presumidos mortos. 4341
- O TSB lidera a investigação A26F0321; o NTSB é representante acreditado; a tripulação relatou dificuldades elétricas antes de o contato ser perdido. 76
- Os seis a bordo foram identificados em 5 de outubro: dois passageiros bermudenses e quatro tripulantes canadenses. 39
O que não sabemos
- O que causou o problema elétrico e a descida rápida, e a que distância e com que velocidade a aeronave caiu.
- O horário exato do último contato e por que os relatos de 1h30 e 2h diferem.
- Se os destroços, os gravadores ou algum dos seis podem ser recuperados de cerca de 90 pés de água.
Próximos passos
- Investigadores do TSB serão enviados para ajudar na busca e na recuperação, e qualquer anúncio de que os destroços ou os gravadores foram retirados da água.
- Qualquer informação preliminar do TSB sobre a falha elétrica.
Conforme exibido 12 linhas
- On October 5 we reported a search under way; now all six aboard are presumed dead.
- The Coast Guard stopped searching after about 66 hours without recovering anyone, and Latitude Air Ambulance says its four crew, a patient and her son are presumed dead. They were on a medical flight from Bermuda to Boston. What brought the jet down, and can investigators recover its recorders?
- Of four things we flagged to watch, three have answers. The search is suspended, the operator has declared the occupants presumed dead, and Canada's Transportation Safety Board leads the investigation. Flight recorder recovery is still open.
- The Gulfstream G100, flying as Heartbeat 104, left Bermuda at about 12:41 a.m. on October 3, and contact was lost between roughly 1 and 2 a.m.; accounts differ on the minute. The FAA alerted the Coast Guard around 2 a.m. Debris turned up overnight into Sunday.
- The debris field lies about 20 miles south of Nantucket, roughly 150 kilometers southeast of Boston, in water 80 to 90 feet deep. Searchers matched it to the aircraft but found no one, using Coast Guard planes, helicopters, boats and a cutter, plus the New York Air National Guard's 106th Rescue Wing. The flight data recorder was not among the debris recovered by Sunday's press conference.
- The Coast Guard called it off at sunset on Sunday, after about 66 hours and roughly 4,445 square miles. At the Sunday briefing the count was 2,840 square miles over 53.5 hours. Those are different points in time, not competing totals.
- Aviation analyst Keith Mackey had put the chance of survivors at slim to nil after nearly 40 hours, his own assessment. Rear Admiral Matthew Lake, who commands the Northeast District, said suspending a search is not an easy decision. Next of kin had been notified.
- The Coast Guard and Bermuda police named all six on Monday. Marilyn Lavonne Bean, 66, the patient, and her son Sergio Wayne Lottimore, 41, were from Bermuda. The Canadian crew were Captain Philip Gregory Childerhose, First Officer Thomas Henry Farquhar, flight nurse Sarah Jane Paton and respiratory therapist Jolene Beth Weir.
- Bean was being flown to Boston for medical care after a stroke the previous week, a family friend said. All four crew worked for Hamilton, Ontario-based Latitude Air Ambulance, whose president, Peter Byl, called the loss unimaginable and said the focus is supporting families and helping investigators. Bermuda's Premier David Burt said the worst fears had been realized.
- The descent figures conflict. A source puts the drop at 7,500 feet before the plane hit the water; another account says more than 10,000 feet in three minutes; flight data shows 24,000 feet down to 11,000 about 90 minutes in, then levelling off. Levelling off does not show the plane recovered.
- Canada's Transportation Safety Board leads the investigation as state of registry. It says the crew reported electrical difficulties, the aircraft descended rapidly and contact was lost south of Nantucket. The US National Transportation Safety Board takes part, and investigators deploy in the coming days to assist search and recovery.
- Flying blind and instrumentation failure have been floated, but they are hypotheses, not findings. A retired search-and-rescue coordinator cautioned that cause cannot be determined without physical evidence, and Latitude says it will not speculate. One expert called recovery from water about 90 feet deep doable. No one has confirmed that the main wreckage or any recorder has been raised, so what caused the electrical trouble and the descent remains unknown.
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