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Negócios · Ofertas de remoção de avaliações

Avaliações suspeitas, depois uma solução paga: a pergunta sem resposta no Que Onda Wey!

Um vizinho de hot pot inexistente ajudou uma restauratrice de Adelaide a contestar avaliações suspeitas no Google. Algumas foram removidas, mas não se comprovou ligação com uma empresa que vende serviços de remoção.

Exibido Escrito 7 min de leitura20 fontesHeyDay News Desk · About usWatch report

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Traduzido do original em inglês.

Acompanhamento da históriaDia 3

1 reportagem14 veículos20 fontes

O que conecta as pessoas que publicam avaliações suspeitas de restaurantes à empresa que oferece fazer essas avaliações desaparecerem — mediante pagamento?

Essa é a principal pergunta ainda sem resposta no Que Onda Wey!, um restaurante mexicano no bairro de Goodwood, em Adelaide. O Google removeu algumas avaliações depois que a coproprietária Denisse Rojas-Valdez contestou o conteúdo, e ela diz que a nota do restaurante voltou a 4.9 de cinco. Mas a decisão do Google confirma uma violação de suas políticas de avaliação, não que a empresa que oferece a remoção paga tenha escrito as avaliações ou controlado as contas por trás delas. 1

A distinção é importante. Havia motivos concretos para suspeitar: uma avaliação recomendava um restaurante vizinho que não existia, e as ofertas de remoção continuaram depois que Rojas-Valdez bloqueou o remetente. Esses detalhes explicam por que ela acreditava estar sendo extorquida. Por si só, porém, eles não provam quem era o responsável. 1

Um vizinho que não existia

Rojas-Valdez, que é dona do restaurante com o marido, David Valdez, disse à ABC que o episódio começou com uma avaliação negativa no início de outubro de 2026. Alguns dias depois, uma empresa que se apresentava como especializada em gestão de reputação enviou um e-mail oferecendo-se para solicitar a remoção, pois a avaliação poderia “entrar em conflito com as políticas de avaliação do Google”. 1

Ela ignorou a mensagem. Outros e-mails chegaram, mencionando uma avaliação publicada em nome de Eric. O remetente disse que ela “poderia ser removida” e que o pagamento seria “condicionado ao sucesso”. O valor da taxa não foi divulgado. Tratava-se de uma oferta para tentar obter a remoção, não de uma prova de que a empresa tivesse acesso a um botão capaz de apagar a avaliação. 1

Rojas-Valdez bloqueou o endereço e denunciou as mensagens como phishing. Cerca de cinco dias depois, chegaram mais e-mails sobre outra avaliação, publicada em nome de Amelia. Ela disse que o remetente havia acrescentado uma única letra ao endereço de e-mail para contornar o bloqueio. 1

A avaliação de Amelia reclamava dos preços e do tamanho das porções e, em seguida, recomendava como opção com melhor custo-benefício o estabelecimento de hot pot ao lado. Não havia nenhum negócio desse tipo ao lado nem nas proximidades. Ao contrário de uma divergência sobre se uma refeição valia o preço cobrado, essa era uma informação verificável e um motivo para questionar se quem avaliou havia visitado o restaurante. A empresa ofereceu-se para “cuidar de todo o processo de envio e acompanhamento” caso a avaliação violasse as regras do Google. 1

O contato repetido mostra persistência apesar da tentativa de interrompê-lo. O vizinho imaginário compromete a credibilidade da avaliação. Nenhum dos dois fatos, porém, identifica quem a publicou, e os e-mails descritos publicamente não comprovam uma ameaça de publicar mais avaliações negativas se Rojas-Valdez não pagasse. A ligação ausente entre quem publicou a avaliação e quem vende a remoção continua ausente. 1

A empresa parecia ser americana, mas sua localização real não foi estabelecida. No início de 2026, o restaurante havia recebido ofertas semelhantes por números de WhatsApp associados a Bangladesh e ao Paquistão. A associação a números de telefone não comprova a localização física de quem enviou as mensagens, e não foi demonstrada nenhuma ligação entre essas abordagens anteriores e os e-mails de outubro. 1

O que a decisão do Google realmente confirma

Rojas-Valdez reuniu provas e seguiu as instruções de denúncia do Google, descrevendo o processo como “muito trabalhoso”. A resposta reproduzida na reportagem da ABC de 30 de outubro dizia que o Google havia “removido as avaliações que violavam as políticas do Google”. Também deixou claro que não se tratou de uma remoção generalizada de críticas. 1

Algumas avaliações não violam nossas políticas. Essas avaliações continuam no ar.

Google, em um e-mail reproduzido pela ABC News 1

A mensagem não especificou quantas avaliações foram removidas, quais regras elas violaram nem se as avaliações de Eric e Amelia estavam entre elas. Não anunciou uma conclusão de que houve coordenação ou extorsão. A data exata da ação do Google não foi divulgada; 30 de outubro é a data em que o resultado foi noticiado na Austrália, não uma data de remoção confirmada. 1

As regras publicadas pelo Google explicam por que essa distinção é necessária. Uma avaliação se qualifica para remoção porque viola as políticas, não simplesmente porque a empresa discorda dela ou não gosta do que diz. O Google afirma que não resolve divergências comuns entre clientes e empresas, e que avaliações negativas podem ser legítimas. As avaliações removidas desaparecem do Maps e da Pesquisa. A detecção automatizada de spam também pode remover por engano avaliações genuínas, outro motivo para não interpretar uma remoção como um relato completo sobre autoria ou motivação. 12

Para Rojas-Valdez, a preocupação ia além de um décimo de estrela. Ela disse que a nota havia caído de 4.9 para 4.8 e temia que clientes em potencial pensassem que o restaurante havia mudado de gestão ou comprometido a qualidade. Não há registro de pagamento, prejuízo financeiro comprovado ou cálculo de perda de negócios. O ônus que ela descreveu foi a ameaça à confiança dos clientes e o trabalho de contestar as avaliações. 1

Os clientes então ofereceram outro tipo de resposta. Depois de descrever a experiência no Facebook, Rojas-Valdez estimou que naquele dia surgiram cerca de 10 avaliações positivas, de clientes habituais e visitantes mais recentes que ainda não haviam avaliado o restaurante. Ela disse que a nota voltou a 4.9. Como tanto as remoções quanto as novas avaliações positivas ocorreram, as evidências disponíveis não permitem separar os efeitos de cada uma na recuperação da nota. 1

Um alerta sem aumento comprovado

O Google reconhece um padrão de extorsão por avaliações negativas: um aumento repentino de avaliações de uma ou duas estrelas, seguido de exigências de dinheiro, bens ou serviços em troca da remoção. Esse alerta dá às empresas um motivo para guardar mensagens suspeitas. Mas não comprova que toda oferta não solicitada de remoção paga esteja ligada à criação das avaliações que pretende remover. 11

Este caso tampouco comprova uma onda crescente na Austrália. O National Anti-Scam Centre disse à ABC que o Scamwatch havia recebido um número muito pequeno de denúncias de extorsão por avaliações negativas durante 2026, após uma onda em 2019 e apenas alguns casos relatados desde então. O órgão alertou que incidentes podem não ser denunciados. A Polícia da Austrália do Sul disse que era difícil quantificar a atividade e não especularia se os crimes estavam aumentando ou onde os responsáveis estavam localizados. Poucas denúncias e a possibilidade de subnotificação deixam incerta a dimensão do problema. 1

As orientações práticas são mais firmes do que os dados sobre a prevalência: não pague nem negocie com suspeitos de extorsão e guarde as provas. O Google diz que o pagamento pode incentivar novas tentativas e não garante a remoção. O formulário do Google para casos de extorsão contra empresas solicita o Perfil da Empresa afetado, detalhes do remetente e das exigências diretas, links para avaliações suspeitas e uma cronologia dos fatos. As capturas de tela devem preservar datas, horários e informações de contato. O Google afirma que investiga e comunica o resultado, mantendo em sigilo detalhes específicos da investigação por razões de segurança e privacidade. 11

Avaliações suspeitas de spam ou irrelevantes podem ser denunciadas pelo processo comum de avaliação. As empresas podem sinalizar uma avaliação pelo próprio perfil e selecionar um motivo. O Google diz que a análise costuma levar vários dias e permite um único recurso que abranja até 10 avaliações. Essa estimativa não é uma promessa de prazo para uma investigação de extorsão; a ABC também noticiou um alerta do Google sobre prazos de processamento mais longos em meio a um grande volume de recursos. 12 1

O Scamwatch recomenda, quando possível, verificar avaliações suspeitas com base nos registros de clientes, denunciá-las à plataforma que as hospeda e evitar pagamentos ou links para remoção. Ameaças criminosas ou extorsões suspeitas podem ser denunciadas pelo ReportCyber; golpes podem ser denunciados ao Scamwatch. Quem perder dinheiro deve entrar em contato imediatamente com sua instituição financeira e avisar a polícia. 1

Rojas-Valdez disse que pretendia denunciar o incidente à Polícia da Austrália do Sul. O relato disponível não confirma que uma denúncia tenha sido registrada ou que uma investigação tenha sido aberta. Por enquanto, o resultado é concreto, mas limitado: ela contestou as avaliações, o Google removeu algumas e deixou outras, e ela diz que a nota do restaurante se recuperou. Quem escreveu as avaliações contestadas — e se o vendedor da solução proposta teve algo a ver com a criação do problema — continua sem resposta. 1

Conforme exibido 21 linhas
  1. A negative restaurant review recommended a hot-pot business next door that didn't exist.
  2. The review targeted Que Onda Wey!, where negative Google reviews were followed by offers to seek their removal for payment. Its co-owner challenged the reviews, and Google removed some.
  3. What connects the people posting those reviews to the company offering to make them disappear?
  4. Denisse Rojas-Valdez says the restaurant's Google rating slipped from 4.9 to 4.8 out of five. She and her husband, David Valdez, own the Mexican restaurant in Adelaide's Goodwood suburb. Her concern was what prospective customers would think about its quality.
  5. She worried people would assume the restaurant had changed management or started cutting standards. Dealing with the reviews also meant gathering evidence and working through Google's complaint process. She described that as “a lot of work.” She says the emails made her believe she was facing extortion.
  6. A company approached her a few days after the first negative review appeared in early October. Further contact continued after she blocked it. By late October, Google had removed some reviews. The exact removal date hasn't been disclosed.
  7. The company presented itself as a reputation-management business. Its first offer said a review might conflict with Google's policies. Rojas-Valdez ignored it. More emails referred to a reviewer named Eric and said the review could “potentially be taken down.” Payment would be “success based.” The sender was offering to pursue removal.
  8. She blocked the address and reported the messages as phishing. About five days later, more emails arrived about a different review, posted under the name Amelia. The sender had added one letter to its address, allowing the messages to get past her block.
  9. Amelia's review complained about high prices and small portions, then recommended a hot-pot business next door. There wasn't one next door or nearby. That gave Rojas-Valdez a concrete reason to question whether the reviewer had visited.
  10. The company said this review might breach Google's content rules and offered to “handle the entire submission and follow-up process.” Earlier in 2026, the restaurant had received similar offers through WhatsApp numbers associated with Bangladesh and Pakistan. The October company appeared American. Those contact details don't reliably tell her where the senders were.
  11. Rojas-Valdez saved evidence and followed Google's reporting instructions. The repeated contact had continued despite her attempt to stop it. Her complaint then put the reviews before the platform that decides whether they can remain on its service.
  12. Google told her it had removed reviews that violated its policies, while leaving others online. Nobody has shown a link between the company offering paid removal and the people who wrote the reviews. Google's decision leaves that question open.
  13. Google allows removal when a review breaks its rules. Disliking or disputing criticism doesn't qualify. The company doesn't settle ordinary customer-business disagreements, and negative feedback can be legitimate. Removed reviews disappear from Maps and Search. Google also uses automated spam detection, which it acknowledges can sometimes remove genuine reviews by mistake.
  14. Rojas-Valdez says the rating returned to 4.9 out of five. After she described the experience on Facebook, she estimates about 10 positive customer reviews arrived that day. Regulars and newer visitors who hadn't previously reviewed the restaurant joined in.
  15. Both removals and new positive reviews happened, so we can't separate their effects on the recovery. Google's broader warning describes a pattern of sudden one- or two-star reviews followed by demands for money, goods or services to remove them. It advises businesses to preserve evidence and avoid negotiating or paying.
  16. Google's merchant-extortion form asks for the affected business profile, the sender's details and evidence of direct demands. Screenshots should preserve dates, times and contact information. Include links to suspicious reviews, when they appeared, and when the first demand arrived.
  17. Google investigates submissions and communicates an outcome, but keeps specific investigative details private for security and privacy reasons. Suspected spam or irrelevant reviews can go through ordinary review reporting. Businesses can flag a review from their profile and choose the reason. Google says general review evaluation typically takes several days.
  18. If Google decides a review doesn't qualify for removal, the business can make a one-time appeal covering up to 10 reviews. Google has also warned of extended processing times amid high appeal volumes. Its general evaluation estimate doesn't promise a turnaround for an extortion investigation.
  19. The National Anti-Scam Centre says Scamwatch received a very small number of negative-review extortion reports during 2026. It points to a spate in 2019 and only a few reported cases since, while warning some may go unreported. South Australia Police says the scale is difficult to quantify and hasn't claimed the activity is increasing.
  20. Scamwatch advises checking suspicious reviews against customer records where possible, reporting them to the hosting platform, and avoiding payment or removal links. Suspected criminal threats or extortion can go to ReportCyber. Scams can go to Scamwatch. Anyone who loses money should contact their financial institution immediately and notify police.
  21. Rojas-Valdez said she intended to report the incident to South Australia Police. There's no reported payment or financial loss in her case. Google removed some reviews, others stayed online, and she says the restaurant's rating recovered to 4.9 out of five.

Fontes

20 fontes14 veículos1 texto de agência

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