• Nova matériaTwo people killed in separate Saskatchewan crashes
  • Nova matériaFree flu and COVID-19 shots available to Saskatchewan residents six months and older
  • Nova matériaRoughriders fall to fourth after 44-24 loss, face conditional playoff elimination
  • Nova matériaPrince Albert police investigate death of 20-year-old man
  • Nova matériaSaskatchewan series Copper Hill Road plans filming in Indian Head
  • Nova matériaOntario teen draws on health challenges for children’s book about courage
  • Nova matériaBruno golf club plans $160,000 replacement of turf from old Taylor Field
  • Nova matériaPoland confirms two detentions in Starlink station arson case; later reports of two more unconfirmed
  • Nova matériaSenate proceedings against Sara Duterte narrowed to one impeachment charge after three withdrawals
  • Em desenvolvimentoPope Leo XIV agrees to surgery after lung nodule found — 0 fonte

Conflitos · Garimpeiros do Sudão

Sudão abre investigação após relatos de pelo menos 72 garimpeiros civis mortos

Um sobrevivente fugiu de ataques repetidos a um local de garimpo sudanês. Uma investigação deve agora estabelecer o número de mortos e a responsabilidade; a acusação contra o Egito continua sem verificação.

Exibido Escrito 7 min de leitura35 fontes

Seguir por RSS

Vídeo no idioma original

Transcrição · CARREGANDO

Traduzido do original em inglês.

Acompanhamento da históriaDia 4

1 reportagem27 veículos35 fontes

  1. Atualização 1Sudão abre investigação após relatos de pelo menos 72 garimpeiros civis mortosVocê está aqui

O garimpeiro Abdelaziz Youssef descreveu como fugiu montanha acima enquanto um jato atingia repetidamente o local de trabalho em Jabal al-Uqaydat, perto da fronteira do Sudão com o Egito. A Emergency Lawyers, um grupo sudanês de direitos humanos, afirma que pelo menos 72 garimpeiros civis foram mortos no ataque de 10 de outubro de 2026. Esse é um mínimo preliminar, não uma contagem concluída; o grupo alertou que o número pode aumentar. 34 1

Imagens do local após o ataque, descritas em uma reportagem do New York Times distribuída pelo Daily Gazette e pelo DNYUZ, mostraram corpos de jovens homens gravemente mutilados entre sacos de minério. A cena era um local de garimpo de pequena escala. Não foi estabelecido se o local tinha uso militar, quantas pessoas trabalhavam ali, quantas escaparam ou qual foi a área total atingida. Essas lacunas são importantes para uma investigação. Elas não apagam as mortes de civis relatadas. 28 27

O Sudão ordenou agora uma investigação para apurar os fatos. O general Abdel Fattah al-Burhan, chefe do Exército do país e seu líder de facto, anunciou a medida na segunda-feira, 12 de outubro, chamando as mortes dos garimpeiros de “incidente doloroso”. A investigação muda a resposta oficial, mas as reportagens disponíveis até 13 de outubro não estabeleceram um número final de mortos nem identificaram a força atacante. A acusação da Emergency Lawyers contra a Força Aérea egípcia continua sem verificação. 5 9 7 1

Do ataque às respostas oficiais

  1. 10 de outubro, por volta das 8h, horário do Sudão

    Youssef disse à AFP que um jato apareceu sobre Jabal al-Uqaydat e lançou ataques.

    34
  2. 11 de outubro

    A Emergency Lawyers informou um número preliminar de pelo menos 72 civis mortos e acusou a Força Aérea egípcia.

    211
  3. 12 de outubro

    Burhan ordenou uma investigação. Os militares egípcios descreveram uma campanha contra a mineração ilegal no Deserto Oriental e ao longo da fronteira com o Sudão.

    32226

Contar os mortos, não apenas as alegações

A Reuters e a AFP não conseguiram verificar de forma independente o número de mortos informado nem a responsabilidade. O relato da Dabanga de 13 de outubro atribui separadamente ao Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários uma descrição de dezenas de mortos. “Dezenas” e “pelo menos 72” não são necessariamente conflitantes: uma é uma descrição ampla, a outra, um mínimo numérico. Nenhuma delas fornece uma contagem final verificada. 1 2

A reportagem do Al Jazeera Newsfeed de 11 de outubro também atribui a grupos de direitos humanos a informação de que houve mais de 50 feridos. Não há um total de feridos verificado de forma independente, uma lista completa de vítimas ou um relato estabelecido sobre a gravidade dos ferimentos e os resultados dos tratamentos. Portanto, determinar quem morreu e quem sobreviveu é uma tarefa central, não uma nota de rodapé na identificação da aeronave. 32

O relato de Youssef dá ao ataque uma cronologia humana. O despacho da AFP de 11 de outubro, publicado pela NAMPA, situa o aparecimento da aeronave por volta das 8h, horário local, ou 06:00 GMT. A reportagem da AfricanQuarters sobre o relato dele diz que o jato atacou cinco vezes antes de ele subir correndo montanha acima. Já a Continental Bulletin informa que foi por volta das 6h, horário local, e descreve mais de cinco mísseis. O relato direto da AFP preserva a distinção do horário local; episódios de ataque e mísseis não são contagens intercambiáveis. Nenhuma dessas descrições estabelece a nacionalidade da aeronave. 34 16 20

O relato original baseado na AFP também informou que um ataque em junho matou 23 pessoas no mesmo local. Trata-se de um número de mortos relatado separadamente, que não deve ser somado às mortes de outubro. A data exata em junho, a confirmação independente das mortes, a responsabilidade e a identificação precisa do mesmo local continuam sem comprovação. A alegação de repetição merece ser investigada, mas não prova que uma mesma força tenha realizado os dois ataques. 1

Uma declaração sobre a campanha não é uma resposta

A comissão de Burhan inclui representantes do Ministério Público e das autoridades judiciais e de segurança pertinentes. Seu objeto declarado são as mortes dos garimpeiros perto da fronteira egípcia. O mandato completo, os poderes de investigação, as medidas para preservar provas e os procedimentos para divulgar as conclusões não foram estabelecidos. As reportagens disponíveis até 13 de outubro não informam prazo para a conclusão nem resultados já concluídos. 5 10 7

O Egito também se pronunciou publicamente em 12 de outubro, substituindo o relato de 11 de outubro segundo o qual as autoridades de nenhum dos dois países haviam comentado o caso. A Anadolu descreveu o anúncio dos militares como uma operação contra a mineração ilegal de ouro no Deserto Oriental, acompanhada de uma ênfase nos fortes laços com o Sudão. A Al Manassa informou que se tratava da terceira fase de uma campanha de segurança ampliada. Reportagens baseadas na AFP descreveram uma operação ao longo da fronteira do Egito com o Sudão. 1 22 26 11

A geografia é importante. Uma campanha no Deserto Oriental ou ao longo da fronteira egípcia não reconhece, por si só, um ataque dentro do Sudão. Os principais relatos identificam Jabal al-Uqaydat como território sudanês. A publicação, em 12 de outubro, pelo DNYUZ de uma reportagem do New York Times situa a mina no estado do Rio Nilo; a SOFX, por sua vez, a situa no estado do Mar Vermelho. A discrepância continua sem solução, e não há coordenadas verificadas nem um mapa detalhado dos ataques. 8 27 29

Tampouco chamar uma campanha de esforço contra a mineração ilegal prova que esses trabalhadores estavam cometendo uma infração, que o local era um objetivo militar ou que o uso de força letal contra as pessoas ali era legal. Essas são questões sobre o local de trabalho e o ataque em particular. O rótulo de uma campanha não pode respondê-las.

O que as provas materiais podem estabelecer

Uma possível munição é uma pista, não um veredito. O The Sudan Times informou em 13 de outubro que uma análise de imagens pelo New York Times aparentemente mostrou uma bomba NASR 400, de fabricação egípcia, que não explodiu. A reportagem atribuída ao NYT e distribuída pelo Daily Gazette e pelo DNYUZ é datada de 12 de outubro; 13 de outubro é a data do resumo do The Sudan Times, não a data estabelecida da investigação original. 17 28 27

O relato disponível não fornece a análise completa de autenticação e geolocalização, a procedência do vídeo nem as marcações, dimensões e avaliação especializada necessárias para auditar a identificação. Uma captura de tela separada do local após o ataque, com legenda da AFP, de um vídeo obtido em 12 de outubro, não autentica as imagens da bomba. Mesmo que se confirme que a arma foi fabricada no Egito, isso, por si só, não identifica quem pilotava a aeronave. 17 8

O que sabemos

  • O Sudão ordenou, em 12 de outubro, uma investigação para apurar os fatos sobre as mortes dos garimpeiros perto da fronteira egípcia. 35

O que não sabemos

  • O número final de mortos, os locais exatos dos ataques e a força atacante continuam sem verificação.

Próximos passos

  • Se os investigadores identificarão as vítimas, preservarão e autenticarão provas materiais e divulgarão conclusões que vinculem o ataque aos responsáveis.

A tarefa decisiva da investigação é vincular pessoas, lugares e provas: quem foi morto, onde as armas atingiram e quem ordenou e executou o ataque. Repetir a acusação contra o Egito não comprovaria a responsabilidade. Repetir a descrição egípcia da campanha não explicaria por que há relatos de garimpeiros civis mortos.

Fontes desta reportagem

Khaleej Times/AFP: número preliminar de mortos e acusação. 1 Dabanga: investigação, relato humanitário e resposta egípcia. 2 Sudan Tribune: anúncio da investigação. 3 Africanews: investigação de Burhan. 4 Radio Tamazuj: comissão e mortes dos garimpeiros. 5

Mada Masr: mortes, investigação e campanha contra a mineração. 6 UANWORLD: situação da investigação. 7 The Straits Times: operação na fronteira e legenda sobre o local do ataque. 8 AFP/NAMPA: despacho sobre a investigação de 12 de outubro. 9 Radio Tamazuj: publicação alternativa do relato sobre a investigação. 10

Hindustan Times/AFP: operação na fronteira egípcia. 11 Kulu Media: repressão e investigação sudanesa. 12 Khaleej Times: primeiros relatos de sobreviventes. 13 Arab News: relato do grupo de direitos humanos sobre as vítimas. 14 Al Jazeera: notícia sobre as vítimas em 11 de outubro. 15

AfricanQuarters: relato de sobrevivente sobre ataques repetidos. 16 The Sudan Times: identificação aparente da bomba. 17 Dawn: relato do grupo de direitos humanos sobre as vítimas. 18 ChronicleAI: relato sobre o acampamento de mineração. 19 Continental Bulletin: horário e descrição do ataque. 20

AFP/NAMPA: número preliminar de vítimas civis. 21 Anadolu: anúncio da campanha militar egípcia. 22 Al Jazeera: reportagem sobre insegurança na fronteira. 23 24NewsHD/AFP: relato da operação egípcia. 24 African Insider/AFP: relato da operação egípcia. 25

Al Manassa: reportagem sobre a campanha em sua terceira fase. 26 DNYUZ: reportagem do New York Times distribuída por terceiros. 27 Daily Gazette: reportagem do New York Times distribuída por terceiros. 28 SOFX: relato do ataque e identificação alternativa do estado. 29 The Sudan Times: relatos de sobreviventes. 30

SourceRated: relato de ataque aéreo. 31 Al Jazeera Newsfeed: relatos de mortes e feridos. 32 AFP/NAMPA: despacho posterior sobre as vítimas, em 11 de outubro. 33 AFP/NAMPA: sobrevivente identificado e horário local do ataque. 34 Arab News Japan: relato do grupo de direitos humanos sobre as vítimas. 35

Conforme exibido 14 linhas
  1. A gold miner fled up a mountain to escape repeated airstrikes.
  2. Emergency Lawyers says at least 72 civilian miners died at a gold-mining workplace near the Egyptian border. The count is preliminary and not yet confirmed. Sudan has ordered an investigation, while the group warns the toll could rise.
  3. Who launched the strikes, and what can Sudan's investigation resolve about the miners' deaths?
  4. The reported attack hit Jabal al-Uqaydat on October 10. Miners there were extracting gold on a small scale. Rights groups also put injuries at more than 50. The people at the center of the investigation were working when the aircraft arrived.
  5. Surviving miner Abdelaziz Youssef described a jet appearing around eight in the morning, Sudan local time. He said it struck five times and he ran up the mountain. His account describes repeated attacks, but doesn't identify the aircraft's nationality. The five strikes he described also don't tell us how many weapons were used.
  6. Egypt's military describes its campaign as operating in the Eastern Desert and along the Sudan border. Jabal al-Uqaydat is identified as a Sudanese mining site. Investigators need to pin down where the strikes landed before connecting that workplace to the border campaign.
  7. The mine's state is disputed, with River Nile state and Red Sea state both named. Its exact position hasn't been resolved. Aftermath footage has been described as showing mutilated bodies of young men among sacks of mineral ore. That scene conveys the human loss, but can't provide a complete count of everyone killed.
  8. A June strike was also reported to have killed 23 people at the same site. That earlier toll is separate from October's. The claimed recurrence gives investigators another incident to examine, although the June attack's location and responsibility still need confirmation.
  9. General Abdel Fattah al-Burhan ordered the fact-finding inquiry on October 12. Sudan's army chief and de facto leader called the miners' deaths a “painful incident.” His committee includes the Public Prosecution and relevant judicial and security authorities.
  10. The inquiry gives Sudan an official route to investigate the deaths. The United Nations humanitarian office separately described dozens killed. That broad description can fit Emergency Lawyers' minimum of 72. Investigators still have to identify the victims and determine a final toll.
  11. Emergency Lawyers accuses Egypt's air force of carrying out the attack. Egypt's military described the third phase of its anti-illegal-mining campaign on October 12. It called other accounts misleading rumors and emphasized ties with Sudan, without confirming deaths.
  12. Egypt's announcement leaves responsibility for this particular strike unresolved. Describing mining as illegal also leaves investigators with specific questions about this workplace. They need evidence about the people present and the decisions behind the attack to assess whether lethal force was lawful.
  13. Footage has been described as apparently showing an unexploded Egyptian-made NASR 400 bomb. Its identification and location still need verification. Even if the weapon was made in Egypt, that alone wouldn't identify who operated the aircraft.
  14. The investigation has to connect physical evidence to this site and to the force that attacked it. As of October 13, Sudan had released no completed findings and announced no deadline for the committee to report.

Fontes

35 fontes27 veículos1 texto de agência

Mapa de fontes

Confira as evidências por trás desta reportagem. O mapa mostra suas conexões; os links abaixo abrem as fontes citadas neste artigo.

O mapa de fontes carrega enquanto você lê.

Explore o mapa completo da redação ↗

Tradução atualizada em

Histórico de revisões

  1. r1Publicado pela primeira vez.