Justiça · Deportações para terceiros paísesCobertura em andamento · reportagem 3 de 3
Suprema Corte permite que Trump retome deportações para terceiros países antes de decisão final
A suspensão de 29 de setembro remove uma barreira imposta por um tribunal inferior enquanto os ministros analisam a política. Para os migrantes, a partida pode ocorrer antes de uma decisão sobre a legalidade.
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O que mudou desde nossa última reportagem
30 dias depois
Antes
100 Pessoas, 8 Países, 10 Dias — e Nenhum Número OficialEm aberto na época
- Não foi estabelecido nenhum manifesto autenticado, número de passageiros por voo nem a lista completa dos oito destinos.
- Não há um levantamento verificado de onde estão todos os deportados agora, qual é sua situação nem que acesso têm a advogados e jornalistas.
O que dissemos que acompanharíamos
- Se o DHS ou o Departamento de Estado vai autenticar os registros internos ou publicar manifestos e destinos.
- Se as pessoas enviadas a Bangui, Monróvia e Guiné Equatorial conseguirão asilo, liberdade ou transferência para outro país — e quem impedirá que sejam devolvidas à perseguição.
Agora
A suspensão de 29 de setembro remove uma barreira imposta por um tribunal inferior enquanto os ministros analisam a política. Para os migrantes, a partida pode ocorrer antes de uma decisão sobre a legalidade.
O que avançou
- Uma análise da decisão do First Circuit informa que a sentença de Murphy foi em grande parte confirmada, inclusive quanto ao aviso prévio e à oportunidade de apresentar alegações de temor.
- A Suprema Corte suspende a ordem e a sentença de fevereiro e aceita analisar o caso.
Um homem que contesta a política de deportação teme ser enviado para um lugar onde não possa receber tratamento para sua doença mental grave. A Suprema Corte agora permitiu que a política volte a vigorar enquanto analisa a contestação judicial — uma decisão que pode fazer com que a remoção ocorra antes de uma resposta sobre a legalidade da política. A NPR noticiou o temor do homem, cujo nome não foi divulgado, em 30 de setembro; o destino proposto e o desfecho do caso não foram estabelecidos. 1
Em 29 de setembro de 2026, os ministros autorizaram temporariamente o governo Trump a deportar migrantes para países não identificados em suas ordens de remoção. Também concordaram em julgar o caso, com as sustentações orais completas marcadas para dezembro. O governo recebeu autorização para prosseguir por enquanto, não uma decisão final de que sua política é legal. 2 3
Essa distinção está no centro deste acontecimento. No calendário do tribunal, uma suspensão é temporária. Para alguém transportado para fora das fronteiras dos Estados Unidos antes que o caso seja decidido, as consequências podem não ser.
O caso é Department of Homeland Security v. D.V.D., processo 26-426, com pedido de suspensão 26A406. A Corte suspendeu a ordem e a sentença de 25 de fevereiro proferidas pelo juiz federal Brian Murphy, em Massachusetts. A redação em vigor não deixa muita dúvida sobre o que foi suspenso: “A ordem e a sentença de 25 de fevereiro de 2026 do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts, processo nº 1:25-cv-10676, ficam suspensas.” 3 24
Os ministros também trataram o pedido como uma petição de certiorari e a aceitaram, o que significa que analisarão a disputa. A Corte não explicou por que concedeu a suspensão. A NPR informou que três ministros liberais se opuseram; as fontes disponíveis não estabelecem suas identidades nem qualquer justificativa escrita em separado. A ministra Jackson recebeu o pedido e o encaminhou à Corte plena, mas essa função processual não identifica seu voto. 3 2
Um novo destino, um risco diferente
A disputa diz respeito ao aviso prévio e à oportunidade significativa de explicar por que um novo destino poderia expor alguém à perseguição ou à tortura. A existência de uma ordem de remoção não determina, por si só, se a remoção para um país específico exporia a pessoa a um perigo proibido. Os procedimentos contestados deveriam abordar essa segunda questão antes da partida. 26 2
As decisões judiciais por trás da mudança
- 25 de fevereiro de 20262426
O juiz Murphy profere uma ordem e uma sentença final, incluindo decisão favorável aos autores das ações quanto às Contagens I e IV.
- Análise de 18 de setembro de 202628
Uma análise da decisão do First Circuit informa que a sentença de Murphy foi em grande parte confirmada, inclusive quanto ao aviso prévio e à oportunidade de apresentar alegações de temor.
- 29 de setembro de 20263
A Suprema Corte suspende a ordem e a sentença de fevereiro e aceita analisar o caso.
- Dezembro de 202629
As sustentações orais completas estão marcadas; o dia exato da audiência não foi estabelecido.
A sentença de fevereiro tratou do pedido do governo para arquivar o caso e do pedido dos migrantes de julgamento sumário parcial. A análise de 18 de setembro descreveu um painel unânime do tribunal de apelação, composto pelos juízes Montecalvo, Howard e Aframe, com Aframe como autor da opinião. Mas não é possível verificar, com base no registro substantivo disponível, quais partes específicas foram confirmadas ou modificadas, os prazos de aviso, os critérios das entrevistas e os prazos. A Suprema Corte suspendeu a ordem e a sentença de fevereiro em sua totalidade — não apenas um período de espera identificado separadamente. 24 25 28 3
Na Suprema Corte, a discussão tratará tanto da política quanto do poder dos tribunais de intervir. A primeira questão aceita para análise pergunta: “O tribunal de primeira instância tinha jurisdição sobre as reivindicações dos réus?” A segunda pergunta se ele poderia conceder “medidas declaratórias para toda a classe e anulação nos termos da APA” sob 8 U.S.C. §1252(f)(1). Em termos simples: o tribunal de primeira instância podia analisar a contestação e conceder medidas para uma classe ou anular a política da agência com base na Lei de Procedimento Administrativo? 18
A questão da legalidade envolve a legislação de imigração, especificamente §1231(b), e o devido processo constitucional; a NPR também informa que as proteções contra a tortura estão em questão. Saber se uma política viola essas proteções é diferente de determinar qual tribunal pode analisar a contestação e que medida pode conceder. A formulação completa da questão final não foi estabelecida aqui. 7 2
O que mudou desde nossas reportagens de agosto
Em 28 de agosto de 2026, a HeyDay News informou que mais de 23,000 pessoas haviam sido deportadas para países dos quais não eram originárias. O maior grupo foi enviado ao México; mais de 330 foram para a África, principalmente para a República Centro-Africana, segundo a descrição feita na época. A reportagem também descreveu pessoas com proteção judicial contra a remoção para seus países de origem.
Em 31 de agosto, informamos que documentos internos do governo dos EUA obtidos pela CBS News descreviam mais de 100 pessoas transportadas de avião para oito países africanos em três voos no intervalo de dez dias. Nenhuma delas era cidadã dos países que as receberam. Esses eram retratos de agosto, não totais atuais de setembro. A mudança agora é a intervenção da Suprema Corte e sua decisão de analisar a disputa; nossas reportagens anteriores não estabeleceram uma determinação judicial final de que a campanha era legal.
Não há um período de contagem comum nem um total atualizado exato que permita calcular remoções adicionais a partir desses números. Somar a alegação do governo às nossas reportagens de agosto produziria um número sem base sólida.
Os danos alegados antes da audiência
Para os migrantes que contestam a política, o perigo é que a remoção aconteça antes que possam explicar de forma significativa por que o destino não é seguro. Trina Realmuto, advogada deles na National Immigration Litigation Alliance, descreveu alegações feitas em documentos judiciais de agressão, detenção, desaparecimento e devolução em cadeia após remoções sem aviso prévio significativo, informou a NPR em 29 de setembro. São alegações, não conclusões estabelecidas pela ordem da Suprema Corte. 2
Devolução em cadeia significa que um país que recebe inicialmente uma pessoa a envia para outro país onde ela enfrenta um perigo proibido. Os documentos judiciais descrevem pessoas que, supostamente, foram devolvidas por essa cadeia a países dos quais os Estados Unidos já lhes haviam concedido proteção. As reportagens disponíveis não estabelecem a identidade, o destino, o momento ou o desfecho de cada caso individual. 2
O temor do homem, cujo nome não foi divulgado, de não conseguir tratamento psiquiátrico coloca a disputa sobre o aviso prévio em evidência especial. É o temor que ele expressou — não uma constatação verificada de que um país específico lhe negaria atendimento. Mas o aviso prévio é mais do que uma formalidade administrativa se determinar se alguém pode alegar uma ameaça à sua segurança ou a necessidade de tratamento antes de ser enviado para longe. 1
O que sabemos
O que não sabemos
- A legalidade da política, os desfechos individuais dos contestadores e o dia exato das sustentações orais em dezembro continuam sem solução.
Próximos passos
- Acompanhe o calendário das sustentações orais de dezembro, qualquer alteração na ordem provisória e os desfechos verificados para os migrantes afetados enquanto o caso prossegue. Não há uma data estabelecida para a decisão.
A barreira jurídica imediata foi removida. As questões que ela deveria abordar continuam sem resposta.
Fontes e documentos judiciais de apoio
NPR, boletim Up First de 30 de setembro. 1 NPR, reportagem de 29 de setembro sobre deportações para terceiros países. 2 Suprema Corte, ordem diversa de 29 de setembro. 3
SCOTUSblog, reportagem sobre a concessão da análise do caso. 4 NBC News, reportagem sobre a autorização temporária para a política. 5 SCOTUSblog, página do caso Department of Homeland Security v. D.V.D. 6 Courthouse News, cópia da ordem da Suprema Corte. 7
CNBC, reportagem sobre a retomada das deportações. 8 POLITICO, reportagem de 29 de setembro. 9 Roll Call, reportagem sobre deportações durante a tramitação do processo. 10 LAist, republicação da reportagem de Carrie Johnson/NPR. 11 CBS News, reportagem sobre a retomada temporária da política. 12
SCOTUSblog, pedido de medida do governo. 13 NPR, reportagem de entrevista de 30 de setembro. 14 SCOTUSblog, resposta dos migrantes ao pedido de suspensão. 15 Human Rights Research, análise da política no tribunal de apelação. 16 Christian News Alerts, pedido do governo à Suprema Corte. 17
Suprema Corte, questões apresentadas no processo 26-426. 18 Suprema Corte, andamento do mérito do processo 26-426. 19 Law Commentary, reportagem sobre a suspensão e a análise do caso. 20 Réplica do governo ao pedido de suspensão. 21 Pedido de suspensão do governo. 22 Suprema Corte, andamento do pedido 26A406. 23
Tribunal de primeira instância, sentença final de 25 de fevereiro, Documento 242. 24 Autos do First Circuit, Documento 254. 25 Tribunal de primeira instância, memorando e ordem de 25 de fevereiro, Documento 241. 26 Law.co, página do caso D.V.D. 27 Capture Cascade, análise de 18 de setembro sobre o tribunal de apelação. 28
Conforme exibido 11 linhas
- On August 28, we reported 23,000-plus third-country deportations. Now the Supreme Court lets removals resume. Migrants can be sent to countries not identified in their removal orders before the justices decide whether the challenged policy is lawful. What does this temporary permission settle, and what protections remain in dispute?
- More than 23,000 people had been deported to countries they were not from in that August snapshot. The largest group had gone to Mexico. More than 330 had been sent to Africa, described then as mainly to the Central African Republic. The campaign included people with court protection against removal to their home countries.
- The August 31 update covered more than 100 people flown to eight African countries on three flights within ten days. None were nationals of the receiving countries. Those were dated snapshots, not September 30 totals. Neither August report established that the campaign had received a final judicial determination of legality.
- The Supreme Court suspended the February 25 order and judgment issued by U.S. District Judge Brian Murphy in Massachusetts. Its September 29 action did two different things: it granted a stay, temporarily suspending the lower-court decision, and granted review, meaning the justices will hear the dispute themselves. Neither action is a final endorsement of the policy. The stay covers the February order and judgment as a whole, not just a separately identified waiting period. The Court gave no explanation for granting it.
- Three liberal justices objected to the temporary order. Their names and any separate written reasoning are not established here. Justice Jackson received the stay application and referred it to the full Court. That procedural role does not establish how she voted.
- Murphy’s February judgment favored the migrants on Counts One and Four. It addressed the government’s motion to dismiss and the migrants’ motion for partial summary judgment. But the complete provisions are not established here. A broad First Circuit affirmance of the judgment and the notice-and-fear-claim requirement is part of the September procedural picture, with its precise scope still unverified. The appellate panel comprised Judges Montecalvo, Howard and Aframe. Aframe wrote the opinion; no dissent was recorded. The exact portions affirmed or modified, notice periods, interview standards and deadlines are not established. The underlying dispute is whether people get meaningful notice and a chance to raise fears of persecution or torture before removal to a new destination.
- The Supreme Court will examine whether the district court could hear the migrants’ challenge at all. A second question concerns what relief that court could provide: a declaration covering a class of people, or setting aside the agency policy under the Administrative Procedure Act. Those questions about judicial power are separate from whether the government’s third-country-removal guidance violates immigration law, constitutional due process or protections against torture. The complete wording of that final question is not established here. Permission to remove someone from the United States does not itself answer whether sending them to a particular country exposes them to a prohibited risk. This case concerns the procedures and legal limits governing a new destination, not simply whether someone already has a removal order.
- The administration’s claimed scale is tens of thousands of noncitizens removed to Mexico and countries in Africa and Latin America. Its rationale is that third-country destinations are needed when people’s home countries refuse to accept them. That claimed total is not independently audited. There is no exact updated count, destination-by-destination breakdown or common counting period established here. The August figures cannot be added to that claim to calculate subsequent removals.
- The alleged harms include assault, detention, disappearance and chain refoulement following removals without meaningful notice. Chain refoulement means an initial receiving country sends someone onward to another country where they face prohibited danger. The allegations include people being returned through that chain to countries from which the United States had already granted them protection. These are allegations, not findings adjudicated by the Supreme Court’s order. The circumstances, identities, destinations, timing and outcomes of each individual case are not established here. The central risk is removal before someone can meaningfully explain why the new destination is unsafe.
- One unnamed challenger fears losing treatment for severe mental illness if sent to another country. That is his stated fear, not a verified finding that a particular receiving country will deny him care. His identity, proposed destination, treatment requirements and eventual outcome are not established. Advance notice matters because it can determine whether a person has an opportunity to raise a danger to their safety or access to necessary treatment before being transported beyond the country’s borders.
- December 2026 is the next identified court event: full oral arguments. An exact hearing day is not established, and neither is a ruling date. The immediate answer is that the February lower-court order no longer blocks the policy while Supreme Court review proceeds. The merits, the individual harm allegations and the unnamed challenger’s outcome remain unresolved. Until the Court resolves the dispute or changes its interim order, removals may proceed while the challenged policy’s legality remains unsettled.
Fontes
36 fontes21 veículos2 textos de agência
scotusblog.com4
- Primeira notícia
- Supreme Court to hear argument on Trump administration’s deportation of immigrants to third-party countries | SCOTUSblog
- Department of Homeland Security v. D.V.D.
- Trump administration again urges justices to allow deportations to third-party countries | SCOTUSblog
- Immigrants ask Supreme Court to leave ruling in place preventing Trump administration from deporting them to third-party countries | SCOTUSblog
CBS Newscbsnews.com1
CNBCcnbc.com1
- Primeira notícia
- Supreme Court lets Trump resume third-country deportations
Georgia Public Broadcastinggpb.org1
HRRChumanrightsresearch.org1Primeiro
iptp-production.s3.amazonaws.com1Site não verificado
LAistlaist.com1
Law Commentarylawcommentary.com1
Los Angeles Timeslatimes.com1
NBC Newsnbcnews.com1
- Primeira notícia
- Supreme Court allows Trump’s ‘third country’ deportation policy
PBS Newspbs.org1
Political.orgpolitical.org1
Roll Callrollcall.com1
- Primeira notícia
- Justices allow third-country deportations as case proceeds
The Capture Cascade Timelinecapturecascade.org1
Mapa de fontes
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