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Justiça · Direitos sobre a voz gerada por IA

Tribunal de Tóquio protege vozes, mas deixa sem decisão a alegação de Tsuda sobre clonagem por IA

O pedido de remoção de Kenjiro Tsuda foi rejeitado porque os vídeos já haviam sido apagados. A decisão de maior consequência reconhece os direitos de publicidade sobre a voz — não comprova uma violação pelas supostas imitações feitas por IA.

Exibido Escrito 6 min de leitura28 fontesHeyDay News Desk · About usWatch report

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Acompanhamento da históriaDia 4

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O pedido de Kenjiro Tsuda para que supostas imitações de sua voz feitas por IA fossem removidas do TikTok foi rejeitado. Ainda assim, o caso trouxe um reconhecimento importante para os artistas: suas vozes, e não apenas seus rostos, podem ser protegidas pelos direitos de imagem e publicidade. A aparente contradição tem uma explicação simples. Os vídeos e a conta já haviam sido removidos, e o Tribunal Distrital de Tóquio não decidiu se aqueles vídeos específicos violaram os direitos de Tsuda. 4 6

A decisão de 30 de setembro de 2026 importa pelo que reconhece, não por uma penalidade que tenha imposto. Ela inclui uma parte comercialmente valiosa da identidade de um artista na esfera de proteção legal. Não se trata de uma ordem judicial para remover conteúdo neste caso, nem de uma conclusão de que toda imitação sintética não autorizada é ilegal. 17

A juíza presidente Aya Takahashi tratou a voz humana como uma expressão da identidade pessoal, comparável à imagem de alguém. O Tokyo Shimbun reproduziu seu raciocínio em japonês; o trecho a seguir é uma tradução da passagem publicada, não uma formulação verificada de forma independente em relação à íntegra da decisão. 4

A voz de uma pessoa, assim como sua imagem, é um símbolo de sua personalidade individual.

Aya Takahashi 4

O The Guardian e reportagens jurídicas japonesas descrevem a decisão como o primeiro reconhecimento judicial expresso do Japão de que as vozes são protegidas pelos direitos de publicidade. Trata-se de um avanço jurídico significativo, mas reconhecer um interesse protegido e comprovar uma violação são questões distintas. Este caso respondeu à primeira e deixou a segunda sem decisão. 1 6

A proteção tem um limite comercial

A condição é específica: o uso não autorizado da voz de um artista pode violar os direitos de publicidade quando é direcionado exclusivamente à exploração do apelo comercial da voz — sua capacidade de atrair clientes e promover vendas. A palavra exclusivamente não é incidental. Uma voz reconhecível e a falta de autorização, por si sós, não demonstram que esse critério foi atendido. 17

Isso deixa importantes limites sem definição. As informações disponíveis não esclarecem como o tribunal trataria paródias, comentários ou outros usos específicos. Tampouco se trata de uma proibição geral de vozes sintéticas ou de inteligência artificial. Sem acesso à íntegra da decisão, seria prematuro transformar um princípio jurídico relatado em uma regra abrangente para todos os tipos de imitação.

Segundo uma reportagem da ORICON de 30 de setembro, o caso de Tsuda envolveu 188 vídeos publicados em uma conta anônima do TikTok entre julho de 2024 e setembro de 2025. Ele alegou que os vídeos usavam uma cópia gerada por IA de uma voz que só poderia ser a dele. Essa é a afirmação de identificação feita por ele, não uma constatação técnica sobre como o áudio foi produzido. Nenhuma fonte verificada identifica quem enviou os vídeos, a ferramenta de IA, o material usado em seu treinamento ou o método de imitação. 1 14

A voz tem valor profissional, além de ser reconhecível. Tsuda interpreta Kento Nanami em Jujutsu Kaisen e Hyakunosuke Ogata em Golden Kamuy; seus trabalhos também incluem Yu-Gi-Oh!. A AFP descreve seu barítono como “aveludado”. Para um artista cujo timbre é parte do trabalho que atrai o público, uma imitação pode se apropriar de algo mais significativo do que a familiaridade. 16 20 24

A equipe jurídica de Tsuda descreveu o conteúdo da conta como “sórdido”, segundo o The Guardian. Essa descrição é dos advogados: não é uma constatação judicial de obscenidade criminosa. Da mesma forma, a suposta imitação não deve ser considerada tecnicamente comprovada apenas porque o tribunal reconheceu que as vozes podem receber proteção. 1

A remoção alcançou o objetivo prático

O operador da conta apagou os vídeos depois que o processo foi ajuizado, e a remoção incluiu a própria conta. Como o material contestado já não estava disponível, o tribunal rejeitou o pedido contra a empresa que opera o TikTok para que o apagasse. A rejeição, portanto, não significa que o tribunal tenha negado a proteção das vozes. 6

O advogado de Tsuda, identificado em uma reportagem do Bengoshi.com como 平野敬, disse, em tradução: “Todos os vídeos foram apagados junto com a conta, então nosso objetivo original foi plenamente alcançado.” As reportagens disponíveis não confirmam uma grafia em inglês do nome dele nem um plano de recurso. Também não apontam pedido ou concessão de indenização, nem uma liminar preventiva separada. 6

Essa distinção fica obscurecida pela manchete do The Guardian de 30 de setembro, que afirma que a voz copiada “violou os direitos dele”. A reportagem do ITmedia publicada naquele dia afirma explicitamente que o tribunal não decidiu se aqueles vídeos constituíam uma violação. A cobertura japonesa detalhada sustenta uma conclusão mais restrita: a proteção da voz foi reconhecida, mas a responsabilidade pelos vídeos removidos não foi julgada. 1 17

A escala relatada explica por que a questão comercial importa. Segundo o The Guardian, a conta anônima chegou a ter mais de 200,000 inscritos. Esse é um número histórico de público, não o total atual de uma conta em funcionamento, e não foi corroborado de forma independente nas verificações adicionais. 1

O valor dos ganhos também precisa ser corrigido. A reportagem inicial do The Guardian informou “¥500,000 to ¥75,000” por mês. Já uma reportagem da ORICON de 30 de setembro informa 月50万~75万円: ¥500,000–¥750,000. A reportagem do Yomiuri de 23 de maio de 2026 informa o mesmo intervalo. O valor máximo incorreto é dez vezes menor; simplesmente inverter o intervalo decrescente em inglês produziria uma estimativa diferente e ainda incorreta. 1 14 15

Esses ganhos continuam sendo alegados, não auditados. O Yomiuri afirmou que a estimativa se baseava em informações publicadas pelo responsável pelos vídeos em outro site. Nem essa reportagem nem a descrição da ORICON comprovam pagamentos ou uma constatação judicial de renda mensal. Multiplicar a estimativa pelo período de publicação não comprovaria a receita total. 14 15

A reportagem anterior do Yomiuri descreveu pelo menos 188 vídeos publicados de julho de 2024 até o ajuizamento do processo; a reportagem da ORICON de 30 de setembro especifica o período entre julho de 2024 e setembro de 2025. A reportagem mais recente fornece o intervalo de publicação mais específico. Nenhuma das versões estabelece a data exata do ajuizamento. 14 15

O Japan Actors Union apoiou a iniciativa de Tsuda e agradeceu sua coragem, reconhecendo ao mesmo tempo o desgaste emocional do processo. Em seu comunicado institucional, a organização afirmou que analisaria a decisão formal e depois comentaria o caso em seu site. Nenhuma data de publicação foi anunciada, e o material disponível não confirma um plano de recurso nem um número de processo. 23 18

O resultado concreto é significativo, mas limitado: o objetivo de Tsuda de remover o conteúdo foi alcançado, e as vozes foram reconhecidas como passíveis de proteção pelos direitos de publicidade. Somente esse reconhecimento não permite determinar se outro uso contestado atende ao critério de exploração comercial exclusiva.

Fontes desta reportagem

Entre as fontes consultadas estão The Guardian 1, The Japan Times 2, Nippon.com 3, Tokyo Shimbun 4, Nikkei Asia 5 e reportagens do Bengoshi.com reproduzidas pelo NTT Docomo 6.

A cobertura adicional inclui Anime News Network 7, Sanyo Shimbun 8, Voice Over Herald 9, Inven Global 10, reportagens do Bengoshi.com reproduzidas pelo Livedoor News 11, FandomWire 12 e WPNews 13.

A cobertura japonesa também inclui reportagens da ORICON via Web To-o 14, Yomiuri Shimbun 15, Nikkei 16, ITmedia NEWS 17, Sponichi 18, Jiji Press 19 e Fukushima Minyu 21.

Outras fontes consultadas são The Straits Times 20, reportagens da TV Asahi reproduzidas pelo NTT Docomo 22, Nikkan Sports 23, AFP 24, TheJapanTimes.jp 25, 4Gamers 26, Mainichi Shimbun 27 e reportagens da ORICON reproduzidas pelo NTT Docomo 28.

Conforme exibido 11 linhas
  1. A Tokyo court has recognized a performer’s voice as protected by publicity rights.
  2. That gives performers a legal basis to protect a sound that attracts audiences and generates income. But actor Kenjiro Tsuda’s case produced neither a finding that the disputed videos infringed his rights nor a court-ordered takedown.
  3. What does that protection cover when the disputed videos disappeared before the court ruled?
  4. A voice can carry personal identity just as a likeness does. Presiding Judge Aya Takahashi recognized that connection in the Tokyo District Court’s September 30, 2026 decision. The protection extends beyond what a performer looks like to the sound that can draw customers and promote sales. But the commercial condition is crucial: unauthorized use can infringe publicity rights when it is exclusively directed toward exploiting the voice’s customer-attracting power. Recognition of a protected voice is not the same thing as proving an unlawful use.
  5. That exclusive-purpose requirement leaves real boundaries unresolved. The decision is not a blanket prohibition on every unauthorized imitation, every synthetic voice, or every use of artificial intelligence. It does not settle how the rule applies to parody, commentary, or other particular uses. The complete judgment is unavailable for independent examination, limiting what can be established about the full reasoning.
  6. Tsuda’s voice is part of the work audiences know him for. He plays Kento Nanami in Jujutsu Kaisen and Hyakunosuke Ogata in Golden Kamuy, and his credits include Yu-Gi-Oh! His distinctive baritone helps explain the commercial stake: an imitation can attach a recognizable performer’s sound to content he never authorized. The material at issue has not been established by the court as criminally obscene.
  7. Tsuda’s complaint concerned 188 videos on an anonymous TikTok account. The alleged imitation was an AI-generated voice that could only be his, but that identification remains an allegation, not a technical finding. No verified account identifies the uploader, the AI tool, the training material, or the method used to produce the audio. The posting window was July 2024 through September 2025. An earlier description counted at least 188 videos from July 2024 until filing. Neither establishes the exact lawsuit filing date; the upload period must not be mistaken for it.
  8. The court left infringement by these particular videos undecided. A claim that the copied voice was judicially found to violate Tsuda’s rights goes beyond the established outcome. The account operator deleted the videos after the lawsuit was filed, and the account itself was removed too. That left nothing for the requested deletion order to remove. The court dismissed the demand against TikTok’s operating company because the material was already gone—not because it rejected protection for voices. The removal achieved the lawsuit’s original practical objective. No damages demand or award, or separate prospective injunction, has been established.
  9. The account’s historical audience estimate exceeds 200,000 subscribers. That figure has not been independently corroborated, and it is not the audience of an account still operating after deletion. Audience size helps explain the alleged commercial stakes, but it does not prove liability.
  10. The upper monthly earnings estimate is 750,000 yen, not 75,000 yen. The correct range is 500,000 to 750,000 yen a month. In the Japanese notation, fifty units of ten thousand means 500,000, and seventy-five means 750,000. The mistaken upper figure was ten times too small; reversing the descending range would not fix it. These earnings remain an allegation. The estimate was based on information the uploader published on another website, not independently verified payments, audited financial records, or a judicial income finding. Multiplying it across the posting period would not establish proven total revenue.
  11. The Japan Actors Union supports Tsuda’s action and thanks him for his courage. Its organizational statement also acknowledges the emotional strain of the proceedings. The decision has been described as Japan’s first express judicial recognition of voice publicity-rights protection. That recognition supplies a legal basis, but whether another disputed use satisfies the exclusive-commercial-exploitation test still requires a separate determination. This case did not make that determination for the removed videos. No appeal plan or case number has been established. The union intends to review the full formal judgment and comment afterward, but no publication date has been announced.

Fontes

28 fontes25 veículos2 textos de agência

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