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Negócios · Crise de cruzeiro residencialCobertura em andamento · reportagem 3 de 3

Moradores do Villa Vie enfrentam contas de hotel enquanto o dinheiro da aposentadoria fica em suspenso

O transporte até o porto chegou a alguns moradores deslocados do Odyssey, mas um casal diz que as despesas do hotel continuam sob sua responsabilidade. Outros enfrentam incertezas sobre a recuperação do dinheiro comprometido com uma aposentadoria no mar.

Exibido Escrito 7 min de leitura124 fontesHeyDay News Desk · About usWatch report

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Cobertura completa
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  1. Atualização 1Residentes do Odyssey são obrigados a deixar suas casas flutuantes no Camboja
  2. Atualização 2Villa Vie planeja recorrer ao Chapter 11 — mas pode restabelecer as casas dos moradores no mar?
  3. Atualização 3Moradores do Villa Vie enfrentam contas de hotel enquanto o dinheiro da aposentadoria fica em suspensoVocê está aqui

O que mudou desde nossa última reportagem

33 horas depois

Agora

O transporte até o porto chegou a alguns moradores deslocados do Odyssey, mas um casal diz que as despesas do hotel continuam sob sua responsabilidade. Outros enfrentam incertezas sobre a recuperação do dinheiro comprometido com uma aposentadoria no mar.

Durante dois anos, moradores do Villa Vie Odyssey construíram uma vida em torno de uma cabine no mar. Agora, a questão imediata é quem paga por um quarto em terra. Lanette Canen e Johan Bodin dizem que a empresa ajudou a descarregar suas malas e ofereceu transporte até o porto depois de suspender as operações no Camboja — mas não ajudou a pagar as contas do hotel. Essa distinção é a medida mais clara até agora de como a paralisação está afetando o bolso dos moradores. 2

Em nossa reportagem de 29 de outubro, descrevemos a suspensão das operações da Villa Vie Residences em 27 de outubro, o deslocamento repentino dos moradores e a intenção da administração de recorrer ao Chapter 11. A hospedagem temporária continuava sem solução. Os relatos mais recentes começam a mostrar que tipo de assistência de fato chegou, ao mesmo tempo que revelam o dinheiro comprometido por pessoas que sequer haviam embarcado. Eles não confirmam um pedido de falência, financiamento para resgate ou retomada das operações.

O Odyssey continua sendo reportado em Sihanoukville, onde os moradores estão procurando hotéis e organizando viagens. O esforço de reestruturação proposto pela operadora, sediada na Flórida, com duração de 60 dias, não garante um resultado — e não é uma promessa de apoio aos passageiros durante 60 dias. 2 38

Transporte até o porto não é hospedagem

A experiência de Canen e Bodin fica aquém das declarações anteriores da administração, segundo as quais a hospedagem e o transporte local seriam cobertos, mas as viagens internacionais não. O relato deles confirma alguma ajuda prática, não um programa abrangente de hospedagem. Não está claro se a assistência variou entre os moradores ou se os pagamentos prometidos ainda não haviam chegado até eles.

O casal diz que outro morador ofereceu ajuda com os custos de hospedagem e estava tentando organizar um voo fretado para São Francisco. Trata-se de ajuda de outros passageiros ainda em andamento, não de uma evacuação concluída nem de um voo pago pela empresa. Canen e Bodin planejam ficar cerca de uma semana em um hotel de Sihanoukville, depois passar um tempo em Phnom Penh e viajar pelo Vietnã, Bali e Tailândia, na esperança de que o custo de vida mais baixo os sustente enquanto definem um plano de longo prazo. 2

Ambos têm 56 anos, venderam uma empresa para financiar uma cabine de $100,000 e pagavam $3,500 por mês de manutenção. Canen administrava do navio uma empresa de substituição de para-brisas; juntos, documentaram sua experiência como Living Life on a Cruise. Esperavam passar 15 anos a bordo e disseram à BBC que não esperavam receber o dinheiro de volta. Agora decidiram deixar o empreendimento mesmo que as viagens sejam retomadas: um aumento planejado na taxa de manutenção teria tornado a permanência inviável para eles. 2 5

Nossa reação imediata foi um profundo sentimento de tristeza por ter de deixar a casa e a comunidade que construímos ao longo dos últimos dois anos.

Lanette Canen 2

Parte dessa comunidade está resistindo em terra. Canen diz que os moradores estão se instalando juntos e mantendo as amizades. Mas a amizade não substitui a segurança habitacional. Sharon Lane, ex-moradora que saiu no ano passado por motivos de saúde, diz que ainda é proprietária de uma cabine porque seu contrato a impede de alugá-la; ela duvida que seja possível vendê-la agora. Amigos que tiveram apenas algumas horas para sair estão tentando resolver transporte, vistos e um lugar para morar. Lane precisou de semanas para organizar sua própria saída. 2

Dinheiro da aposentadoria, antes mesmo do primeiro embarque

Rina Cavazza, moradora de Brisbane, disse à ABC Australia que pagou $170,000 e ainda tinha 18 meses de viagem pela frente. Ela está hospedada em um hotel local e organizando seu retorno a Brisbane. O fato de ela estar em um hotel não confirma que a Villa Vie pagou pela hospedagem. Ela descreveu uma última oportunidade para recolher seus pertences, mas seu relato não confirma que havia um prazo para acesso aplicável a todos. 3

A exposição financeira de Lisa McKay começou antes mesmo de sua viagem. A ex-professora de Brisbane diz que transferiu $63,500 de sua aposentadoria por transferência bancária direta e que deveria embarcar em Kuala Lumpur em 15 de novembro. Essa data ainda está no futuro; o dinheiro já saiu de sua poupança para a aposentadoria. 3

Antes de pagar, McKay questionou uma agente de reservas sobre comentários negativos na internet. Em mensagens vistas pela ABC, a agente disse que não trabalharia para a empresa se achasse que ela estivesse em dificuldades e que outro navio seria providenciado se o Odyssey não pudesse mais operar. Nenhum navio substituto foi confirmado. McKay teme que suas chances de recuperar o dinheiro sejam muito pequenas. 3

A ABC não identificou explicitamente as moedas dos pagamentos de $63,500 de McKay ou de $170,000 de Cavazza. A crença de McKay de que o seguro-viagem não cobrirá sua perda tampouco estabelece uma regra para outros passageiros — nem uma decisão de cobertura sob sua própria apólice. 3

Pressão sobre o combustível e pedidos repetidos de dinheiro

A Villa Vie atribui a suspensão a aumentos extraordinários nos preços dos combustíveis e a prejuízos operacionais. A estimativa mensal para combustível subiu de cerca de US$1,800 por cabine para US$6,000–US$8,000 em algumas partes da Ásia, aumento que a empresa relaciona à guerra no Irã. São estimativas de custos da administração, não contas auditadas nem novas cobranças emitidas a cada morador. Segundo a empresa, reduzir a velocidade do itinerário e permanecer mais tempo no porto não havia fechado a diferença. 3 2

A escassez operacional era grave: a operadora disse que desligou um gerador, um sistema de refrigeração e a iluminação não essencial durante uma situação crítica de falta de combustível. Isso sustenta a existência de escassez de combustível e de sistemas reduzidos, não a afirmação de que todos os tanques estavam vazios ou de que o navio inteiro ficou sem energia. 12

Os moradores descrevem uma dificuldade financeira mais prolongada. O CruiseNews.io noticiou um pedido de abril por US$3 milhões em empréstimos emergenciais dos moradores, com juros anuais de 12%–24% e pagamento do principal após 12 meses, seguido por outro pedido de US$360,000 para combustível. Esses são valores solicitados, não valores comprovadamente arrecadados. Cavazza diz que os pedidos começaram já em fevereiro e que alguns moradores forneceram centenas de milhares de dólares adicionais; os comprovantes e as condições não foram verificados. 112 3

Lynn Montoya, que viajava com o marido, Paul, disse ao The Independent que os pedidos de dinheiro para combustível e outras despesas chegavam a cada duas a quatro semanas. Ela atribui a situação tanto à má gestão quanto aos problemas de financiamento. Também alega que tripulantes que trabalhavam a bordo não haviam sido pagos. Não há registros de folha de pagamento que estabeleçam quantos foram afetados, quanto lhes era devido ou se os atrasados foram pagos desde então, e não foi confirmada nenhuma resposta específica da empresa que esclareça sua alegação. 2

O CEO Mikael Petterson reconheceu que tomou empréstimos e adiou pagamentos, e disse que um pedido de proteção pelo Chapter 11 era provável. Uma intenção declarada não é uma petição: nenhum tribunal, número de processo, data de protocolo ou entidade devedora exata foi confirmado. Os salários da tripulação, a hospedagem e os planos de repatriação continuam sem solução. 8

O número mais recente e específico é de 203 passageiros, em sua maioria americanos, e 156 tripulantes, informado pelo The Independent em 30 de outubro. Esse número substitui a estimativa aproximada de 300–400 passageiros publicada pela CBS News em sua reportagem de 29 de outubro. Nenhum dos números informa quantas pessoas continuam no Camboja agora; a capacidade do navio, de 650 passageiros, não corresponde à ocupação. 2 8

A cronologia dos avisos continua sem conciliação. O relato do The Independent, de 30 de outubro, descreve um aviso enviado na segunda-feira às 6h, exigindo a saída até as 14h — 26 de outubro naquela semana. A reportagem da ABC Australia, de 30 de outubro, situa na terça-feira, 27 de outubro, a instrução para fazer as malas. A reportagem do PBS NewsHour, de 29 de outubro, reproduz o relato de um passageiro que situa a ordem em 28 de outubro. Esses relatos podem descrever avisos ou etapas diferentes da saída, mas nenhuma explicação estabelece um prazo único para todos. 2 3 9

O que os moradores podem recuperar também continua incerto. Um passageiro contesta uma taxa de combustível com base no contrato; outros descrevem empréstimos que esperavam receber de volta com juros. Compras individuais, acordos de aluguel, taxas mensais e promessas de residência não são equivalentes. Sem os contratos e aditivos assinados, ou sem dados financeiros verificados da empresa, não é possível estabelecer um resultado geral para reembolsos ou pagamentos. 22 7

Alguns moradores ainda esperam que uma nova propriedade ou financiamento possa restabelecer a viagem; outros esperam organizar a compra do navio. Nenhuma das opções se concretizou como resgate. Por enquanto, o transporte até o porto chegou a pelo menos alguns moradores, as contas do hotel continuam sob sua responsabilidade segundo o relato de Canen e Bodin, e não foi confirmada nenhuma partida nem retomada da viagem residencial. O prazo da reestruturação corre ao lado de outro mais imediato: o custo diário de viver em terra. 5 17 2

Conforme exibido 33 linhas
  1. Villa Vie provided port shuttles but left one couple to cover their own hotel bills.
  2. On October 29, we reported the suspension and orders for residents to leave their floating homes. Now passengers describe the costs they're carrying ashore, while retirement savings remain exposed. Who's paying for life on land, and what can residents recover?
  3. The Odyssey remains at Sihanoukville, Cambodia, where residents are finding hotels and arranging onward travel. The Florida-based operator, Villa Vie Residences, announced its suspension on October 27. These new accounts describe what followed that shutdown.
  4. Lanette Canen and Johan Bodin say the company helped unload suitcases and provided shuttles to and from the port. But they say it hasn't helped pay for hotels. Earlier, management said lodging and local transport were covered, while international travel was excluded.
  5. The couple's experience leaves a gap between promised support and delivered help. It's unclear whether assistance varied among residents or hadn't yet reached them. Another resident offered lodging help and was trying to arrange a charter flight to San Francisco.
  6. That flight is still being arranged. Canen and Bodin plan about a week in a Sihanoukville hotel, then time in Phnom Penh. After that, they intend to visit Vietnam, Bali and Thailand, seeking a lower-cost way to sustain themselves.
  7. The pair, both 56, sold a business to fund a $100,000 cabin and paid $3,500 in monthly maintenance. They expected 15 years aboard. Now they don't expect to recover their money, and they've decided to move on even if sailing resumes.
  8. A planned maintenance-fee increase would have priced them out. Canen ran a windshield-replacement company from the ship, and they documented their experience as Living Life on a Cruise. She says residents are settling together ashore, keeping friendships from their two years aboard.
  9. Rina Cavazza says she paid $170,000 and still had 18 months left on her voyage. The Brisbane resident is staying in a local hotel and arranging to return home. She described one final opportunity to collect her belongings.
  10. Cavazza said she had no word about what would happen next. Her account of a last day of ship access applies to her circumstances. Other residents are also trying to retrieve possessions while deciding where they can afford to live.
  11. Lisa McKay says she transferred $63,500 from her retirement savings for a voyage she hadn't even begun. The former Brisbane teacher was due to board in Kuala Lumpur on November 15. She fears she'll recover very little.
  12. Before paying by direct bank transfer, McKay questioned a booking agent about negative online comments. The agent reassured her that she wouldn't work for the company if she thought it was in trouble. She also said the company would arrange another ship if Odyssey couldn't operate.
  13. McKay is still waiting for that promised alternative and for clarity about her money. She also believes travel insurance won't cover her loss. Her insurance position depends on her own policy; that belief doesn't describe every passenger's cover.
  14. Former resident Sharon Lane still owns a cabin despite leaving last year for health reasons. She says her contract prevents renting it out, and she doubts she can sell it now. She needed weeks to arrange her own departure; her friends had only hours.
  15. Lane describes friends juggling transport, visas and housing. Another passenger says they sold a home and business in Australia to buy a place aboard. For people who replaced their homes with cabins, leaving the ship creates an immediate housing problem.
  16. The specific passenger count is 203, mostly Americans, although a conflicting estimate put the group at 300 to 400. Those figures describe the affected group. Nobody has said how many passengers remain in Cambodia now.
  17. The ship also carried 156 crew, and its capacity was 650 passengers. Earlier accounts identified 15 passenger nationalities, including Australians. The approximately 200-metre vessel began its voyage in 2024, with a planned three-and-a-half-year itinerary covering 425 destinations across 147 countries.
  18. Residents describe departure notices on October 26, 27 and 28. Some had eight hours or less to pack. Those accounts may reflect different notices or stages of departure, but nobody has explained the mismatch or established one deadline for everyone.
  19. The voyage had lasted about 750 days when it stopped. A 15-year expectation of residence, or an offer lasting the ship's lifetime, extended beyond that first itinerary. Cabin purchases and ongoing fees also varied widely, so one passenger's price doesn't describe everyone's agreement.
  20. Canen and Bodin's $100,000 purchase came with their own $3,500 monthly maintenance bill. Some lifetime offers started around 230,000 US dollars. Other monthly fees were described as $5,000 to $11,000. Each resident's recovery will depend on their agreement and the company's finances.
  21. Captain Emanuele Giudice sent residents ashore during what was described as a critical fuel situation. The operator said it shut down one generator, a chiller and non-essential lighting. Residents were leaving amid fuel shortages and reductions in ship systems.
  22. Villa Vie says extraordinary fuel costs and operating losses made its business model unsustainable. It linked the increase to the Iran war. Slowing the itinerary and spending longer in port hadn't closed the shortfall, and management said passing the full increase to residents wasn't realistic.
  23. The company puts its earlier monthly fuel allocation at about 1,800 US dollars per cabin. In parts of Asia, it estimates 6,000 to 8,000 US dollars. These estimates describe the operator's costs, rather than a new bill issued to every resident.
  24. Fuel pressure reaches beyond this ship. Carnival said higher fuel prices added about 150 million US dollars to its 2026 outlook. Royal Caribbean said second-quarter fuel costs rose 27 percent from a year earlier. Odyssey residents, meanwhile, describe repeated attempts to raise money from them.
  25. Villa Vie reportedly sought $3 million in emergency resident loans in April, offering annual interest of 12 to 24 percent. Principal was due after 12 months. A later fuel appeal sought another $360,000. How much those requests raised is unclear.
  26. Cavazza says fuel-money requests began as far back as February and returned before Cambodia. She says some residents supplied hundreds of thousands of dollars extra. An earlier September appeal sought $1 million. The requests themselves don't tell us how much cash actually arrived.
  27. Some residents describe fuel loans they expected to recover with interest. Another disputes a surcharge, saying their contract guaranteed the price. Those claims depend on individual agreements and amendments, which also determine what repayment or refund rights passengers can pursue.
  28. Lynn Montoya, traveling with her husband Paul, says requests for fuel and other money came every two to four weeks. They included money to leave Cambodia. She blames mismanagement as well as funding problems, challenging the idea that higher fuel costs explain everything.
  29. Montoya also alleges crew working aboard hadn't been paid. The number affected and the amounts owed are unclear, and the company hasn't publicly resolved her allegation. The 156 crew aboard face unanswered questions about employment, accommodation and getting home.
  30. Chief executive Mikael Petterson has described borrowing money and stretching payments, and said a Chapter 11 bankruptcy filing was likely. No filing has been confirmed. The company proposed a 60-day effort to restructure its finances and bring in new capital.
  31. That period doesn't guarantee a restart or 60 days of passenger support. Holly Hennessy remains in Cambodia, hoping new financing or ownership can restore the voyage. Some residents hope to organize a purchase of the ship. A rescue deal still hasn't been announced.
  32. There's no confirmed departure or residential-voyage restart. A possible October 31 movement was tentative. Residents still need to know what support will be paid for, how long it will last, and whether they can recover money committed to their cabins.
  33. Some practical help has reached residents: suitcase unloading and port shuttles. But Canen and Bodin say their hotels remain unpaid by Villa Vie, and Cavazza is arranging her return to Brisbane. McKay's November 15 boarding date is still ahead, while $63,500 has already left her retirement account.

Fontes

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