Reportagem
Ela matou um marido, depois uma esposa. Agora, 36 anos à prisão perpétua.
Yolanda Marodi pegou 36 anos à prisão perpétua por esfaquear 23 vezes a capitã do Cal Fire Becky Marodi — 25 anos depois de matar o marido da mesma forma.
Traduzido do original em inglês.
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Por mais de 30 anos, Rebecca “Becky” Marodi correu em direção ao fogo como profissão. Na noite em que morreu, uma câmera de segurança a filmou correndo pelo próprio pátio, implorando à esposa pela vida. 1 6 14 A mulher que empunhava a faca já havia matado um cônjuge, cumprido pena de prisão por isso, obtido liberdade condicional — e depois se casado de novo. 6 10
Em 2 de setembro de 2026, esse histórico alcançou Yolanda Olejniczak Marodi em um tribunal do condado de San Diego. 2 3 A juíza Selena Epley condenou a mulher de 54 anos a 36 anos à prisão perpétua em uma prisão estadual pelo homicídio doloso em segundo grau de Becky Marodi, 49 anos, capitã do Cal Fire. 2 6 7 A sentença encerrou um acordo de confissão firmado em 4 de agosto de 2026, cerca de um mês antes da data marcada para o início do julgamento, no qual Marodi admitiu o assassinato, admitiu ter usado uma faca, admitiu uma condenação anterior computada como “strike” e renunciou ao direito de recorrer da pena. 10 11 13
Fatos principais
Uma capitã morta em casa
Becky Marodi era capitã no quartel de bombeiros de French Valley, no condado de Riverside, com mais de três décadas no Cal Fire. 6 7 Ela foi morta na noite de 17 de fevereiro de 2025, na casa do casal na Rancho Villa Road, em Ramona, na região rural do condado de San Diego. 2 3 Ela foi esfaqueada 23 vezes no pescoço, no peito e no abdômen. 3 9 Sua mãe, Lorena Marodi, que morava na mesma propriedade, a encontrou naquela noite e ligou para o 911. 1 Becky morreu no local. 1 3 O casal estava casado havia cerca de dois anos, em um relacionamento descrito como próximo do fim. 1
Dois homicídios, um histórico
- Out. 20001018
Mata a facadas o marido de quem estava separada, James Olejniczak, 27 anos, no condado de San Bernardino.
- 2003610
Declara-se culpada de homicídio culposo voluntário.
- 2013610
Obtém liberdade condicional após cerca de uma década atrás das grades.
- 17 fev. 202523
Mata a esposa, Rebecca Marodi, na casa da Rancho Villa Road, em Ramona.
- 22 mar. 2025510
É presa em Mexicali, no México, e entregue ao U.S. Marshals.
- 4 ago. 20261011
Declara-se culpada de homicídio doloso em segundo grau e admite o uso da faca e o “strike” anterior.
- 2 set. 202623
É condenada a 36 anos à prisão perpétua pela juíza Selena Epley.
A testemunha mais forte da acusação foi uma câmera. Por volta das 20h de 17 de fevereiro, a câmera Ring da casa registrou Becky sendo perseguida pelo pátio, gritando: “Yolanda! Por favor… eu não quero morrer!” 14 1 A declaração juramentada que descreve o vídeo afirma que Yolanda respondeu: “Você deveria ter pensado nisso antes.” 14 Marodi foi descrita segurando uma faca, com sangue nos braços, enquanto Becky aparecia com sangue nas costas. 1 14 A mesma câmera registrou depois Marodi colocando animais de estimação e bagagens em seu Chevy Equinox. 1
O que se seguiu foi fuga, não socorro. Na mesma noite, Marodi atravessou para o México, travessia registrada pelo Departamento de Segurança Interna pouco depois das 21h15. 5 12 Ela foi presa em Mexicali em 22 de março de 2025, cerca de cinco semanas depois, e entregue ao U.S. Marshals. 5 10 A promotoria mais tarde intitularia o caso sem rodeios: a esposa de Ramona que matou uma capitã dos bombeiros e fugiu para o México. 5 8
É o passado que transforma este caso de um assassinato doméstico em uma acusação ao sistema. Em outubro de 2000, Yolanda Marodi matou a facadas o então marido, de quem estava separada, James Olejniczak, no condado de San Bernardino. 10 18 Ela se declarou culpada de homicídio culposo voluntário em 2003 e obteve liberdade condicional em 2013, após cerca de uma década atrás das grades. 6 10 Essa condenação foi tratada como “strike” no caso de 2025, e por isso uma confissão de homicídio doloso em segundo grau ainda pôde garantir uma pena perpétua em vez de uma pena de anos determinados. 10 11 O método foi o mesmo — uma faca, dentro de casa, contra um cônjuge — com 25 anos de intervalo. 10 18
Este foi um assassinato brutal de uma capitã dos bombeiros respeitada e dedicada, que dedicou toda a sua carreira a servir sua comunidade.
No tribunal, em 2 de setembro, o luto disse o que a lei não consegue dizer. Lorena Marodi afirmou ao tribunal que perder sua única filha trouxe um luto que “se espalha por todas as partes da sua vida”, disse que ter sido mãe de Becky foi “o privilégio de uma vida”, afirmou que havia “se mantido forte para obter justiça” e pediu que Marodi “fique atrás das grades pelo resto da vida”. 2 16 A juíza Epley chamou Becky de “uma heroína em nossa comunidade”. 3 4 A promotora distrital Summer Stephan acrescentou que o caso mostrou que “ninguém está imune à violência doméstica”. 5 8
O número precisa de tradução. Na Califórnia, “36 anos à prisão perpétua” é uma pena perpétua indeterminada, não uma data de soltura. 2 9 Trinta e seis anos é o mínimo antes que Marodi possa sequer ser considerada para liberdade condicional, e o Conselho de Audiências de Liberdade Condicional ainda teria de considerá-la apta. 2 9 Ela teria cerca de 90 anos até lá. 1 Ela pode morrer na prisão sem jamais ser libertada. 2 9
O que sabemos
- Yolanda Olejniczak Marodi, 54 anos, foi condenada em 2 de setembro de 2026 a 36 anos à prisão perpétua por homicídio doloso em segundo grau. 23
- Um vídeo da Ring registrou Becky implorando: “Eu não quero morrer”, e Marodi respondendo: “Você deveria ter pensado nisso antes”. 141
- Marodi já havia matado o marido em 2000, declarou-se culpada de homicídio culposo voluntário em 2003 e obteve liberdade condicional em 2013. 610
O que não sabemos
- Nenhum motivo apresentado em audiência pública explica por que um casamento de dois anos se tornou letal naquela noite.
- Nenhum registro público mostra que supervisão, acompanhamento psicológico ou avaliação de risco se seguiram à liberdade condicional de 2013.
Próximos passos
- Se o Conselho de Audiências de Liberdade Condicional, daqui a décadas, considerará 36 anos suficientes, caso Marodi viva até lá.
- Se a Califórnia vai rever como uma assassina de cônjuge em liberdade condicional voltou a um relacionamento íntimo sem nenhuma intervenção.
Conforme exibido 12 linhas
- A Cal Fire captain was stabbed 23 times — her wife now gets 36 years to life.
- Thirty years of firefighting service ended on a Ramona driveway in February 2025. The woman responsible had already served prison time for killing another spouse.
- The question this case leaves: how a woman paroled in 2013 for stabbing her husband to death got a second chance she used the same way.
- Rebecca “Becky” Marodi, 49, was a Cal Fire captain at the French Valley station in Riverside County. On the night of February 17th, 2025, at the couple’s home on Rancho Villa Road, she was stabbed 23 times in the neck, chest, and abdomen. Her mother, Lorena, who lived on the same property, found her and called 911. Becky died at the scene.
- The home’s security camera recorded the attack. Around eight p.m., it captured Becky being chased across the patio, screaming that she didn’t want to die. The woman who later faced 36 years to life answered, “You should have thought of that before,” and was described as holding a knife with blood on her arms. The recording also shows the killer loading pets and luggage into a Chevy Equinox afterward.
- That same night she crossed into Mexico — the Department of Homeland Security logged the crossing shortly after 9:15 p.m. She was arrested in Mexicali more than five weeks later, on March 22nd, 2025, and turned over to U.S. Marshals.
- The record runs in two chapters. In October 2000, she stabbed her estranged husband to death. She pleaded guilty to voluntary manslaughter in 2003 and was paroled in 2013 — roughly ten years served. That prior conviction was treated as a strike in this case, and it’s why the plea locked in a life term. In August of this year, a month before trial was set to begin, she pleaded guilty to second-degree murder, admitted using a knife, and waived her right to appeal the term. Thirty-four days later, the judge imposed the sentence.
- The method was the same — a knife, in a domestic setting, on a spouse. Two spouses, twenty-five years apart, and the second time the woman had already been through the system once.
- Now the number itself. In California, “36 years to life” is an indeterminate life sentence — the 36 years is the minimum before she can even be considered for parole. It is not automatic release. The Board of Parole Hearings would decide later whether she is suitable, and she would be about 90 years old by then. She could die in prison without ever being released.
- In court, the victim’s mother spoke. Lorena Marodi said the grief of losing her only child “ripples into every part of her life,” called it the privilege of a lifetime to have been Becky’s parent, and asked that the woman who killed her daughter be kept behind bars for the rest of her life.
- The district attorney added that no one is immune to domestic violence. Judge Selena Epley called Becky a hero in her community.
- So what does accountability mean here? The sentence is real — at least 36 years. But the question the family lives with is why the system that convicted her once, imprisoned her, and paroled her in 2013 could not stop a second killing. What the record now shows is 23 stab wounds, a guilty plea, and a term that could be life. What it does not show is how a woman who had already killed one spouse found her way back into a marriage — and into a position to do it again.
Fontes
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Fontes citadas
- San Diego woman sentenced to at least 36 years in prison for killing her Cal Fire captain wife
- She stabbed to death her fire captain partner, receives 36 years to life - Los Angeles Times
- Woman who killed her wife, a Cal Fire captain, in Ramona sentenced to 36 years-to-life – NBC 7 San Diego
- Wife of slain fire Capt. Rebecca Marodi sentenced to 36 years to life
- Ramona Wife Who Killed Fire Captain and Fled to Mexico Sentenced to Prison
- California woman who served a decade in prison for killing a partner will now serve 36 more for murdering her wife
- Yolanda Olejniczak Marodi, who killed her wife, Cal Fire Capt. Rebecca Marodi, is sentenced to 36 years to life - ABC7 Los Angeles
- Ramona Wife Who Killed Fire Captain and Fled to Mexico Sentenced to Prison - DA NewsCenter
- Yolanda Marodi sentencing for killing Cal Fire Captain wife Rebecca “Becky” Marodi
- She stabbed her husband to death, then, decades later, killed her wife the same way - Los Angeles Times
- Fire captain's wife pleads guilty to second-degree murder
- Rebecca Marodi: California fire captain is allegedly killed by wife who fled to Mexico | CNN
- Cal Fire Captain Rebecca Marodi’s wife pleads guilty to murder – NBC 7 San Diego
- ‘don’t want to die’ — Ring camera recorded killing of Cal Fire captain in Ramona – NBC 7 San Diego
- Woman Who Killed Husband Decades Ago Is Sentenced for Killing Wife - The New York Times
- Woman sentenced for slaying Cal Fire captain wife in Ramona
- Woman Who Killed Husband 2 Decades Ago Admits to Murdering Wife - The New York Times
- Calif. Woman Convicted in 2003 for Husband’s Stabbing Death Sentenced for Killing New Wife
- Southern California woman who fatally stabbed her fire captain wife is sentenced to 36 years to life
- Calif. woman convicted of killing husband in 2000 fatally stabbed second spouse last year, fled to Mexico
- Yolanda Marodi Sentenced for Killing Rebecca Marodi
- US woman who killed husband two decades ago admits murder of firefighter wife | California | The Guardian
Tradução atualizada em 24 de setembro de 2026 às 08:11 GMT-5
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