Justiça · Execução fracassadaCobertura em andamento · reportagem 6 de 6

Duas doses, dor constante: Christa Pike fala após execução fracassada no Tennessee

Em sua primeira declaração pública desde que sobreviveu a duas doses de pentobarbital, Pike descreve dor contínua. Seus advogados pedem prisão perpétua; o governador Bill Lee espera que a sentença de morte seja mantida.

Exibido Escrito 5 min de leitura2 fontesHeyDay News Desk · About usWatch report

Seguir por RSS

Vídeo no idioma original

Transcrição · CARREGANDO

Traduzido do original em inglês.

Cobertura em andamentoDia 37

6 reportagens248 veículos608 fontes123 vídeos

Cobertura completa
17 dias sem novidades
  1. Atualização 1Execução de Christa Pike é suspensa; Tennessee pede à Suprema Corte que revogue a medida
  2. Atualização 2Duas doses, uma execução frustrada: Tennessee suspende execuções após Pike sobreviver
  3. Atualização 3Quem revisa uma execução fracassada quando o revisor escreveu as regras?
  4. Atualização 4Christa Pike está acordada. O Tennessee poderia tentar executá-la novamente?
  5. Atualização 5Após a execução malsucedida de Christa Pike, seu pedido de resgate foi tratado como alarme falso
  6. Atualização 6Duas doses, dor constante: Christa Pike fala após execução fracassada no TennesseeVocê está aqui

O que mudou desde nossa última reportagem

17 dias depois

Antes

Após a execução malsucedida de Christa Pike, seu pedido de resgate foi tratado como alarme falso

O que dissemos que seguia em aberto

  1. Se Pike acorda, quais lesões tem e se algum profissional de saúde do estado confirmará seu estado.

    Ainda em aberto

    Nossa reportagem de 8 de outubro estabeleceu que Pike havia despertado. Sua nova declaração descreve dor contínua e dificuldade para falar, mas não há uma nova avaliação clínica independente nem confirmação de um profissional de saúde do estado. 1 2

  2. O que causou o fracasso e se o medicamento chegou à corrente sanguínea dela.

    Ainda em aberto

    A causa do fracasso continua sem explicação, inclusive se o pentobarbital chegou à corrente sanguínea dela como previsto.

  3. Quando Stanton apresentará suas conclusões e se elas serão públicas.

    Ainda em aberto

    As novas informações não estabelecem uma data para a apresentação das conclusões de Stanton nem um compromisso de publicá-las integralmente.

  4. A renúncia de Strada entra em vigor no fim de outubro, e um comissário interino será nomeado.

    Ainda em aberto

    As novas informações não confirmam a transição de liderança prevista nem identificam um comissário interino.

  5. Se Lee responderá ao pedido de comutação antes do fim de seu mandato, em meados de janeiro.

    Ainda em aberto

    Lee declarou esperar que a sentença seja mantida, mas não anunciou uma decisão final sobre o pedido de comutação. 1

  6. Se a alegação de deficiência intelectual de Sutton será analisada em uma audiência.

    Ainda em aberto

    Não há novas informações que estabeleçam se a alegação de deficiência intelectual de Sutton será analisada em uma audiência.

Agora

Em sua primeira declaração pública desde que sobreviveu a duas doses de pentobarbital, Pike descreve dor contínua. Seus advogados pedem prisão perpétua; o governador Bill Lee espera que a sentença de morte seja mantida.

Duas doses de pentobarbital não mataram Christa Pike. Um mês depois de o Tennessee tentar executá-la, ela diz que não houve um momento sem dor. Seus advogados querem que sua sentença de morte seja comutada para prisão perpétua. O governador Bill Lee sinalizou que espera que a sentença seja mantida. 1

Isso deixa Pike se recuperando de uma tentativa de execução sem garantia de que não enfrentará outra. Sua primeira declaração pública, divulgada por meio de seus advogados na sexta-feira, 30 de outubro, apresenta seu próprio relato dessa recuperação. Ela não vem acompanhada de um prognóstico médico, de uma explicação para o fracasso da execução ou de uma decisão final sobre seu pedido de prisão perpétua.

Pike, 50, ditou a declaração na enfermaria do Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, para onde voltou depois de ser hospitalizada. Ela disse que entrou na câmara de execução preparada para morrer em paz, sem nunca ter imaginado uma vida além da data de sua execução. Em vez disso, acordou sozinha e confusa em uma cama de hospital. 1

Desde aquela noite, não houve um momento em que eu não estivesse com dor.

Christa Pike 1

“Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar”, disse. “E a dor não é só física. Há dor na minha mente e na minha alma.” Essas são descrições dos sintomas de Pike, não uma avaliação clínica independente da extensão ou permanência de suas lesões. 1

Seus advogados haviam descrito anteriormente pneumonia, inchaço significativo nos braços e incapacidade de engolir após a tentativa de 30 de setembro. A declaração de sexta-feira acrescenta a dificuldade contínua para falar e a avaliação dela de que está ficando mais forte. “Mas se recuperar não é o mesmo que estar bem”, disse. A declaração não estabelece se as complicações anteriores foram resolvidas nem se ela recuperou plenamente o uso dos braços. 2

O que mudou desde nossas reportagens

Em 8 de outubro, o HeyDay News noticiou que Pike havia despertado e começado a falar seis dias após a tentativa de execução, embora continuasse gravemente doente e incapaz de mover qualquer um dos braços. Também noticiamos a ordem de 7 de outubro da chanceler do condado de Davidson, I’Ashea Myles, exigindo que autoridades do Tennessee preservassem as provas da tentativa. Portanto, o fato de ela ter despertado não é a novidade. A novidade é sua capacidade de descrever o que aconteceu em seguida, em uma declaração pública própria.

Em 13 de outubro, noticiamos cerca de meia hora de confusão sobre se um pedido de ambulância era legítimo. Uma pessoa que ligou descreveu uma prisioneira inconsciente, respirando lenta e dificilmente após a administração dos medicamentos para execução. Posteriormente, os serviços de emergência foram informados de que o relato era falso e de que não era necessária ajuda médica. Essa sequência levanta uma questão separada sobre a resposta à emergência; por si só, não explica por que as injeções letais fracassaram.

Está confirmado que Pike voltou à prisão, mas a data exata em que deixou o hospital permanece incerta. A reportagem da BBC News de 30 de outubro situa sua alta no fim de setembro, data que não foi conciliada com a cronologia da recuperação no início de outubro que noticiamos anteriormente. Ela não deve ser tratada como definitiva. Os novos relatos apresentam a declaração dela e descrições anteriores de seus advogados, não uma nova avaliação médica independente. 1 2

Pike agradeceu aos profissionais de saúde que salvaram sua vida e às pessoas que lhe demonstraram gentileza. Sua gratidão não resolve as dúvidas sobre como a ajuda de emergência chegou até ela, assim como sua descrição de melhora não estabelece de que tratamento ou reabilitação ela ainda possa precisar. 1

Sentença inalterada, explicação ausente

Lee disse a repórteres nesta semana: “Suspeito que a sentença dela continuará a mesma de antes, a menos que os tribunais decidam de outra forma.” Suas palavras expressam uma expectativa, não uma decisão judicial. Também não equivalem a uma rejeição final anunciada do pedido de comutação apresentado pelos advogados. Nenhuma redução da sentença nem data para uma nova tentativa de execução foi anunciada. 1

O governador pediu uma investigação e adiou a outra injeção letal prevista para este ano no Tennessee. Essas medidas reconhecem que a execução fracassada precisa ser examinada. Nenhuma delas altera a sentença de Pike. As informações disponíveis não apresentam conclusões definitivas, explicação sobre se o medicamento chegou à corrente sanguínea dela como previsto nem prazo para a divulgação pública das conclusões da investigação. 1

Há duas decisões aqui que não devem ser confundidas: determinar o que o Tennessee fez de errado, se fez algo, e decidir se Pike deve continuar condenada à morte. Uma investigação não é um ato de clemência. A expectativa de que uma sentença será mantida não explica como uma execução deixou uma prisioneira gravemente doente, mas viva.

O crime pelo qual Pike foi condenada continua sendo essencial para este relato. Em 1995, ela e seu então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram, torturaram e mataram Colleen Slemmer, de 19 anos, que conheceram em um acampamento de treinamento profissional para jovens de baixa renda. O assassinato incluiu uma facada. Pike tinha 18 anos. Shipp era legalmente menor de idade e foi poupado da pena de morte; continua preso. Pike passou cerca de 30 anos na prisão. 1 2

Em sua declaração, Pike acusou de incompetência os responsáveis pela tentativa de execução, mas também reconheceu a família de Slemmer. “Continuo pensando na família da minha vítima e na terrível dor e perda que ela sofreu”, disse. A acusação de incompetência é dela; as novas informações não estabelecem uma causa específica para o fracasso. A morte de Slemmer e a perda de sua família não são apagadas pelo que aconteceu na câmara de execução. 1

Pike diz que não sabe por que sobreviveu nem o que acontecerá a seguir. Por enquanto, o estado a deixou com a mesma sentença de morte enquanto investiga a tentativa de executá-la. Sua tarefa imediata, disse ela, é mais limitada: “Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez.” 1

Conforme exibido 15 linhas
  1. Christa Pike describes constant pain after surviving two lethal injections. Her lawyers want her death sentence reduced to life imprisonment, while Tennessee's governor expects it to stay in place. Whether she will recover under that same death sentence is still unresolved.
  2. On October 8, we reported that Pike had awakened and begun speaking six days after the attempt. She was still seriously ill and unable to move either arm. Now, in her first public statement, she describes continuing pain and difficulty speaking.
  3. Pike, who's 50, survived two doses of pentobarbital, the execution drug, on September 30. The injections left her critically ill. She was taken to hospital and later returned to prison. Her attorneys released her statement on Friday, October 30, a month after the execution attempt.
  4. Pike dictated the statement from the infirmary at the Debra K. Johnson Rehabilitation Center. She said she entered the execution chamber prepared to die in peace, then woke alone and confused in a hospital bed.
  5. She said she'd never contemplated a life beyond her execution date. Now she describes pain in her arms, hands and throat, along with emotional suffering. Her lawyers had earlier described pneumonia, substantial swelling in her arms and an inability to swallow.
  6. Pike said, “There hasn’t been a moment since that night when I haven’t been in pain.” She also described pain beyond her physical injuries, saying, “There is pain in my mind and in my soul.”
  7. Pike says she's recovering and getting stronger. But she adds, “But healing is not the same as being okay.” She thanked the medical workers who saved her life and the people who showed her kindness. The struggle she describes follows unanswered questions about how emergency help reached her.
  8. On October 13, we reported roughly half an hour of confusion over whether an ambulance request was genuine. A caller described an unconscious prisoner breathing slowly and with difficulty. Dispatch was subsequently told the report was false and medical help wasn't needed.
  9. A judge had already ordered Tennessee officials to preserve evidence from the execution attempt. Davidson County Chancellor I’Ashea Myles issued that order on October 7. The emergency-call sequence adds to the demand for an explanation, but the cause of the failed execution still hasn't been explained.
  10. Governor Bill Lee expects Pike's death sentence to continue. This week, he said, “I suspect her sentence will be the same as before unless determined otherwise by the courts.” Her attorneys are asking him to commute it to life imprisonment.
  11. Lee has called for an investigation into the failed execution. He's also postponed Tennessee's other lethal injection scheduled for this year. Pike's death sentence remains in place, and Lee hasn't announced a final decision on her lawyers' request. There's no announced date for another execution attempt.
  12. Pike has returned to prison, although the exact date she left hospital is unclear. Her statement gives her own account of recovery. Lee hasn't said when investigative findings will be released or whether the full findings will be made public.
  13. Colleen Slemmer was 19 when Pike and her then-boyfriend, Tadaryl Shipp, beat, tortured and killed her in 1995. The killing included a stabbing. They'd met at a job-training camp for low-income young people. Pike was 18. She's now spent about 30 years in prison.
  14. Shipp was legally a juvenile when they killed Slemmer, so he was spared the death penalty. He remains imprisoned. Pike blamed incompetence for the execution attempt and said she continues to think about her victim's family and their pain and loss.
  15. Pike says she doesn't know why she survived or what comes next. Her request for life imprisonment remains unresolved while the state investigates the attempt to execute her. She described her immediate task this way: “For now, I am trying to heal, one day at a time.”

Fontes

2 fontes2 veículos

Mapa de fontes

Confira as evidências por trás desta reportagem. O mapa mostra suas conexões; os links abaixo abrem as fontes citadas neste artigo.

O mapa de fontes carrega enquanto você lê.

Explore o mapa completo da redação ↗

Tradução atualizada em

Histórico de revisões

  1. r1Publicado pela primeira vez.