Política · Responsabilização nos cuidados com animais de estimação
A Lei Dunkin promete responsabilização nos cuidados com animais de estimação. Os detalhes que podem ser exigidos por lei ainda importam.
A recuperação dos restos de 117 cães e a morte do cão de uma família ajudaram a impulsionar uma proposta federal de responsabilização. As medidas prometidas ainda não são lei.
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Traduzido do original em inglês.
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117 cães: esse é o número de animais cujos restos intactos os investigadores recuperaram em locais de sepultamento no Miranda’s Rescue, no norte da Califórnia, além de restos esqueléticos adicionais. Exames preliminares encontraram indícios de ferimentos por arma de fogo em alguns — mas não em todos — dos restos. A descoberta é um dos dois casos que estão por trás da Lei Dunkin, uma proposta destinada a oferecer aos tutores de animais de estimação um caminho mais sólido para obter indenização quando os animais são feridos ou mortos sob cuidados profissionais. 1
O outro caso envolve o cão de uma família: Dunkin, um bernese mountain dog de dois anos que morreu depois que seus tutores o deixaram em uma empresa de treinamento em Los Angeles. O republicano James Gallagher citou os dois casos ao anunciar a medida. A promessa é de responsabilização, respaldada por consequências financeiras. Mas essa promessa ainda não é uma nova proteção exigível por lei, e nenhuma das duas investigações tem um desfecho final anunciado nas reportagens disponíveis para este artigo. 1 14 15
A primeira distinção fundamental para os tutores é a seguinte: trata-se de uma mudança federal proposta, não de uma proteção já em vigor na Califórnia. O projeto público de Gallagher na Câmara alteraria a Lei de Bem-Estar Animal. Ele ainda exibe um número provisório e um campo de encaminhamento a comissões em branco, deixando sem resposta questões importantes sobre sua situação legislativa formal. 2
O que a proposta mudaria, de fato
A NBC News descreve a Lei Dunkin como uma medida que permitiria a tutores cujos animais de estimação sejam feridos ou mortos em hospedagens e instalações semelhantes mover uma ação civil contra esses estabelecimentos por danos e outras despesas decorrentes. A reportagem também diz que a proposta reconheceria os animais de estimação como «seres sencientes». Gallagher também quer uma responsabilização mais rigorosa por eutanásias ilegais em organizações de resgate e abrigos. Essas são descrições de proteções propostas, não direitos que os tutores possam presumir que já entraram em vigor. 1
Há um erro relevante na reportagem da NBC de 27 de outubro: ela chama a medida de ampliação da «Lei de Bem-Estar Animal do estado». O projeto divulgado por Gallagher, por sua vez, identifica o 119º Congresso, segunda sessão, e a Câmara dos Representantes. A cobertura da KRCR também descreve uma proposta federal. O documento primário estabelece o âmbito federal; chamar a medida simplesmente de projeto de lei da Califórnia obscurece onde ela teria de avançar. 1 2 6
Gallagher apresentou a medida como introduzida. Mas o campo provisório «H. R. ll» no projeto disponível e o encaminhamento em branco não estabelecem, por si só, um número de projeto atribuído, uma data formal de apresentação ou uma ação de comissão. As reportagens disponíveis não estabelecem nenhuma audiência ou votação com data definida. Um anúncio e um registro de tramitação legislativa são coisas diferentes. 1 2
O valor prático da medida também depende de termos que ainda não foram verificados. O trecho primário disponível não estabelece a definição completa das instalações abrangidas, os prejuízos que um tutor poderia recuperar, qualquer limite em dólares ou as condições que ele teria de comprovar. Seria precipitado prometer que todos os adestradores, hospedagens para cães, organizações de resgate ou abrigos estariam sujeitos às mesmas obrigações — ou que o reconhecimento da senciência necessariamente levaria à concessão de indenizações por sofrimento emocional. 2
É aí que a proposta demonstrará sua força — ou deixará de demonstrá-la. Reconhecer os interesses de um animal é uma declaração de princípio. Uma medida efetiva precisa responder com clareza a perguntas mais corriqueiras: quem pode processar, contra quem, por qual conduta e por quais prejuízos?
É preciso haver mais proteções e mecanismos efetivos quando algo assim acontece.
Gallagher apresentou esse argumento à NBC News em 27 de outubro. Seu objetivo declarado não é apenas oferecer indenização após uma morte, mas impor consequências suficientemente fortes para desestimular maus-tratos antes que ocorram. Isso explica o propósito legislativo dele. Não comprova irregularidades em nenhuma das instalações citadas no anúncio. 1
A morte que deu nome ao projeto de lei
Dunkin pertencia ao DJ do Loud Luxury, Andrew Fedyk, e à criadora de conteúdo de moda Madeleine White Fedyk, conhecida profissionalmente como Madeline White. O casal de Studio City deixou Dunkin e seu outro cão, Poutine, na Smart Dogs Training, em Los Angeles, enquanto viajava para a Europa. Fedyk disse à NBC que encontrou a empresa online, viu muitas avaliações positivas e achou que um treinamento básico com coleira faria bem aos cães, que já consideravam bem-comportados. A empresa pertence ao adestrador Jeff Todd, que também a administra. 1 4 14
Horas depois de o casal chegar à Europa, contou Fedyk, Todd ligou para dizer que Dunkin havia morrido. Segundo o relato de Fedyk, Todd disse que os cães estavam brincando ao ar livre durante uma onda de calor e que Dunkin havia apresentado sinais de exaustão pelo calor antes de morrer durante o transporte para outra hospedagem para cães. Fedyk também alegou que Todd não levou Dunkin a um veterinário. Poutine sobreviveu e voltou para o casal. 1
Os tutores acusam Todd de negligência. O relato deles não é uma reconstituição oficial das últimas horas de Dunkin, e não foi anunciada uma causa da morte estabelecida por avaliação médica. Todd se recusou a comentar o caso quando a NBC entrou em contato em agosto e não respondeu a um novo pedido em 27 de outubro. O silêncio dele não é uma confissão. 1 14
O Los Angeles Animal Services informou em agosto que estava investigando a morte de Dunkin. A polícia reteve registros recentes da chamada para o 911 e do boletim policial relacionados ao endereço de Todd, alegando que a investigação estava em andamento. Nenhuma das agências forneceu imediatamente uma nova atualização à NBC em 27 de outubro. As reportagens não estabelecem uma conclusão final de negligência, acusação, condenação ou absolvição. 1
Gallagher disse que as conversas com os Fedyk ajudaram a motivá-lo a agir, embora eles não sejam seus eleitores. Eles expressaram frustração por sentirem que não tinham a quem recorrer. Essa é a experiência deles e a explicação dele para patrocinar a proposta — não uma prova de que a legislação atual não oferece solução a nenhum tutor de animal de estimação. 1
A investigação sobre o resgate continua sem conclusão
No Miranda’s Rescue, em Fortuna, no condado de Humboldt, investigadores do xerife descobriram os locais de sepultamento em junho. A recuperação de restos intactos de 117 cães é uma constatação sobre o que os investigadores recuperaram. Não é uma conclusão de que os 117 foram baleados, de que todos morreram nas mesmas circunstâncias ou de que todas as mortes envolveram eutanásia ilegal. Essas distinções importam, mesmo diante da dimensão chocante da descoberta. 1
A investigação prosseguiu durante o verão. Em 29 de julho, Petaluma anunciou que havia fornecido registros antigos de serviços para animais para apoiar a investigação em andamento. Em 28 de setembro, o The Press Democrat informou que a investigação estava quase concluída e que a dona do resgate, Shannon Miranda, disse que a instalação havia voltado a receber cães. A retomada do recebimento de animais não equivaleu a uma liberação oficial. 16 15
As reportagens disponíveis não estabelecem um relatório final de investigação, decisão de apresentar acusações, condenação, decisão de não acusar ou absolvição nesse caso. A proposta de Gallagher não pode fornecer essas respostas, assim como não pode definir a responsabilidade pela morte de Dunkin. A legislação e a investigação têm funções diferentes. 15
O que sabemos
- O projeto público propõe alterar a Lei federal de Bem-Estar Animal, mas traz um número provisório e o campo de encaminhamento a comissões em branco. 2
O que não sabemos
- Os termos operacionais completos que definem as instalações abrangidas, os prejuízos passíveis de indenização e as condições para uma ação bem-sucedida ainda não foram verificados.
Próximos passos
- Fique atento a um projeto de lei federal identificável e a registros de tramitação, a uma redação clara sobre as medidas cabíveis e aos desfechos oficiais das duas investigações.
As famílias abrem mão do controle cotidiano quando deixam um animal aos cuidados de outra pessoa. Depois de um ferimento ou de uma morte, elas também podem depender desse mesmo prestador para saber o que aconteceu. Uma lei de responsabilização efetiva precisa enfrentar esse desequilíbrio com algo mais duradouro do que uma declaração. A Lei Dunkin oferece um caminho proposto para obter indenização; sua transformação em uma proteção utilizável dependerá das regras que o Congresso analisar e, por fim, aprovar.
Conforme exibido 21 linhas
- Investigators recovered the intact remains of 117 dogs from burial sites at an animal rescue.
- That discovery and a family dog’s death helped drive Dunkin’s Law, a federal proposal to strengthen accountability in animal care. Owners could gain a new way to seek compensation when their pets are harmed or killed. What would turn that promise into an enforceable protection?
- Dunkin died after his owners left him at a Los Angeles training business. Farther north, investigators excavated burial sites at Miranda’s Rescue in Fortuna, Humboldt County. Republican James Gallagher cited both cases in announcing the proposal.
- Dunkin’s Law would amend the federal Animal Welfare Act. Gallagher has presented the measure as introduced, but the public House draft still has a placeholder bill number and a blank committee referral. Owners can’t assume its promised protections have taken effect.
- The draft identifies the 119th Congress, second session, and the House of Representatives. Its stated purpose is protecting companion animals held or cared for at certain facilities. The proposal’s reach depends on how those facilities and their obligations are defined.
- Owners whose pets are harmed or killed at boarding and similar facilities could bring a civil action seeking damages and other lost expenses. The proposal also calls for recognizing pets as sentient beings. Gallagher wants stronger accountability for unlawful euthanasia at rescues and shelters.
- A family would still need to know whether a facility is covered and what losses the law allows them to recover. Those details will determine how much help the proposed remedy offers after an animal’s injury or death.
- Gallagher said conversations with Dunkin’s owners helped spur him to act, even though they aren’t his constituents. They told him they felt they had no recourse. He wants the consequences of mistreatment to discourage it before another animal dies.
- Gallagher said there need to be greater protections and teeth when something like this happens. He wants facilities to live up to their promises, with consequences strong enough to change how they care for animals.
- Dunkin was a two-year-old Bernese mountain dog. His owners are Loud Luxury DJ Andrew Fedyk and fashion creator Madeleine White Fedyk, professionally known as Madeline White. The Studio City couple booked care for Dunkin and their other dog, Poutine, while traveling to Europe.
- Fedyk said they found Smart Dogs Training online and saw many positive reviews. The Los Angeles business is owned and operated by trainer Jeff Todd. The couple thought basic leash training could help dogs they already considered well behaved.
- Hours after they arrived in Europe, Fedyk said, Todd called to say Dunkin had died. Fedyk alleged Todd told him the dogs had played outside during a heat wave. He said Todd described Dunkin showing signs of heat exhaustion before dying during transport to another boarding facility.
- Fedyk alleged Todd didn’t take Dunkin to a veterinarian. Poutine survived and returned to the couple. The owners accuse Todd of negligence. Dunkin’s final medical cause of death hasn’t been announced.
- The couple shared their account with a combined following of almost 2.5 million. Fedyk said other people then contacted them with stories of similar experiences. Todd declined to comment on Dunkin’s case in August and didn’t respond to a further request on October 27.
- Los Angeles Animal Services said in August it was investigating Dunkin’s death. Police withheld recent 911-call and police-report records relating to Todd’s address, citing an open investigation. The agencies gave no immediate further comment on October 27.
- Investigators also spent months examining Miranda’s Rescue, owned by Shannon Miranda. Court-record allegations surfaced in May that dogs had been shot and buried. Sheriff’s investigators uncovered burial sites in June during an animal-cruelty and fraud investigation.
- Investigators recovered intact remains of 117 dogs, along with additional skeletal remains. Preliminary examinations found evidence of gunshot wounds in some remains. Those findings don’t show how every dog died or whether every death involved unlawful euthanasia.
- State and federal investigators helped the Humboldt County Sheriff’s Office with the excavations, documented on June 25. Petaluma announced on July 29 that it had supplied former animal-services records to support the active investigation.
- On September 27, Friends of Oakland Animal Services said it had supplied records and evidence and wasn’t pursuing its own civil lawsuit against Miranda. The investigation was described as nearly complete the next day, when Miranda said the rescue had resumed taking in dogs.
- Resuming intakes didn’t amount to official clearance. Both cases still await announced final outcomes. Gallagher’s proposal would create a route toward greater accountability, while investigators must determine what happened to the animals.
- For owners, an enforceable new remedy still depends on federal legislative action and clear rules about who can sue and recover what. No hearing or vote date has been announced, and Dunkin’s Law’s promised protections haven’t become law.
Fontes
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