Conflitos · Escalada entre a Arábia Saudita e os houthisCobertura em andamento · reportagem 3 de 3
Ataques sauditas atingem depósitos de petróleo no Iêmen enquanto ataques a aeroporto põem civis em risco
Moradores foram orientados a deixar um local de combustível em Sana’a antes dos ataques sauditas relatados, enquanto o aeroporto de Riade continua supostamente fechado. Os danos aos depósitos e o número de mortos em cada ataque ainda não foram esclarecidos.
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Cobertura completaO que mudou desde nossa última reportagem
20 dias depois
Antes
Tanque em Chamas Perto do Aeroporto de Riad Testa ContençãoO que dissemos que seguia em aberto
Sem causa confirmada para o incêndio no depósito, sem atribuição confirmada aos houthis e sem contagem verificada de mísseis, voos, danos ou vítimas.
Ainda em abertoAs reportagens de outubro não fornecem confirmação forense da causa ou da atribuição do incêndio no depósito em setembro, nem um relato verificado dos mísseis, das interrupções de voos, dos danos e das vítimas daquela barragem de ataques anterior.
Sem causa confirmada para o incêndio no tanque, sem confirmação de um ataque bem-sucedido a Yanbu em 19 de setembro e sem contagem diária verificada de surtidas.
Ainda em abertoA causa do incêndio no tanque em setembro, um ataque bem-sucedido a Yanbu em 19 de setembro e uma contagem diária verificada de surtidas continuam sem comprovação.
Se Riade identificará uma causa e atribuirá o incêndio, e se os ataques à capital e às instalações de energia continuarão.
Ainda em abertoSe a decisão dos EUA penderá para ataques que derrubariam o cessar-fogo de 2025 ou para o bloqueio e a pressão de sanções.
Ainda em abertoEstas reportagens não estabelecem um novo resultado da ação militar dos EUA, uma mudança em direção ao bloqueio e à pressão de sanções ou uma alteração no cessar-fogo de 2025 discutido anteriormente.
Agora
Moradores foram orientados a deixar um local de combustível em Sana’a antes dos ataques sauditas relatados, enquanto o aeroporto de Riade continua supostamente fechado. Os danos aos depósitos e o número de mortos em cada ataque ainda não foram esclarecidos.
O que avançou
- Foi noticiado um ataque mortal dos houthis ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade.
- Um ataque posterior ao aeroporto matou um cidadão paquistanês e feriu 11 pessoas, segundo um comunicado saudita divulgado.
- Foram relatados ataques sauditas contra instalações de combustível perto de Sana’a e no porto de Ras Isa.
Passageiros e funcionários do aeroporto em Riade enfrentam um fechamento que, segundo relatos, deve durar pelo menos até 17 de outubro. Do outro lado da fronteira, no Iêmen, moradores perto de um depósito de combustível foram orientados a sair antes dos ataques. A troca de ataques entre a Arábia Saudita e os houthis está atingindo cada vez mais a infraestrutura usada por civis para viajar e trabalhar — e os alertas não comprovam que todos conseguiram escapar do perigo. 1 6 27
A Arábia Saudita atacou o depósito de petróleo da Estação Central de Sabaha, nos arredores de Sana’a, e depósitos de petróleo houthis no porto de Ras Isa, em Hodeida, na terça-feira, 13 de outubro de 2026, segundo o Guardian. Os ataques ocorreram após ataques houthis mortais ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade. Os horários exatos dos ataques, os danos verificados nos depósitos e o número de vítimas em qualquer um dos dois locais de combustível ainda não foram estabelecidos. 1
A corroboração adicional mais sólida diz respeito a Sana’a. A Associated Press noticiou novos ataques com base em relatos de moradores e da emissora Al Masirah, controlada pelos houthis. A Al Jazeera descreveu explosões pouco depois da ordem de evacuação da coalizão. Isso sustenta uma sequência de alerta seguido por ataques, não uma avaliação detalhada do que cada arma atingiu. 2 3
Os ataques mais recentes ao aeroporto e aos depósitos
- 10 de outubro de 20261
Foi noticiado um ataque mortal dos houthis ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade.
- 11 de outubro de 202626
Um ataque posterior ao aeroporto matou um cidadão paquistanês e feriu 11 pessoas, segundo um comunicado saudita divulgado.
- 13 de outubro de 202612
Foram relatados ataques sauditas contra instalações de combustível perto de Sana’a e no porto de Ras Isa.
O que os ataques aos depósitos realmente comprovam
O alvo em Sana’a aparece com vários nomes, entre eles Estação Central de Sabaha e Estação Central de Al-Sabaha. As reportagens o situam em Al-Sabaha, a oeste da capital, e o identificam como uma instalação de combustível de uma empresa estatal de petróleo. As diferentes grafias não comprovam a existência de vários alvos distintos. 1 9 10
A Yemeni Oil Company afirmou que as instalações de armazenamento do depósito estavam vazias, informou o Guardian. Isso é importante: atingir um local de armazenamento vazio não pode ser automaticamente descrito como destruição de estoques de combustível. A declaração não comprova que todo o complexo estivesse vazio de pessoas, que seus equipamentos não tenham sido danificados ou que não houvesse combustível armazenado em outro lugar. 1
A coalizão liderada pela Arábia Saudita pediu que civis perto da instalação evacuassem e publicou um mapa que a identificava. O porta-voz da coalizão, general Turki al-Maliki, alertou sobre “operações” sem especificar o tipo; outro relato do alerta descreveu a evacuação como sendo “para sua própria segurança”. A declaração completa e ininterrupta não está disponível. 6 19 20
Posteriormente, foi descrita fumaça sobre a estação. A fumaça, por si só, não mostra quantos tanques foram danificados, quanto combustível foi perdido ou se alguém foi ferido. Da mesma forma, a ordem de evacuação não prova que todos puderam sair nem que todos saíram. Nenhuma avaliação verificada das vítimas no depósito comprova mortes de civis — ou a ausência delas. 10
No caso de Ras Isa, o Guardian descreveu dez ondas de ataques. Essa continua sendo uma descrição divulgada, não uma contagem comprovada de forma independente. Ela não informa o número de aeronaves ou armas, quantos tanques foram destruídos nem sequer como foi definida uma “onda”. 1
Número de vítimas no aeroporto sem contagem conciliada
O relato do Guardian de 13 de outubro atribui 13 mortes e 300 feridos ao ataque de sábado, 10 de outubro, ao aeroporto. O título de uma matéria da Associated Press, por sua vez, informa 12 mortes, mas o relato acessível não apresenta os detalhes subjacentes sobre as vítimas nem a atribuição. A discrepância continua sem solução; nenhum dos números é aqui um balanço final verificado de forma independente. 1 24
O Epoch Times informou em 13 de outubro que ataques a aeroportos durante o fim de semana mataram pelo menos 13 pessoas e feriram pelo menos 309. Esse período mais amplo não constitui uma correção estabelecida do balanço de sábado. Em separado, uma reportagem da Al Jazeera de 12 de outubro descreveu o ataque de domingo como responsável pela morte de um cidadão paquistanês e por ferimentos em 11 pessoas, citando um comunicado saudita. Não é responsável somar essas vítimas a números que talvez já as incluam. 25 26
O relato da Amwaj de 13 de outubro descreveu quatro ataques ao aeroporto em cinco dias e pelo menos 18 mortes no contexto mais amplo dos ataques, sem discriminar essas mortes por ataque ou local. Falta um registro de vítimas que separe os incidentes e explique eventuais revisões. Períodos diferentes de cobertura não são totais intercambiáveis. 27
Há relatos de que o aeroporto ficará fechado pelo menos até sábado, 17 de outubro. A Amwaj corrobora essa data, e o Epoch Times informa um fechamento prolongado, mas o comunicado original da aviação saudita e seus termos completos não estão disponíveis. 17 de outubro é o limite mínimo informado para o fechamento, não uma data garantida de reabertura. Os voos cancelados, os passageiros retidos, os custos de reparo e os danos a sistemas específicos do aeroporto não foram quantificados nas evidências disponíveis. 1 25 27
Alertas ampliam o círculo de perigo
Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, alertou funcionários e civis perto de instalações petrolíferas sauditas para que evacuassem, chamando as instalações de “alvos legítimos”. O New Arab cita três locais ameaçados: instalações da Aramco em Dhahran, instalações da Aramco em Riade e o Aeroporto Internacional King Khalid. 3 21
A Nukta descreve uma ameaça condicional contra o aeroporto de Riade e uma refinaria da Aramco caso a coalizão atacasse Sana’a, além de um alerta mais amplo sobre aeroportos, que orientava passageiros a não viajar e excluía Meca e Medina. Essa exceção diz respeito à ameaça contra o aeroporto; não foi estabelecida uma isenção equivalente para instalações petrolíferas. 11
O momento exato do alerta não está definido. A Al Jazeera o situa na terça-feira, 13 de outubro, enquanto o relato do New Arab, datado de 13 de outubro, o chama de alerta de quarta-feira. Essa inconsistência não comprova a existência de dois alertas distintos. Tampouco foi verificado um ataque concluído contra os três locais sauditas citados que corresponda a essa ameaça específica. Alegações recentes dos houthis sobre lançamentos e alegações da coalizão sobre interceptações não têm a cronologia necessária para esclarecer a questão. 3 21 28
A escalada também se estende à guerra terrestre no Iêmen. O Guardian informa que forças houthis se aproximaram o suficiente de Taiz nesta semana para disparar foguetes contra áreas residenciais, sem apresentar uma posição mapeada, uma contagem verificada de foguetes ou o balanço de vítimas. O Independent descreve uma rápida ofensiva no litoral do Mar Vermelho e uma alegação de controle sobre Bab el-Mandeb. A extensão exata não foi estabelecida; isso não prova que os houthis controlem todas as rotas de navegação nem que tenham imposto um novo bloqueio. 1 14
Esta é uma nova rodada de ataques, posterior ao incêndio no depósito de combustível do aeroporto que cobrimos em setembro. Em 20 de setembro, noticiamos um incêndio perto do Aeroporto King Khalid, interrupções nos voos e uma reivindicação de responsabilidade dos houthis, enquanto a causa permanecia sem confirmação. Em 23 de setembro, noticiamos a barragem de ataques de 19 de setembro, um tanque de combustível em chamas e a ausência de relatos de vítimas naquele depósito. A ausência anterior de relatos de vítimas no depósito não descreve os ataques mortais de outubro ao aeroporto.
As novas reportagens estabelecem que os ataques a Riade e a instalações de energia continuaram. Não esclarecem a causa do incêndio de setembro, não comprovam ataques bem-sucedidos a Jeddah ou Yanbu, não estabelecem um resultado da mediação de Omã nem mostram uma mudança na ação militar dos EUA. O próximo marco operacional definido é 17 de outubro: um comunicado de reabertura comprovaria a retomada das operações do aeroporto; a data no calendário, por si só, não. 1 27
Fontes desta reportagem e contexto
The Guardian: ataques estratégicos a depósitos de petróleo 1. Associated Press: ataques em Sana’a relatados por moradores e pela mídia houthi 2. Al Jazeera: ameaças contra a Aramco e o aeroporto 3.
The Straits Times: ataques e alerta de retaliação 4. Al-Monitor: ataque relatado a instalação petrolífera 5. Iran International: ordem de evacuação da coalizão 6.
Gulf Business: evacuação antes de uma operação 7. Iran International: ataque relatado após o alerta 8. Siasat: instalação de Al-Sabaha 9.
The Monexus: ataque relatado a depósito e fumaça 10. Nukta: ameaças condicionais contra o aeroporto e uma refinaria 11. The Japan Times: ataque relatado a instalação petrolífera 12.
DW: escalada entre a Arábia Saudita e os houthis 13. The Independent: contexto da ofensiva no litoral do Mar Vermelho 14. Associated Press: contexto da defesa aérea saudita 15.
The Guardian: explicação dos ataques sauditas ao aeroporto 16. Ahram Online: alerta de evacuação da coalizão 17. Hamerintel: relato de evacuação de instalação petrolífera 18.
Associated Press via Netscape: alerta de al-Maliki 19. Asharq Al-Awsat: alerta da coalizão a civis 20. The New Arab: três locais sauditas ameaçados 21.
The National: resposta saudita aos ataques ao aeroporto 22. The Independent: investigação sobre defesa aérea 23. Associated Press: contagem alternativa de mortes no aeroporto 24.
Conforme exibido 20 linhas
- On September 23 we reported a fuel fire. Now Saudi forces are striking depots.
- An international airport is reportedly closed, and both sides are warning civilians to leave sites threatened with attack. Fuel workers, passengers and nearby residents face the consequences. How far has this latest exchange gone, and what could happen next?
- Saudi Arabia struck fuel facilities near Sana’a and at Ras Isa port on October 13. The Sana’a target was Al-Sabaha Central Station, a state oil-company facility west of the capital. Ras Isa lies on Yemen’s Red Sea coast.
- The strikes followed deadly Houthi attacks on King Khalid International Airport in Riyadh. But the immediate sequence in Sana’a began with an evacuation warning. The Saudi-led coalition told civilians near the oil facility to leave and published a map identifying the site.
- Coalition spokesman General Turki al-Maliki warned of operations without specifying their type. Residents and Houthi-run media then described strikes in Sana’a. Explosions followed shortly after the evacuation order, and smoke was described over the station.
- The Yemeni Oil Company says the depot’s storage facilities were empty. The facility also appears under the name Central Sabaha Station, and the company is sometimes called Yemen Petroleum Company. Those names refer to the same fuel facility west of Sana’a.
- The strikes at Ras Isa reportedly came in ten waves. That count is not yet confirmed. At Sana’a, the oil company says its fuel stores were empty. Nobody has said how much the strikes damaged or whether anyone was harmed at either depot.
- The company’s statement covers its storage facilities. It leaves open whether workers were elsewhere in the complex. Smoke over the station also tells us little about fuel losses or damaged equipment. And an evacuation warning alone can’t tell us whether everyone managed to leave.
- King Khalid airport was attacked on October 10, then again on October 11. Saudi Arabia says the Sunday strike killed one Pakistani national and injured 11 people. The deadly October attacks came weeks after September’s airport fuel-depot fire.
- Saturday’s attack killed a reported 13 people and injured 300, but another death count gives 12. Across the weekend, the reported toll is at least 13 dead and 309 injured. A broader attack sequence carries a reported minimum of 18 deaths.
- The broader sequence includes four reported airport strikes in five days. The 18 deaths haven’t been assigned to individual strikes or locations. These figures overlap, so adding them would risk counting people twice. The weekend figures also can’t be treated as a confirmed revision of Saturday’s toll.
- Houthi military spokesman Yahya Saree told employees and civilians near Saudi oil facilities to evacuate. He called those facilities “a legitimate target.” The threatened locations include Aramco facilities in Dhahran and Riyadh, and King Khalid International Airport.
- The Houthis also threatened Riyadh’s airport and an Aramco refinery if the coalition struck Sana’a. Their wider airport warning told passengers not to travel and excluded Mecca and Medina. That exception was attached to the airport threat.
- The Houthis have threatened further attacks, while fresh launch claims and coalition interception claims continue. Their sequence is unclear. Nobody has confirmed that an attack on the three named Saudi sites carried out this particular warning.
- Saree’s words express a military claim about the targets. Any attack still has to distinguish civilians and civilian infrastructure from military objectives. Warning people to leave doesn’t remove that obligation. Airport workers and passengers remain exposed alongside people living near fuel installations.
- Near Taiz, Houthi forces reportedly moved close enough to fire rockets into residential areas. Along Yemen’s Red Sea coast, a rapid offensive has also been described, including a claim of control over the strategic Bab el-Mandeb Strait.
- The extent of that claimed control is still unclear. The reported pressure around populated areas adds a land-war dimension to the airport attacks and depot strikes.
- On September 20, we reported a fire near the airport, disrupted flights and a Houthi responsibility claim while the cause remained unconfirmed. On September 23, we reported the September 19 barrage, a burning fuel tank and no reported casualties at that depot.
- The October airport attacks and Saudi depot strikes show that the exchange continued. The latest warnings extend the threatened sites further. What happens next depends on whether those threats become attacks or the sides move toward de-escalation.
- King Khalid International Airport is reported closed through at least Saturday, October 17. That keeps a major international airport unavailable for normal operations. October 17 is the minimum reported closure period. A reopening time hasn’t been announced.
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