Mundo · Sanções contra a energia russaCobertura em andamento · reportagem 4 de 4
Trump suspende a maior parte das novas sanções contra a Rússia antes de comprovar o alívio prometido no preço do diesel
Trump suspendeu a maior parte da pressão das sanções iminentes sobre Moscou. As entregas prometidas de diesel e as economias duradouras continuam sem comprovação, enquanto um projeto de lei bipartidário para bloquear o acordo aguarda providências.
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3 dias depois
Antes
Kyiv volta aos cortes programados de energia, mas não à recuperação total, após ataque russoO que dissemos que seguia em aberto
Não foram comprovadas uma entrega concluída, uma economia duradoura para os consumidores, uma suspensão de inteligência implementada ou um cessar-fogo energético recíproco.
Ainda em abertoA entrega concluída e a economia duradoura para os consumidores continuam sem comprovação; tampouco foram estabelecidas uma suspensão geral de inteligência efetivamente implementada e um cessar-fogo energético recíproco em vigor. Reportagens descrevem restrições às comunicações, mas Trump negou ter interrompido o compartilhamento de inteligência, e a Ucrânia disse que os ataques russos continuaram durante sua pausa. 843354847
12 de outubro é o próximo marco datado: verificar se a Europa adota as sanções propostas enquanto Washington cumpre, modifica ou abandona a condição de inteligência que lhe foi atribuída.
Ainda em abertoO prazo de 12 de outubro já havia passado quando nossa reportagem foi ao ar em 15 de outubro; reportagens posteriores da SBS descreveram um anúncio de sanções da UE, mas não confirmam a adoção final da proposta específica que destacamos. O desfecho da condição de inteligência atribuída a Washington continua indefinido, e Trump negou que o compartilhamento de inteligência tivesse sido interrompido. 3648
Agora
Trump suspendeu a maior parte da pressão das sanções iminentes sobre Moscou. As entregas prometidas de diesel e as economias duradouras continuam sem comprovação, enquanto um projeto de lei bipartidário para bloquear o acordo aguarda providências.
O que avançou
- Trump assina a isenção mais ampla das sanções. Gregory W. Meeks apresenta um projeto de lei para bloquear o acordo do diesel.
- Chega a data prevista para o início das sanções, com a maior parte das novas medidas suspensa.
Donald Trump suspendeu a maior parte de um novo pacote de sanções contra a Rússia antes de demonstrar que o diesel russo prometido chegará aos compradores ou reduzirá suas contas. O recuo diante das sanções iminentes é concreto. O benefício no preço dos combustíveis apresentado em sua defesa, não. 4 843
Trump assinou a ordem executiva em 16 de outubro de 2026, dois dias antes da data prevista para o início das medidas. Ela suspende boa parte de uma lei que ele sancionou menos de um mês antes, evitando novas pressões sobre as receitas russas com energia, compradores estrangeiros e outros interesses russos. Parlamentares apresentaram uma proposta bipartidária para bloquear o acordo do diesel, mas o Congresso não aprovou uma reversão. 20 27 835
Em 15 de outubro, noticiamos a autorização temporária do Tesouro para transações qualificadas envolvendo diesel russo, as questões ainda não resolvidas sobre as restrições à importação e a ausência de comprador, contrato ou entrega confirmados. A mudança agora é um alívio mais amplo das sanções e um desafio legislativo concreto — não uma prova de que um acordo de combustível anunciado se tornou uma operação comercial em curso.
Da lei de sanções à suspensão
- 18 de setembro de 2026464627
Trump sanciona a Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã de 2026.
- 9 de outubro de 2026254843
O Tesouro emite a Licença Geral 135; Trump anuncia o acordo do diesel russo.
- 16 de outubro de 2026204844
Trump assina a isenção mais ampla das sanções. Gregory W. Meeks apresenta um projeto de lei para bloquear o acordo do diesel.
- 18 de outubro de 2026274
Chega a data prevista para o início das sanções, com a maior parte das novas medidas suspensa.
Uma pausa, não uma revogação
A distinção importa: a Lei Graham continua em vigor, e outras sanções existentes dos EUA permanecem válidas. O pacote adiado vai além do diesel e abrange o setor energético da Rússia, instituições financeiras, autoridades e oligarcas, além da frota clandestina de petroleiros que sustenta suas exportações. Entre os alvos descritos estão Vladimir Putin e entidades controladas pelo governo russo. Não há uma apuração completa e verificada, disposição por disposição, do que a ordem mantém sujeito à aplicação. 27 28 32 26
O pacote também busca exercer pressão sobre compradores estrangeiros de energia russa, entre eles os grandes compradores China e Índia. Uma cláusula verificada, 22 USC 10813(a), exige que, em até 30 dias a partir de 18 de setembro, sejam elevados os direitos aduaneiros sobre todas as importações de bens para os EUA provenientes dos países abrangidos, até a alíquota de «até 100 por cento ad valorem». Esse é um limite máximo, não uma cobrança fixa obrigatória de 100% — e seu alcance vai além dos combustíveis. Os critérios completos para selecionar os países não foram verificados. 28 828
As reportagens divergem sobre as disposições tarifárias. A transmissão da ABC News de 17 de outubro descreveu uma tarifa de 500% sobre combustível russo importado; naquele dia, a Reuters noticiou tarifas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo e gás russos. A cláusula por país verificada respalda esse limite máximo de alíquota, mas não esclarece se as reportagens descrevem disposições separadas. Não foi confirmada uma cláusula operacional correspondente que imponha uma tarifa de 500% sobre combustíveis. 25 29 828
O Congresso de fato concedeu ao presidente autoridade para conceder isenções. A Seção 10815 permite a isenção de sanções, restrições e tarifas sujeita a condições, incluindo o envio prévio ao Congresso e uma certificação por escrito de interesse nacional. Trump invocou essa justificativa, mas não foram estabelecidas uma explicação pública detalhada nem provas de que todas as condições legais foram cumpridas. A lei exige separadamente uma análise inicial de pessoas e embarcações que possam ser abrangidas em até 30 dias e, depois, a cada 180 dias; essa exigência não é, por si só, uma lista do que Trump isentou. 853 829 30
A BBC informa que as isenções duram «até novo aviso». Um senador republicano não identificado disse à SBS News que Trump queria 60 dias para avaliar os efeitos das tarifas nas economias dos EUA e global, inclusive os que afetam a Índia. Essa é uma explicação de uma avaliação pretendida, não uma data de vencimento verificada. 32 2
Três camadas jurídicas, nenhuma compra concluída
A Licença Geral 135, emitida pelo Tesouro em 9 de outubro, é um instrumento separado. Ela trata da venda, entrega, descarga e importação de diesel de origem russa, autorizando atividades qualificadas sob dois conjuntos de regulamentos de sanções, sujeitas a exceções. Reportagens sobre o comércio indicam que ela vigora até 7 de abril de 2027, mas as exclusões completas e a cláusula de vencimento não foram verificadas de forma independente. Não é uma autorização irrestrita para fazer transações por meio de qualquer banco ou com qualquer entidade russa. 254 306 261
A ampla isenção executiva tampouco resolve a questão separada da lei de importação de 2022. A Lei para Pôr Fim à Importação de Petróleo Russo permanece inalterada. Susan Collins disse que o Congresso não foi consultado previamente sobre o acordo do diesel; Alexander Bolton, do The Hill, argumentou que a falta de consulta violou os requisitos legais para a isenção. Don Bacon também disse que comprar diesel russo violaria a lei dos EUA. São objeções jurídicas importantes, não uma decisão judicial noticiada que esclareça a interação entre a lei, a licença do Tesouro e a isenção posterior. 825 34 17
A autorização legal tampouco pode criar combustível disponível. Trump anunciou o acordo em 9 de outubro e disse que Putin havia concordado em fornecer diesel «imediatamente». No entanto, não foi confirmado nenhum comprador, contrato de compra assinado, remessa concluída ou pagamento. As declarações alternaram entre o mercado americano e global e o mercado mundial, deixando indefinido o destino. 843
As quantidades também não constituem um cronograma confiável de entrega. A CNBC noticiou uma proposta de 4.8 milhões de toneladas métricas, quase 36 milhões de barris. Uma reportagem de 17 de outubro da OilAuthority mencionou 1.8 milhão de toneladas prometidas; Bolton estimou menos de quatro milhões de toneladas. Os números podem se referir a períodos ou componentes diferentes, mas nenhum contrato verificado os concilia. Não é seguro somá-los nem descrevê-los como combustível entregue. 834 840 34
As comparações com o consumo dos EUA variam de cerca de um dia a aproximadamente dez dias ou menos de duas semanas. A conversão para um dia não foi validada de forma independente. A estimativa de autoridades russas de que a entrega levaria duas ou três semanas, divulgada pela Bloomberg, tampouco é um cronograma de chegada confirmado. A autorização para negociar ainda está a várias etapas de resultar em abastecimento utilizável. 34 837 834 27
A justificativa com base nos preços também é prospectiva. A NPR noticiou uma estimativa da Goldman Sachs de um efeito de US$ 1–US$ 2 por barril no preço de atacado. O índice de referência completo, as premissas e a duração não estão claros, e a previsão não corresponde a uma economia medida no preço do diesel no varejo dos EUA. Daniel Fried, ex-coordenador de sanções dos EUA, também questionou se o acordo reduziria os preços, sugerindo que sua utilidade política poderia superar seu resultado econômico. Essa é a interpretação dele, não um motivo comprovado para a decisão de Trump. 51 837 24
Congresso se opõe, mas não reverteu as medidas
Volodymyr Zelenskyy acusou Trump de «recompensar Putin», advertiu que suspender a pressão poderia incentivar a Rússia a continuar a guerra e pediu apoio para restabelecer as medidas. Ele argumenta que a proposta do diesel oferece pouco alívio nos preços ou no abastecimento, ao mesmo tempo que pode financiar a guerra da Rússia e criar um precedente para acordos de gás. Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin, saudou a suspensão como uma oportunidade para o diálogo. Nenhuma das respostas comprova um efeito econômico ou militar já mensurado. 19 28 35 26
Entre os republicanos críticos estão Thom Tillis, Lisa Murkowski, John Cornyn e Collins. O democrata Richard Blumenthal rejeitou a justificativa de segurança nacional. A objeção de fundo atravessa as linhas partidárias: não se deve buscar combustível mais barato colocando dinheiro no bolso de Putin. 53 34 2 16
Em 15 de outubro, cinco republicanos da Câmara — Bacon, Brian Fitzpatrick, Michael McCaul, Dan Newhouse e Joe Wilson — e 17 democratas pediram a Trump que cancelasse o acordo. As assinaturas nessa carta não os tornam patrocinadores do projeto de lei para bloqueá-lo. Fitzpatrick também prometeu tentar uma petição de descarga para forçar uma votação na Câmara, mas não foi confirmada nenhuma petição concluída nem votação de bloqueio agendada. 836 850
Meeks apresentou a Lei para Proibir Acordos Corruptos de Petróleo com a Rússia em 16 de outubro. As disposições anunciadas proibiriam a Corporação Financeira Internacional para o Desenvolvimento dos EUA de investir em energia russa; outras descrições incluem revogar licenças do Tesouro e exigir sanções contra a energia russa. As cláusulas e exceções completas não foram estabelecidas. A apresentação é um passo importante, mas não cancela a licença nem restabelece o pacote suspenso. 844 845
Zelenskyy diz que as negociações com os representantes dos EUA continuam, embora também espere que o alívio das sanções contra a Rússia prossiga. Não surgiu nenhum acordo para restabelecer as medidas. Por enquanto, o governo evitou impor pressão adicional iminente a Moscou sem demonstrar a entrega prometida ou uma economia duradoura para os compradores de combustível. Esse é o desequilíbrio que a política ainda precisa justificar. 15 843
Conforme exibido 30 linhas
- On October 15, we reported temporary permission for Russian diesel. Trump has now suspended most new Russia sanctions. He signed the broader waiver on October 16, two days before the measures were due to start.
- The decision holds back new pressure on Russian energy revenue while the administration promotes Russian diesel as relief from expensive fuel. Lawmakers have introduced a bill to block that arrangement. Will the easing deliver usable fuel and meaningful savings for buyers?
- Trump signed the sanctions law less than a month before putting most of its new measures on hold. Its name is the Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026. Congress enacted it on September 18.
- The law remains enacted, alongside other existing US sanctions. The delayed package reaches Russia's energy sector, financial institutions, officials and oligarchs. Its described targets also include Putin, Russian-government-controlled entities and the shadow fleet of tankers sustaining Russian exports.
- China and India are among the major Russian energy buyers discussed as targets of the package. The intended pressure extends through foreign purchasers, reaching trade that supplies Moscow with revenue while Russia continues its war against Ukraine.
- One provision allows duties of up to 100 percent on all goods imported from covered countries. That ceiling reaches beyond fuel. The wording allows a rate up to 100 percent, rather than requiring a flat 100 percent charge.
- The law requires action within 30 days of September 18. Descriptions identify major Russian oil and gas buyers, sometimes the five largest. The precise country-selection rules aren't clear enough to identify every country that would qualify.
- The tariff descriptions also differ: 500 percent on Russian fuel, versus up to 100 percent on imports from covered countries. A separate 500 percent fuel-duty provision hasn't been confirmed, and it's unclear whether these descriptions concern different provisions.
- Congress gave the president authority to waive sanctions, restrictions and duties, subject to conditions. Those include submitting material to Congress before a waiver, with written certification that it serves the national interest. Trump invoked that national-interest rationale.
- He hasn't publicly explained in detail why withholding these measures serves that interest. The law also requires an initial review of potentially covered people and vessels within 30 days, then every 180 days, followed by sanctions on those who qualify.
- The 2022 Russian-energy import restriction remains unchanged. Treasury's diesel license permits qualifying activity under specified sanctions regulations. Trump's later order withholds much of the new sanctions package. A proposed US import still has to satisfy the restrictions that apply to it.
- The broader waiver reportedly lasts until further notice. A Republican senator says Trump wants 60 days to assess tariffs' effects on the US and global economies, including those affecting India. That explanation supplies no confirmed expiration date for the order.
- Treasury issued General License 135 on October 9. It concerns the sale, delivery, offloading and importation of Russian-origin diesel. Its authorization applies under two sets of sanctions regulations and includes exceptions, limiting which transactions can qualify.
- The license's reported endpoint is April 7, 2027, separate from the broader waiver's open-ended duration. Its conditions still restrict the transactions permitted. The license gives companies a legal opening, while leaving the separate import-law dispute unresolved.
- Susan Collins says Congress wasn't consulted in advance about the diesel arrangement. Critics argue the 2022 import law requires presidential justification and consultation for a waiver. Don Bacon says buying Russian diesel would violate US law. No court ruling has resolved that dispute.
- Trump announced the arrangement on October 9 and said Putin had agreed to supply diesel immediately. Early announced quantities included 300,000 tons immediately and another 300,000 in October, followed by 500,000 in November and a further million afterward.
- Later proposed totals grew, but they still haven't become a confirmed contractual schedule. The differing quantities may cover different periods or parts of the arrangement. They can't safely be added together.
- Proposed totals range from 1.8 million tonnes to 4.8 million metric tons, with the larger figure described as nearly 36 million barrels. Another estimate puts the amount below four million tons. None of those figures represents confirmed deliveries.
- Consumption comparisons conflict too, ranging from about one day's US diesel use to roughly ten days or under two weeks. The one-day conversion hasn't been confirmed. Russia's roughly ten-percent share of global seaborne diesel before the war also says little about available supply now.
- Russian officials estimate delivery could take two or three weeks. Nobody has confirmed a completed shipment or payment. Trump has alternated between the American and global marketplace and the world market, leaving the destination and delivery timetable unclear.
- A buyer and executed purchase contract still haven't been identified. The legal permissions create an opportunity to trade. Whether companies actually use it will determine how much additional fuel reaches buyers and how much revenue Russia receives.
- One forecast puts the possible price effect at one to two dollars per barrel. Its benchmark and duration are unclear. Buyers haven't received a demonstrated US retail diesel-price saving that can be attributed to either the arrangement or the broader waiver.
- Volodymyr Zelenskyy calls the waiver wrong and accuses Trump of rewarding Putin. He argues the diesel proposal would do little for prices or global supply, while potentially funding Russia's war and opening the way to future gas deals.
- He warns that withholding sanctions could encourage Moscow to continue the war and urges support to restore the pressure. He says US negotiations are continuing, although he expects sanctions relief toward Russia to continue. No agreement to restore the measures has emerged.
- Former US sanctions coordinator Daniel Fried also questions whether the arrangement will lower prices. He suggests its political usefulness could exceed its economic result. Kremlin envoy Kirill Dmitriev welcomes the suspension as an opening for dialogue. Those are competing judgments about its consequences.
- Republican critics include Thom Tillis, Lisa Murkowski and John Cornyn, alongside Collins. Democrat Richard Blumenthal rejects the national-security rationale. Republican objections also challenge the fuel-price argument, warning against pursuing cheaper fuel by putting money into Putin's pocket.
- Twenty-two House members urged Trump to cancel the arrangement on October 15. The five Republicans were Don Bacon, Brian Fitzpatrick, Michael McCaul, Dan Newhouse and Joe Wilson. Seventeen Democrats joined them. A bipartisan blocking bill followed on October 16.
- Those letter signatories aren't automatically sponsors of the bill. Fitzpatrick separately pledged on October 10 to seek a House vote through a discharge petition, a procedure for bringing legislation to the floor. A blocking vote hasn't been scheduled.
- Gregory Meeks introduced the Prohibit Corrupt Russia Oil Deals Act. Its announced provisions would bar the US International Development Finance Corporation from investing in Russian energy. Other descriptions include revoking Treasury licenses and requiring sanctions on Russian energy.
- Congress hasn't enacted a reversal, and introducing the bill leaves the Treasury license in place. Most new sanctions pressure scheduled for October 18 has been withheld. The promised fuel delivery and lasting savings for buyers still haven't been demonstrated.
Fontes
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