Conflitos · Ataque a Zaporizhzhia
Número de mortos em Zaporizhzhia chega a 20, mas as buscas ainda não deram resposta a todas as famílias
Três crianças estavam entre as 20 pessoas dadas como mortas no ataque russo com bombas planadoras realizado antes do amanhecer. Os trabalhos de resgate continuavam, sem um balanço verificado à noite de quantas pessoas ainda estavam desaparecidas.
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Quantas pessoas ainda estão sob os escombros em Zaporizhzhia? Na noite de sábado, 10 de outubro, essa pergunta continuava sem resposta, mesmo depois de os serviços de emergência ucranianos elevarem para 20 o número de mortos informado no ataque com bombas planadoras realizado pela Rússia antes do amanhecer, incluindo três crianças. Dezoito pessoas foram dadas como feridas, também incluindo três crianças. As buscas continuavam; esses eram os números mais recentes verificados, não um balanço final. 12 43
O aumento do número de vítimas revela mais sobre o custo humano do ataque. Mas não esclarece onde estão todas as pessoas que, segundo as informações disponíveis, estavam nos edifícios. Até a noite, as estimativas anteriores de pessoas possivelmente soterradas e de moradores sem contato não haviam sido conciliadas publicamente. As famílias continuavam sem uma resposta que uma atualização sobre vítimas, por si só, não poderia dar. 2 43
Fatos principais
Cinco bombas planadoras guiadas russas atingiram áreas residenciais por volta das 04:48, horário de Kyiv — 01:48 UTC — em 10 de outubro, quando a cidade ainda estava às escuras. Foram relatados danos nos distritos de Shevchenkivskyi e Voznesenivskyi. Um prédio de apartamentos de cinco andares foi atingido; uma entrada ou seção foi substancialmente destruída, e os andares superiores desabaram. 12 7 91
O térreo foi atingido, e os andares acima simplesmente desabaram
A descrição de Kharchenko, dada à televisão ucraniana e divulgada pela BBC, explica por que o resgate se transformou em uma busca prolongada entre os escombros das casas dos moradores. Mais de 80 trabalhadores participaram da operação. As equipes de resgate faziam pausas para ouvir se havia sobreviventes, e relatos posteriores descreveram pessoas que, segundo as informações disponíveis, ficaram soterradas por mais de oito horas. O trabalho continuou até a noite. 11 5 43
Entre as pessoas encontradas sob os escombros estavam Yana e seu marido, Anton. Ambos ficaram feridos e foram retirados pelos socorristas. A filha pequena do casal estava entre os mortos. O resgate dos pais e a morte da filha fazem parte do mesmo relato: sobreviver, neste caso, não foi um resgate sem sofrimento. 12 75
Um balanço dos serviços de emergência registrou três pessoas resgatadas e assistência psicológica prestada a 35 pessoas. Esses números descrevem parte da resposta em um determinado momento da operação, não sua conclusão nem o desfecho para todas as pessoas que poderiam estar soterradas. 43
O que os números em mudança confirmam
O comunicado de 10 de outubro do presidente Volodymyr Zelensky informou 12 mortes, incluindo três crianças, e 14 feridos. Esse balanço foi substituído por avaliações posteriores. O número de mortos passou para 15 e, depois, 17, antes de o total verificado mais recente chegar a 20. São avaliações sucessivas do mesmo ataque, não grupos distintos de vítimas que devam ser somados. 1 25 44 12
Os informes sobre feridos não formaram uma sequência perfeitamente sincronizada. Uma reportagem anterior da Ukrinform já informava 16 feridos antes de o comunicado presidencial citar 14; o total local mais recente verificado é 18. Os horários de publicação e as atualizações posteriores dos artigos não estabelecem uma progressão precisa minuto a minuto. A afirmação de Zelensky de que duas pessoas feridas estavam em estado crítico descreve aquela avaliação médica anterior; não foi estabelecido nenhum desfecho individual posterior para elas. 4 1 43
As verificações sobre o paradeiro exigem ainda mais cautela. Zelensky disse que as autoridades estavam verificando a situação de 12 pessoas que poderiam estar no local. Kharchenko estimara anteriormente que até 14 poderiam estar soterradas. Um informe posterior do Ministério do Interior, divulgado pela Ukrinform com horário de publicação indicado como 15:18, mencionou 11 pessoas que não haviam entrado em contato com ninguém desde a manhã. 1 11 2
Esses números podem se sobrepor. Eles não confirmam mortes adicionais e não representam três grupos que devam ser somados. Tampouco é possível simplesmente subtrair o aumento das mortes confirmadas de um número anterior de pessoas sem paradeiro conhecido: as informações não identificam quem já havia sido localizado nem como as listas se relacionavam com as vítimas confirmadas. Esse cálculo inventaria uma resposta que as buscas ainda não haviam fornecido.
O que sabemos
O que não sabemos
- Nenhuma conciliação verificada realizada à noite determinou quantas pessoas continuavam desaparecidas nem se as listas anteriores se sobrepunham às vítimas confirmadas.
Próximos passos
- Uma nova avaliação dos serviços de emergência que esclareça as verificações sobre o paradeiro e determine se as buscas terminaram.
Os números sobre os danos também têm limites. Pelo menos 26 edifícios residenciais foram afetados: 23 prédios de apartamentos e três casas particulares. A forma abreviada “26 residências” refere-se a edifícios, não a 26 apartamentos ou domicílios. Três edifícios residenciais sofreram danos significativos ou graves; isso não significa que todos os 26 tenham desabado ou ficado inabitáveis. A onda de choque e os estilhaços também danificaram instalações não residenciais, veículos e uma garagem. Não foi estabelecido um total completo de pessoas desalojadas, um inventário da segurança estrutural nem uma estimativa dos custos de reparo. 7 40 91
Ivan Fedorov divulgou atualizações sobre vítimas e danos como copresidente do Conselho de Defesa regional e chefe da Agência Estatal de Reconstrução da Ucrânia. Ele não é o atual governador regional: deixou a liderança da administração regional no início de setembro. Mykhailo Semikin é o chefe interino da Administração Militar Regional de Zaporizhzhia. 40 56 60
O argumento sobre sanções e seus limites
Zelensky inseriu o ataque em um argumento contra o alívio da pressão sobre a Rússia. “Hoje, a Rússia expressou seu agradecimento pelo levantamento das sanções às exportações de diesel, lançando cinco bombas planadoras sobre prédios residenciais em Zaporizhzhia”, disse ele em seu comunicado de 10 de outubro. A acusação acompanhava os números de vítimas, já superados, de 12 mortos e 14 feridos. 1 124
Havia uma medida concreta dos EUA por trás dessa crítica. Em 9 de outubro, após uma conversa telefônica entre Donald Trump e Vladimir Putin, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA emitiu a Licença Geral 135. Ela autoriza temporariamente determinadas transações envolvendo diesel de origem russa que, de outra forma, seriam proibidas por dois conjuntos de regulamentos de sanções, contidos nos capítulos 587 e 589 do título 31 do CFR. Seu texto inclui venda, entrega, descarga e importação para os Estados Unidos. 12 65 66
A autorização vigora até 12:01 a.m. EDT de 7 de abril de 2027. Ela não autoriza débitos em contas pertencentes ao Banco Central da Rússia, ao Fundo Nacional de Riqueza ou ao Ministério das Finanças da Rússia em instituições financeiras dos EUA. Trata-se de uma autorização definida, sujeita a regulamentos específicos — não da abolição de todas as sanções à energia russa. Sua redação administrativa não estabelece que ela se sobreponha a restrições previstas em lei, e continuam em vigor medidas distintas da União Europeia e do Reino Unido. 66 64 67
A licença foi emitida antes do bombardeio. Essa sequência confirma o momento da crítica de Zelensky, mas não prova que a autorização tenha causado o ataque. Nenhuma evidência direta verificada a vincula ao planejamento, às ordens ou à execução do ataque russo. A afirmação de que a Rússia estava “expressando seu agradecimento” é a interpretação política de Zelensky sobre a redução da pressão, não um motivo russo documentado. As consequências do bombardeio para os civis não dependem de provar essa alegação adicional. 12 124
Semikin anunciou que domingo, 11 de outubro, seria um dia de luto em Zaporizhzhia. A cidade tem uma data para lamentar seus mortos, mas ainda não tem um balanço completo de todas as pessoas que, segundo as informações disponíveis, estavam nos edifícios. Até que as buscas e as verificações sobre o paradeiro sejam concluídas, o número informado de 20 mortos deve permanecer uma avaliação, não uma frase de encerramento. 85 43
Conforme exibido 23 linhas
- Russian glide bombs killed 20 people in Zaporizhzhia.
- Emergency services put the toll at 20 dead and 18 injured by Saturday evening. Three children are among the dead, and three among the injured. Rescuers are still searching, so those numbers could change.
- Families still need to know who remains beneath the rubble and who has been located.
- Five Russian guided glide bombs hit residential areas before dawn on October 10. Damage spread through the Shevchenkivskyi and Voznesenivskyi districts. The attack came shortly before five in the morning, while the city was still in darkness.
- A five-story apartment block took a direct hit. One entrance section was substantially destroyed, and upper floors collapsed. Residents were buried beneath the remains of their building.
- Acting mayor Regina Kharchenko described how the building came down. She said, “The ground floor was hit, and the floors above just collapsed.” That left rescuers searching through collapsed floors for people who had been inside.
- More than 80 workers joined the search-and-rescue operation. Rescuers paused their work to listen for survivors. People were believed trapped for more than eight hours, and the search continued into the evening.
- Rescuers found Yana and her husband Anton beneath the rubble of a damaged apartment building. Both were injured and evacuated. Their young daughter was among those killed.
- Emergency services recorded three people rescued at one point in the operation. They also provided psychological assistance to 35 people. Those figures capture part of the response while workers continued searching the wreckage.
- At least 26 residential buildings suffered damage. The destruction extended beyond the apartment block where floors collapsed.
- Ivan Fedorov counted 23 apartment blocks and three private houses among the damaged buildings. Three residential buildings sustained significant damage. The total counts whole buildings, with the damage varying from one property to another.
- Blast effects and shrapnel also damaged non-residential buildings and premises, vehicles and a garage.
- Fedorov now co-chairs the regional Defense Council and heads Ukraine's State Agency for Restoration. He left the regional administration leadership in early September. Mykhailo Semikin is the acting head of the regional military administration.
- Officials first counted four deaths. Later assessments gave seven, then eight. President Volodymyr Zelensky gave 12. Subsequent counts reached 15, then 17, before emergency services put the toll at 20. Each figure described the same attack as the search continued.
- The earliest assessment included one child among the dead and two among the injured. Three children were included in the later death totals. Injury counts were less consistent. An early assessment listed 11 injured, and another listed 16 before Zelensky gave 14. Later assessments gave 16, then 18. These snapshots weren't synchronized, and adding them together would count people more than once. Zelensky also said two injured people were in critical condition.
- Zelensky said officials were checking the status of 12 people who might have been there. Kharchenko earlier estimated up to 14 might be trapped. A later Interior Ministry update described 11 people who hadn't contacted anyone since morning.
- Those checks may concern some of the same people. They can't be combined into an additional casualty total, or reduced by subtracting the rise in deaths.
- Zelensky accused Russia of treating relief from diesel sanctions as permission to keep attacking. He described the bombing as Russia expressing its thanks for that relief. His statement also carried the earlier figures of 12 dead and 14 injured.
- Donald Trump and Vladimir Putin spoke by telephone on October 9. After that call, the US Treasury issued a temporary authorization for specified transactions involving Russian diesel. The bombing followed early the next morning.
- The Treasury license permits specified Russian-diesel transactions under two sets of sanctions rules. It covers sale, delivery and offloading, as well as importation into the United States. The authorization runs until April 7, 2027.
- The license keeps restrictions on debiting certain Russian government accounts at US financial institutions. Those include accounts belonging to Russia's Central Bank, National Wealth Fund and Ministry of Finance. Separate European Union and British measures also remain in place.
- The authorization preceded the bombing, but we don't know of evidence connecting it to Russian strike planning or orders. Zelensky's accusation expresses his political judgment about easing pressure on Russia. The timing alone doesn't show why Russia launched this attack.
- Semikin announced that Sunday, October 11, will be a day of mourning in Zaporizhzhia. By Saturday evening, rescuers were still searching, and officials hadn't explained how many people remained unaccounted for after the earlier whereabouts checks.
Fontes
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