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ReportagemCobertura em andamento · reportagem 2 de 5

Barrados, unidos e a caminho do tribunal: a proibição à imprensa da Casa Branca chega ao primeiro juiz

CNN, MS NOW e Politico pedem ao juiz Timothy Kelly que restabeleça os passes da Casa Branca em uma audiência na quarta-feira, enquanto redes concorrentes deixam o grupo de cobertura de TV sem câmeras e a Casa Branca defende a proibição como uma questão de justiça.

Escrito 8 min de leitura · 88 fontes

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Traduzido do original em inglês.

O que mudou desde nossa última reportagem

4 dias depois

Antes

Três redações avisadas para ficar de fora: Casa Branca traça uma linha em torno da imprensa

Em aberto na época

  • Não há um responsável confirmado pela aplicação da medida, um critério declarado para que as redações se corrijam nem confirmação de quais serão os próximos veículos.
  • Não há fundamento verificado para os números de cobertura de 96 por cento e 93 por cento citados como justificativa.

O que dissemos que acompanharíamos

  • Se as credenciais serão formalmente revogadas ou se o acesso será restringido discretamente.
  • Se os tribunais serão chamados a decidir se um presidente pode escolher quais redações entram.

Agora

CNN, MS NOW e Politico pedem ao juiz Timothy Kelly que restabeleça os passes da Casa Branca em uma audiência na quarta-feira, enquanto redes concorrentes deixam o grupo de cobertura de TV sem câmeras e a Casa Branca defende a proibição como uma questão de justiça.

O que avançou

  • O juiz Timothy J. Kelly analisa, por videoconferência, pedido emergencial para restabelecer o acesso.

Um presidente pode decidir, por conta própria, quais redações podem ficar ao seu lado — e um juiz pode obrigá-lo a deixá-las voltar antes do jantar? Essa é a questão em jogo em uma audiência por videoconferência às 3:30 p.m. ET de quarta-feira, 23 de setembro, quando três das maiores organizações de notícias do país pedem a um juiz federal que restabeleça as credenciais da Casa Branca que lhes foram retiradas cinco dias antes.⁠27⁠2

Proibição, bloqueio e ação judicial

  1. 18 de setembro de 2026

    Presidente anuncia que CNN, MS NOW e Politico estão banidos com efeito imediato por FICÇÃO e MENTIRAS.

    3773
  2. 19 de setembro de 2026

    O Serviço Secreto desativa os passes e barra repórteres nos portões do complexo.

    2831
  3. 21 de setembro de 2026

    Três veículos e três correspondentes processam no D.D.C. no caso 1:26-cv-03287.

    2837
  4. 23 de setembro de 2026, 3:30 p.m. ET

    O juiz Timothy J. Kelly analisa, por videoconferência, pedido emergencial para restabelecer o acesso.

    2752

O bloqueio começou com palavras e depois virou logística. Na sexta-feira, 18 de setembro, o presidente Donald Trump disse que CNN, MS NOW — antiga marca MSNBC — e Politico estavam banidos com efeito imediato por ficção, mentiras e notícias falsas; mais tarde, no Salão Oval, descreveu a medida como resultado acumulado da cobertura dos últimos anos, e não de uma única reportagem. No dia seguinte, os passes permanentes foram desativados ou recolhidos e repórteres foram barrados no complexo, entre eles Betsy Klein, da CNN, Akayla Gardner, da MS NOW, e Cheyenne Haslett, da Politico; a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Jacqui Heinrich, pediu o restabelecimento imediato.⁠37⁠44

Na segunda-feira, 21 de setembro, as três organizações e aqueles três correspondentes entraram com uma ação conjunta no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Colúmbia, no caso 1:26-cv-03287. Eles pedem uma ordem de restrição temporária e uma liminar para restabelecer imediatamente as credenciais e o acesso e impedir novas medidas de aplicação da proibição, além de uma declaração judicial. A ação nomeia Trump em sua capacidade oficial de presidente, o diretor de comunicações Steven Cheung, o diretor do Serviço Secreto Sean Curran e a chefe de gabinete Susie Wiles. Entre os advogados está Theodore J. Boutrous Jr., da Gibson Dunn, que também representou a CNN na disputa de 2018 envolvendo Jim Acosta. A petição afirma que a proibição não poderia ser um ataque mais direto à Primeira Emenda e diz que ela ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público ao jornalismo independente.⁠28⁠37⁠31

Duas alegações, um precedente

A contestação jurídica segue duas frentes. Os veículos alegam retaliação vedada pela Primeira Emenda por causa de coberturas anteriores que Trump chamou de falsas, doentias e deliberadamente negativas, além de discriminação por ponto de vista no acesso à Casa Branca, à sala de coletivas e ao grupo de cobertura. Alegam violações do devido processo legal previsto na Quinta Emenda porque não houve aviso nem oportunidade de contestação antes da retirada das credenciais, feita após um anúncio nas redes sociais. Entre os precedentes invocados estão Sherrill v. Knight, 569 F.2d 124, decidido em 15 de dezembro de 1977, que exige aviso, oportunidade de resposta e uma decisão por escrito, com restrições não mais rigorosas do que o necessário nem arbitrárias, além de Karem v. Trump, de 2020. Análises jurídicas descrevem as alegações como muito fortes.⁠2⁠12⁠14

Essa avaliação ganha peso por causa do histórico no mesmo tribunal. Após uma disputa em uma entrevista coletiva em 7 de novembro de 2018, o juiz Kelly realizou uma audiência em 16 de novembro de 2018 e ordenou que o governo devolvesse imediatamente, em caráter temporário, o passe de imprensa de Acosta, ao concluir que houve violação do devido processo legal previsto na Quinta Emenda, em uma decisão restrita que não julgou o mérito integral da Primeira Emenda. Acosta voltou à Casa Branca, o processo continuou e Trump disse que o governo estava redigindo novas regras. Kelly foi nomeado por Trump em seu primeiro mandato. A distribuição aleatória atribuiu o novo caso a Kelly. Ele ordenou que o Departamento de Justiça apresentasse uma resposta até terça-feira à noite e marcou a audiência acelerada para quarta-feira à tarde; relatos posteriores informaram que o departamento apresentou a resposta e invocou a segurança nacional.⁠20⁠24⁠27⁠52

3Organizações de notícias que processam para restabelecer o acesso 28
4Redes de TV concorrentes que se recusaram a substituir no grupo de cobertura 1
92%Índice de cobertura negativa citado por Vance 6

Quando o lugar da câmera fica vazio

A proibição desmantelou o sistema de rodízio que coloca uma câmera na sala para todos. O grupo de cobertura de TV, formado por cinco redes — CBS, ABC, NBC, CNN e Fox —, compartilha as funções, e a CNN estava escalada para segunda e terça-feira em Nova York, durante a semana de alto nível da 81ª Assembleia Geral da ONU. Depois que a Casa Branca bloqueou a CNN, o coordenador do grupo de cobertura, Bryan Boughton, chefe da sucursal da Fox News em Washington, enviou um e-mail dizendo que, a partir daquele dia, o grupo de TV não cobriria eventos designados como cobertura presidencial e não colocaria um substituto. ABC, CBS, Fox News e NBC se recusaram a substituir a CNN, afirmando em comunicado conjunto que o público tem um interesse vital em informações independentes e que nenhum governo deve restringir um veículo por discordar de sua cobertura. O resultado foi a ausência de um grupo de cobertura de TV das redes americanas com Trump em Nova York.⁠3⁠60⁠61

Fotógrafos também aderiram por um dia. O Washington Post e fotógrafos do New York Times, AP, AFP, Reuters e Getty suspenderam a publicação de imagens de Trump até a meia-noite de terça-feira, um apagão de imagens de um dia que deixou a segunda-feira sem nenhuma imagem. A cobertura da ONU funciona sob um sistema de credenciamento separado, então correspondentes das redes ainda podiam aparecer usando credenciais da ONU mesmo sem um grupo de TV da Casa Branca, mas não houve um grupo tradicional de TV das redes americanas na viagem a Nova York. As listas da Casa Branca indicavam a Hearst como segunda opção de televisão em Washington e a Real America's Voice como segunda opção em Nova York, enquanto a Casa Branca promovia seu próprio aplicativo e transmissões ao vivo e argumentava que o acesso é um privilégio, não um direito da Primeira Emenda.⁠3⁠57⁠63

O vice-presidente JD Vance fez, na segunda-feira, a defesa política da Casa Branca em uma pista da Base Conjunta Andrews, antes de uma viagem à Carolina do Norte. Ele rejeitou o termo proibição. Disse que Trump estava negando acesso especial e espaço de trabalho a veículos que praticavam, na prática, propaganda e propaganda de extrema esquerda. Afirmou que os três veículos ainda podem noticiar de fora, usar materiais públicos e conversar com autoridades; chamou a medida de justiça básica e disse que a cobertura de Trump e do governo era cerca de 92 por cento negativa e não representava o povo americano nem a opinião pública. Comparou a postura do Politico em relação a Trump à do Breitbart em relação a Obama e Biden. Esse número coincide com uma contagem da cobertura noturna de três redes de televisão nos primeiros 100 dias do segundo mandato, não com um estudo publicado especificamente sobre CNN, MS NOW e Politico, e Vance não indicou a fonte do número durante a conversa.⁠6⁠71⁠74

Trump respondeu ao novo processo dizendo que ele não era um ataque à imprensa livre que valoriza, mas às notícias falsas, que chamou de ameaça à segurança nacional. Mais tarde, disse que ter Kelly novamente como juiz era ótimo para eles, lembrou a decisão sobre Acosta e antecipou um recurso. Repórteres sem passes permanentes não podem entrar na sala de coletivas, nos escritórios de imprensa do andar superior nem no rodízio de equipes de cobertura que documenta a Presidência de perto, deixando três grandes redações trabalhando fora do complexo enquanto o posto de câmera criado para garantir uma testemunha independente fica vazio. Uma minuta de manifestação de amicus curiae do Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa estava circulando; AP, Los Angeles Times, New York Times, ProPublica, Axios, Bloomberg e Reuters foram apontados como considerando participar ou como signatários de uma minuta, não como autores de uma petição protocolada.⁠37⁠58

O que sabemos

  • Três veículos e três correspondentes processaram em 21 de setembro, no caso 1:26-cv-03287, pedindo o restabelecimento imediato. 28
  • O juiz Kelly marcou uma audiência por videoconferência para 3:30 p.m. ET de 23 de setembro sobre o pedido de restabelecimento. 27
  • Quatro redes concorrentes se recusaram a substituir a CNN, deixando Nova York sem um grupo de TV das redes americanas. 1

O que não sabemos

  • Ainda não há decisão sobre se as credenciais serão devolvidas agora ou permanecerão revogadas durante o processo.
  • Que acesso específico foi revogado e por quanto tempo, desde os passes permanentes até os escritórios e os turnos no grupo de cobertura.

Próximos passos

  • Se Kelly restabelecerá o acesso apenas com base no devido processo legal ou também analisará as alegações sobre discriminação por ponto de vista.
  • Se a solidariedade das equipes de TV e fotografia se manterá e como as funções do grupo de cobertura serão realizadas, caso isso aconteça.

Linha do tempo

Dia 5 · 5 reportagens

Cronologia da história
  1. Primeiro a noticiar

  2. Kelly emite a ordem de restrição temporária original que restabelece o acesso com passes permanentes.

  3. 11 dias depois

  4. O juiz prorroga a proteção de acesso até 13 de outubro enquanto considera medidas de prazo mais longo.

  5. Kelly emite uma liminar preliminar que protege o acesso durante o processo e analisa as alegações com base na Primeira Emenda.

Fontes64

Entre as fontes citadas aqui, The Independent publicou primeiro, 33 horas antes da veiculação desta reportagem. Outros 5 veículos publicaram em seguida.

58 veículos sem data:X (formerly Twitter)CNNMediaiteUSA TODAYCourtListenerNBC News

Cobertura em andamento · reportagem 2 de 5

Todas as fontes, por veículo

88 fontes de 64 veículos· Mais citados primeiro

Conforme exibido
  1. Three major newsrooms are locked out of the White House.
  2. With the president in New York for United Nations week, no American television pool camera is following him, and still photographers held their pictures for a day.
  3. Will a federal judge order those passes restored this afternoon, and on what terms?
  4. The lockout started with an announcement that CNN, MS NOW and Politico were banned effective immediately for fiction and lies and fake news. The president later described it as cumulative about coverage over recent years, not a single story. The next day hard passes were deactivated or taken and reporters were turned away at the complex, including Betsy Klein of CNN, Akayla Gardner of MS NOW and Cheyenne Haslett of Politico. The correspondents association president called for immediate restoration.
  5. The three organizations plus their three correspondents filed together on Monday in the District Court for the District of Columbia as case 1:26-cv-03287. They seek a temporary restraining order and injunction restoring credentials and access immediately and barring further enforcement, plus declaratory relief. The suit names Donald Trump in his official capacity as president, communications director Steven Cheung, Secret Service director Sean Curran and chief of staff Susie Wiles. Counsel includes Theodore J. Boutrous Jr. of Gibson Dunn, who also represented CNN in the 2018 fight over Jim Acosta.
  6. The legal attack runs on two tracks. The outlets allege First Amendment retaliation for past coverage called fake, sick and purposely negative, and viewpoint discrimination in White House access, the briefing room and the pool. They allege Fifth Amendment due-process violations because there was no notice and no chance to contest before credentials were pulled after a social-media announcement. The precedent invoked includes Sherrill v. Knight, 569 F.2d 124, decided December 15, 1977, which requires notice, an opportunity to rebut and a written decision, with restrictions no more arduous than necessary and not arbitrary, plus Karem v. Trump from 2020.
  7. After CNN was blocked, pool chair Bryan Boughton, the Fox News Washington bureau chief, emailed that effective that day the television pool would not cover events designated as presidential pool coverage and would not put a replacement in place. ABC, CBS, Fox News and NBC refused to replace CNN, saying in a joint statement the public has a vital interest in independent information and no administration should restrict an outlet because it objects to reporting. White House listings used Hearst as secondary television in Washington and Real America's Voice as secondary for New York, while the White House promoted its own app and livestreams and argued access is a privilege, not a First Amendment right.
  8. On a Joint Base Andrews tarmac before a North Carolina trip, the vice president rejected the word ban. He said Trump was withholding special access and office space from outlets engaged in effectively propaganda and far-left propaganda. He said the three outlets can still report from outside, use public materials and talk to officials, called the move basic fairness, and put coverage of Trump and the administration at about 92 percent negative and not representative of the American people or public opinion. He compared Politico's stance toward Trump to Breitbart's stance toward Obama and Biden. That number matches a tally of evening coverage on three broadcast networks in the first 100 days of the second term, not a published study of CNN, MS NOW and Politico specifically, and he did not source the number in the exchange.
  9. Still photographers joined for a day. The Washington Post and photographers from the New York Times, AP, AFP, Reuters and Getty withheld publication of Trump images until midnight Tuesday, a one-day image blackout that left no images Monday. United Nations coverage operates under a separate credentialing system, so correspondents could still appear on UN passes even without a White House pool, but there was no traditional American network pool on the New York travel.
  10. History in the same courthouse weighs heavily. After a November 7, 2018 news conference dispute, Judge Kelly held a hearing on November 16, 2018 and ordered the administration to immediately return Acosta's press pass on a temporary basis, finding a Fifth Amendment due-process violation in a narrow ruling that did not decide the full First Amendment merits. Acosta returned, litigation continued, and Trump said the administration was writing new rules. Kelly is a first-term Trump appointee. Random assignment sent the new case to Kelly. He ordered a Justice Department response by Tuesday night and set an expedited videoconference hearing for Wednesday afternoon at 3:30 p.m. Eastern on restoring access.
  11. Trump answered the new case by saying it was not an assault on the free press he cherishes, but on fake news, which he called a national-security threat. He later said drawing Kelly again was a great judge for them, recalled the Acosta ruling and previewed an appeal. Reporters without hard passes cannot enter the briefing room, upper press offices or the pool rotation that documents the presidency up close, leaving three major newsrooms working off campus while the camera position built to guarantee independent witness sits empty. A draft amicus from the Reporters Committee for Freedom of the Press was circulating, with AP, Los Angeles Times, New York Times, ProPublica, Axios, Bloomberg and Reuters reported as considering or signing in draft status, not as a filed brief.
  12. The hearing will decide whether credentials come back now or stay revoked while the case proceeds, what precise access was revoked — credentials, presence on grounds, briefing room, offices, pool rotation, office space and special access — and how long the revocation is intended to last, and whether the solidarity suspension continues and how pool duties are covered if it does.

Tradução atualizada em

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